Chicago Typewriter

Parem tudo que vocês estão fazendo e corram pra assistir esse drama. Chicago Typewriter é um dos grandes tesouros da TV coreana. Ainda estamos na metade do ano, mas eu tenho certeza que ele é o melhor drama de 2017, por que ele se tornou meu segundo preferido da vida!

Vamos ver se consigo escrever algo que os convençam a assisti-lo.

OBS: O texto pode conter alguns poucos spoilers.

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Título: Chicago Typewriter
Rede de TV: tvN
Gênero: romance / fantasia / melodrama
Ano: 2017
Capítulos: 16
Yoo Ah In como Han Se Joo
Lim Soo Jung como Jeon Seol
Ko Gyung Pyo como Yoo Jin Oh
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Plot principal

Han Se Joo é um escritor super famoso que está com problemas para escrever seu próximo livro após um fã tentar assassina-lo. Diante desse bloqueio, ele cogita a possibilidade de contratar um escritor-fantasma. Por coincidência (será?) um misterioso escritor, Yoo Jin-Oh, aparece para lhe ajudar. Ao mesmo tempo, ele conhece Jeon Seol, uma mulher apaixonada por livros que diz ser sua fã número 1.

É então que a vida dos três vai se entrelaçando e nós descobrimos que eles na verdade foram amigos em suas vidas passadas. E agora juntos, no presente, vão tentar relembrar o que ocorreu em 1930.

Han Se-Joo

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Ele é chato, convencido, metódico e neurótico. Bem perfeitinho, né? Sqn. Com o tempo vamos conhecendo-o de verdade e ele muda de comportamento e passa a ser um amorzinho.

Acredito que eu tenha sido a única pessoa que gostou desse personagem logo de cara. Sei que ele era arrogante e gritava com todo mundo, mas pra mim, desde o começo, isso tudo era questão de insegurança e medo de ser magoado e não grosseria de verdade.

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Além disso, eu simplesmente AMEI a interpretação do Yoo Ha In. Foi tão natural e humana, que fugiu completamente dos exageros e caras e bocas clichês comuns a esse tipo de personagem.

Jeon Seol

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Jeon Seol costumava ser campeã olímpica de tiro, mas ela se atormentava por que tinha visões de si mesma segurando uma arma no ano de 1930 e por conta disso desistiu da carreira.

Ela é super fã do escritor Han Se Joo e, por obra do acaso (será?), presencia a tentativa de assassinato dele e o salva. A partir daí, ele também passa a ter visões de si próprio como um escritor da década de 30.

Ao contrário do Se Joo, fiquei um pouco receosa com Jeon Seol no começo do drama. Não sei bem explicar por que, mas tinha medo dela cair no esteréotipo de “prota-excêntrica-pra-ficar-fofa”, sabem? Mas assim como Yoo Ha In, a interpretação da Lim Soo Jung foi muito autêntica e eu acabei me apaixonando por ela.

Yoo Jin-Oh

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O escritor-fantasma mais doce e fofo de todos! Eu cheguei ao final do drama com um carinho gigantesco por esse personagem. Ele me fez rir, chorar, sentir pena e me questionar sobre várias situações. Poucas vezes um personagem conseguiu me emocionar da maneira que ele fez.

Yoo Jin Oh entra na trama com um objetivo: escrever um livro sobre a vida passada dos protagonistas e a sua própria. Para isso, os três precisam tentar lembrar o que aconteceu e qual era a relação entre os eles em 1930.

POR QUE ASSISTIR?

Chicago Typewriter tem exatamente a mesma pegada de Goblin (resenha aqui): romance, plot sobrenatural, flashbacks, bromance, ritmo lento e uma filmografia e OST impecáveis.

Mas ao contrário deste, Chicago não deixou furos no roteiro, conseguiu aproveitar todos os seus personagens, manter o suspense até o fim e ir muuito além de apenas uma história de amor.

Chicago é lindo, sensível, artístico e poético. Cada coisa tem seu lugar, seu sentido de ser, nada ali é por acaso e tudo é devidamente explicado/demonstrado na hora certa pra lhe fazer ansiar, suspirar, criar teorias e chorar, chorar bem muito.

Se o ritmo lento de Goblin me fez dormir e ficar entediada, esse mesmo ritmo em Chicago soou como naturalidade. Nada parece forçado ou exagerado. As coisas fluem lentamente por que elas vão sendo construídas assim.

OBS: Obrigada, tvN por ler minhas críticas e consertar tudo que reclamei em Goblin. Precisando, estamos aí ;D

O trio de protagonistas

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Eu simplesmente não consigo escolher um preferido dentre esses três! Eu amo igualmente cada um deles e queria que todos fossem felizes e alcançassem seus objetivos.

Não dá pra falar de apenas um ou dois protagonistas, todos os três são igualmente essenciais pra história e sua conclusão. Pois o que movimenta a trama é o vínculo entre eles e a forma como se relacionam.

Além disso, nenhum dos personagens termina do jeito que começou. No decorrer da história, todos eles crescem, evoluem, buscam corrigir seus erros e evitam comete-los novamente.

Direção de arte

Chicago Typewriter é um presente para os olhos.

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Não acredito que exista drama com uma estética mais linda que a dele, talvez igual, mas mais bonita não. O cenário, o figurino de 1930, o enquadramento, a iluminação, tudo é simplesmente maravilhoso e dá ao drama uma feição artística que combina muito bem com a sua proposta.

OST

E claro que uma fotografia bonita precisa de uma OST igualmente linda pra acompanhar, né? E a trilha sonora de Chicago é a melhor de todas que já escutei, sim!

Todas as músicas são incríveis e se encaixam perfeitamente no drama, ajudando a compor a atmosfera sentimental e emotiva da história. Eu viciei d-e-m-a-i-s e ainda não consegui parar de escutar ou tira-la da minha da minha cabeça.

Os flashbacks

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A década de 30 e seus flashbacks são um personagem a mais. Um personagem misterioso que queremos conhecer e que vai se deixando desvendar lentamente.

Comparado à 1930, as cenas no presente pareciam mais sem graça e entediantes. Mas, pra mim, não tinha como um existir sem outro. Foi o suspense criado no presente que nos deixou cada mais ansiosos e curiosos sobre o que realmente aconteceu no passado.

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Inicialmente os flashbacks são mostrados aos pouquinhos, apenas alguns minutinhos em alguns episódios. Daí, conforme o drama avança, eles ganham mais espaço, até atingirem o clímax no episódio 15, quase todo dedicado ao passado (e o melhor episódios que já assisti na vida!).

A trama

Eu não lembro de já ter visto nada parecido a Chicago Typewrite na TV coreana. A história, os personagens, os dilemas e o final fazem dele um drama único.

“Uma caneta é mais forte que uma faca”

E o que eu mais gostei de tudo foi que Chicago não se resumiu a apenas mais um romance. Ele é muito maior que isso. É sobre como nossas escolhas e prioridades afetam quem somos e quem gostaríamos de ser.

“Uma máquina de escrever é mais forte que uma arma”

Apesar de existir um triângulo amoroso ~o escritor, a fangirl e o escritor-fantasma~, o drama conseguiu fugir do clichê de: shipp certo ou errado, ciúme, rival amoroso e briga pra conquistar a mocinha. Saber de quem a Jeon Seol gostava ou não não tinha tanta importância assim. ~mas claro que sabemos desde o começo quem é~ O principal era mostrar como o trio de personagens se envolveu para lutar pela liberdade da Coréia no passado e como isso estava conectado à vida presente deles. E pra mim, isso deixou o drama ainda mais perfeito: nada ali é excesso. Tudo é necessário para a trama.

“Você deveria escrever algo realmente bom”

A medida que os flashbacks vão sendo aprofundados, a importância do romance vai diminuindo e outros aspectos como amizade, lealdade, coragem, traição e a luta pelos seus ideais, ganharam destaque.

“Não escreva para ganhar fama e mulheres”

SPOILER: Uma das coisas que mais me emocionou foi o dilema de cada um deles em escolher entre: seus ideais, amor ou amizade. E o roteiro de Chicago é tão perfeito de um jeito, que em 1930, cada personagem do trio decidiu proteger um sentimento distinto. E, no presente, quando uma situação parecida surgiu, eles mudaram suas prioridades, como se tivessem aprendido com o passado, e fizeram uma escolha diferente.

“Escreva algo magnífico”

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VEREDITO

Sei que tô sendo repetitiva, mas vou falar mesmo assim: Chicago Typewriter é uma obra de arte! Um ótimo elenco, produção lindíssima, personagens carismáticos e um roteiro diferente, que foge dos clichês costumeiros, fazem dele um drama singular e imperdível.

Só tenho elogios e amor por ele ❤

E enquanto eu puder, vou fazer propaganda e indica-lo, sim!

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Assistam!

ONDE ASSISTIR?

Chicago Typewriter está disponível legendado no Viki e no Kingdom Fansubs.

 


Espero que eu tenha conseguido convencê-los a dar uma chance a Chicago Typewrite.

E aos que já assistiram, comentem vocês também o que acharam. Vamos panfletar esse drama lindo por aí.

 

Strong Woman Do Bong Soon

E lá se foi o dorama mais fofinho da temporada!

Strong Woman Do Bong Soon começa fraquinho, com uma péssima edição e uma história que parece bem sem graça. Mas… foi só passar uns 3 episódios, que o drama conseguiu corrigir esses defeitos e apostou no que tinha de melhor a oferecer: a química do casal principal.

OBS: O texto não contém spoilers.

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Rede de transmissão: JTBC
Ano transmissão: 2017
Gênero: Romance / Comédia
Capítulos: 16
Cast principal:
Park Bo Young como Do Bong-Soon
Park Yung Sik como An Min-Hyuk
Ji Soo como In Kook-Doo

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A sinopse é bem simples: Conta a história de uma jovem, que possuiu uma força descomunal, e seu cotidiano, amores e problemas.

Do Bong Soon, interpretada pela maravilhosa Park Bo Young, nasceu com um poder especial, ela é incrivelmente forte. Mas forte no estilo Jéssica Jones ou Super Homem, sabe? Apesar disso, ela procura viver um normal e tudo o que mais quer é apenas conseguir um emprego como designer de jogos para computador.

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Oi, alguém precisando de uma heroína?

Uma das coisas que mais gostei na caracterização da personagem é que o drama fugiu daquele estereótipo, chato e batido diga-se de passagem, de que pra ser forte, nós mulheres precisamos ter características masculinas, andar desarrumadas e ser beeeem badass. Bong Soon, além de gentil, é suuuuuuper fofa e feminina. Fora isso, ela possui um ótimo coração e vira e mexe está ali, usando seu poder pra ajudar os outros ou pra dar uma lição em quem merece. Eu realmente AMEI essa personagem.

Dá vontade de colocar num potinho, né? *_*

E se eu amei a mocinha, eu me apaixonei perdidamente pelo mocinho.

An Min-Hyuk é o CEO ~lindo e maravilhoso~ de uma empresa de jogos eletrônicos e está sendo perseguido e ameaçado. Certo dia, ele vê Bong Soon “em ação” e fica completamente impressionado. Daí… ele decide contrata-la para ser sua guarda-costas e lhe ajudar a descobrir quem é o stalker. ~Siiiiiiiiiiim! Ele será protegido por uma mulher~ Com isso os dois se aproximam e, claro, se apaixonam.

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Peraí que eu fiquei sem ar.

Min Hyuk, ou Min Min como Bong Soon chamava, é o mocinho perfeito: companheiro, carinhoso, compreensivo, apaixonado e que sempre escuta e respeita a vontade da namorada. Era linda a maneira que ele falava da Bong Soon, sempre admirado e orgulhoso dela. Por mais protagonistas assim, Coréia, por favor.

Como pode ser tão lindo? Ain Ain ❤

Além do casal fofo, temos o Ji Soo e sua tão famosa friendzone.

Ji Soo é In Kook-Doo, um policial amigo da Bong Soon da época do colégio e por quem ela tem um crush. Como crush ele é um ótimo policial. E como policial, um perfeito atrapalha shipp >T

Sabem aqueles mocinhos abusados e grosseiros, estilo 1% of Somenthing? Pois então. Ji Soo é exatamente desse jeito e, por conta disso, devo dizer que dessa vez eu não fiquei nenhum pouquinho triste por ele levar um fora.

Não consigo nem contar o número de vezes que ele gritou com a Bong Soon e colocou o dedo na cara dela. Sem falar que ele estava sempre diminuindo-a e dizendo que ela precisava fazer isso e aquilo.

Ao final do drama tentaram redimi-lo mostrando a amizade e carinho que ele tinha pela Bong Soon, mas, sinceramente? Não colou nenhum pouco e o máximo que consegui foi acha-lo tolerável. E só.

POR QUE ASSISTIR?

SWDBS tem um clima super gostoso, que não dá vontade de parar de assistir. Ao mesmo tempo que é leve e divertido, possui cenas mais dramáticas e sinistras, mesclando comédia, romance e suspense super bem.

Assim como acompanhamos o dia-a-dia da Bong Soon e seus problemas e dramas pessoais, temos um grupo de mafiosos atrapalhados, que fazem cenas de comédia bem exageradas, e um suspense policial, envolvendo um sequestrador de mulheres.

Em seus primeiros episódios, muita gente criticou os efeitos especiais ruins. Eles não são ruins, gente… são péssimos! Hahahahahaha Mas eu entendi que era proposital, a idéia era exagerar e ser tosco mesmo pra divertir e fazer rir. Bom ou não, os efeitos tosquinhos das cenas de ação foram diminuindo e os episódios finais trouxeram cenas que realmente me deixaram tensa e apreensiva.

E então temos o melhor de tudo: o romance. Que romance, heim? Eu morria toda semana com as cenas desse casal super fofo ❤

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Bong Soon e Min Hyuk formam um dos casais bonitinhos de todos os tempos! É assistir e se apaixonar na mesma hora pelos dois. São tantas cenas amorzinho, tantos abraços, carinhos e beijos, que eles acabaram se tornaram um do meus casais favoritos.

Além de fofinhos, eles ainda eram super companheiros: estavam sempre juntos, se divertiam, discutiam, conversavam sobre seus problemas, preocupavam-se um com o outro e se ajudavam sempre. Me lembraram demais a Bok Joo e o Joon Hyung, de Weightlifting Fairy Kim Bok Joo (post aqui).

Alguém falou beijo?

E é justamente a interação desses dois lindinhos a maior qualidade e o grande diferencial do drama. A junção da fofura da Bong Soon com o jeito doidinho e engraçado do Min Min fez dos dois um parzinho perfeito e muito, muito, querido. Eu suspirava feito boba nas cenas deles. Era química pra espalhar pela Coréia inteira. Namorem, por favor. Namorem!

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Minha reação assistindo as cenas dos dois

Claaaro que eu não poderia falar de SWDBS sem citar a questão da representatividade feminina.

Se observarmos, os filmes, séries, desenhos e dramas costumam ter super-heróis masculinos, ainda bem que isso está mudando e Bong Soon é mais uma prova disso. O drama traz como heroína uma jovem comum, com problemas comuns como desemprego, amor não correspondido e brigas familiares.

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Além disso, já falei que eu adorei o fato da Bong Song ser bem feminina e bem bonequinha mesmo. Chega de achar que super heroínas (chega fica estranho chamar assim, né?) precisam ser hiper sexualizadas como nos games ou masculinizadas, como em algumas series e vídeos. Ser forte e salvar o mundo não tem relação com seu jeito de se vestir ou falar. u.u

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Salvando a Coréia e arrumando o cabelo

UM DEFEITINHO APENAS

Inicialmente, o clima de suspense parecia totalmente desconexo da trama, como se estivéssemos vendo dois dramas diferentes: um com cenas românticas e engraçadas e um mais sombrio, com cenas escuras e perturbadoras.

Acredito que isso tenha acontecido por que nenhum dos protagonistas tinha qualquer ligação com os casos e nenhuma personagem foi sequestrada, apenas figurantes e mulheres desconhecidas.

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Sem falar que, apesar dos sequestros acontecerem no bairro da Bong Soon, ela mesma não parecia ter medo de qualquer agressão, pois uma pessoa tão forte quanto ela, poderia facilmente lidar com um sequestrador. A impressão que passava era: se nem os protagonistas estão se importando, por que o público vai se importar?

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A medida que o drama foi avançando, esse probleminha foi “consertado” e Bong Soon passou a ter uma relação pessoal com o caso, ajudando a polícia a soluciona-lo e querendo ela própria prender o sequestrador. Foi aí que finalmente o suspense foi incorporado a trama de maneira autêntica.

VEREDITO

Romance, comédia, personagens divertidos, casal perfeitinho e zero possiblidade de shipp errado. Isso tudo faz de Strong Woman Do Bong Soon uma comédia romântica única e simplesmente imperdível.

Assistam! Assistam! Assistam!

ONDE ASSISTIR

Strong Woman Do Bong Soon está disponível legendado no Dramafever, Viki e Kingdom Fansub (precisa de cadastro).

 


 

Desculpem o surto e o número excessivo de gifs, juro que tentei me controlar, mas é impossível assistir esse drama e não se apaixonar pelo casal principal.

Beijinhos. E até.

Voice

Sei que tô bem atrasada com a resenha, mas vamos lá. Minhas semanas não são as mesmas sem os sustos e tensão de Voice.

Antes de começar a falar sobre esse k-drama muuito bom, preciso dizer que ele não é pra todo mundo. Primeiro por que não tem nenhum romance. Segundo, Voice é violento! Tem sangue, pessoa queimada viva, enforcamento, tortura e outras cenas fortes.

Na Coréia, a classificação etária precisou ser aumentada para 19 anos, devido às cenas pesadas. Então, ó, aviso: O drama NÃO é recomendado para menores de 18 anos.

OBS: O texto possui spoilers sobre o primeiro episódio. Se não quiser saber nem isso, pode pular pra seção que fala dos personagens.

Ficha técnica

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Rede de transmissão: OCN
Ano transmissão: 2017
Gênero: Policial / Thriller / Ação
Capítulos: 16
Cast principal:
Jang Hyuk como Moo Jin Hyuk
Lee Ha Na como Kang Kwon Joo

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Sinopse

Logo no primeiro episódio, Voice já surpreende e mostra que ritmo lento definitivamente NÃO é com ele. Nos 25 primeiros minutos já temos assassinato, choro, julgamento, acusado em liberdade e promessa de vingança.

Kang Kwon Joo e Moo Jin Hyeok, nossos protagonistas, são policiais e perderam entes queridos na mesma noite. Kwon Joo estava trabalhando na Central de Atendimento da polícia e recebeu uma ligação de uma mulher que estava sendo perseguida.

A prota tenta descobrir maiores informações, mas, infelizmente, a mulher é assassinada durante o decorrer da ligação. A mulher ao telefone é esposa de um policial muito conhecido e respeitado da Divisão de Homicídios, o Jin Hyuk.

Quase em seguida, Kang Kwon Joo recebe uma outra ligação, agora a vítima é seu pai que, infelizmente, também é assassinado.

Então rola uma investigação policial e chega o dia do julgamento do homicídio da esposa do policial. Kang Kwon Joo, por ter atendido a ligação, é chamada como testemunha do caso. A polícia inteira acredita que o suspeito é realmente culpado. Mas… ao contrário do que todos esperavam, Kwon Joo afirma que ele não é o assassino e, por causa disso, o suspeito é liberado.

Diante disso, a prota é desacreditada e se afasta da delegacia.

Três anos depois… Moo Jin Hyuk está um caco! Em nada lembra o investigador competente de antes. Já a prota está voltando dos Estados Unidos para trabalhar na mesma delegacia.

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Como vocês podem imaginar, o reencontro dos dois não é nem um pouco amigável, mas… independente disso, eles terminam trabalhando juntos.

E é com esse pano de fundo que Voice apresenta os mais variados casos, ao mesmo tempo em que tece lentamente o caso central, que une os dois protagonista.

PERSONAGENS

Voice NÃO é um drama focado nos personagens! Pouco se pode falar sobre Moo Jin Hyuk e Kang Kwon Joo, pois não há um grande desenvolvimento da personalidade ou da vida pessoal dos dois. O ponto central do drama são os casos, tanto o caso principal, quanto os genéricos. Em contrapartida, o vilão é o mais bem desenvolvido todos, como uma forma de explicar o porquê dos crimes e pra que a gente possa ter mais raiva ainda de tudo ~eu não vou falar absolutamente nada do vilão, que é pra não dar spoilers~.

Mas… de qualquer forma, vou apresentar os protagonistas aqui pra vocês.

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Após um período afastada, Kang Kwon Joo retorna decidida a achar o verdadeiro culpado pela morte de seu pai. Com isso, resolve implantar um novo sistema de atendimento, mais rápido e eficaz, chamado de equipe Golden Time.

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A prota possui uma habilidade especial, uma espécie de 6º sentido. Ela tem uma audição incrivelmente apurada, capaz de ouvir e identificar até os ruídos mais baixos e imperceptíveis ao ouvido humano. E é essa capacidade peculiar que ela usa pra tentar localizar e ajudar as vítimas.

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Enquanto isso, Moo Jin Hyuk, mais conhecido como Cachorro Louco, está em declínio na sua carreira policial. Ao reencontrar a prota, é recrutado pela Equipe Golden Time e, mesmo que inicialmente contrariado, passa a trabalhar junto com Kwon Joo.

A união do talento peculiar da prota com a capacidade de investigação do prota são essenciais para o caminhar da trama e para a resolução dos casos. Mas, além deles dois, a equipe possui mais três personagens secundários.

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Shim Dae Shik é policial e amigo de muito tempo do Jin Hyeok. Mesmo relutante, entra pra equipe com o prota para ajudá-lo. São eles dois que fazem o trabalho de campo da Golden Time. Indo a procura das vítimas, enquanto a prota tenta tranquiliza-las ao telefone.

Park Eun Soo e Oh Hyeon Ho são funcionários da central de atendimento da Golden Time, junto com a prota. Felizmente o roteiro soube aproveita-los e cada um terá um momento de destaque, em que participarão ativamente de um dos casos.

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Jang Gyeong Hak não pertence a Golden Time, ele é chefe da equipe de crimes violentos. E sinceramente? Ele só embaça tudo! Tinha meio que uma competiçãozinha com a Golden Time e aí às vezes ele atrapalhava tanto, que eu ficava me perguntando se ele era mesmo policial. >T

OS CASOS POLICIAIS

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Olha… eu devo confessar a vocês que não sou uma grande fã de dramas ou mesmo séries baseados em tramas semanais genéricas. Eu gosto de continuidade, de criar laços e de me importar com as pessoas envolvidas da história.

Mas em Voice… isso foi totalmente revogado e eu me peguei ansiando fervorosamente pelos casos e ficando nervosa cada vez que o telefone da polícia tocava com a ligação de uma nova vítima.

Se tem algo que Voice soube usar brilhantemente, foi o clima de tensão. O roteiro é ágil e está sempre sendo cronometrado, pois qualquer minuto que a equipe perde, diminui as chances de encontrar a vítima com vida.

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E foi exatamente o modo como essa tensão foi construída uma das qualidades do drama. Ao invés de tentar solucionar um crime que já aconteceu, a Golden Time corre contra o tempo para evitar que o homicídio ou a agressão ocorra. Claro que normalmente thrillers recorrem ao recurso do tempo apertado, mas em Voice conseguiram fazer isso de maneira sensacional.

Prestenção, que vou explicar como funcionam os casos.

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A vítima liga pra estação da polícia e diz que está sendo perseguida/agredida/presa/etc. Daí, desde esse momento, os policiais de campo são acionados para tentar encontrá-la, antes que um crime pior, normalmente homicídio, aconteça. Enquanto isso, a vítima continua ao telefone com a Prota, que consegue não só pedir informações à vítima do possível local em que ela se encontra, como ouvir os ruídos ambientes e usá-los para tentar solucionar o caso.

Tensão + suspense + cronômetro correndo? Eu quase me contorcia de nervosismo assistindo!

Apesar da premissa inicial ser a mesma ~telefonema, novo caso, policiais procurando a vítima~ Voice conseguiu não ser repetitivo. Pois o roteiro soube criar casos e formas diferentes de apresentação e solução.

E pra chocar ainda mais, o drama começou a apresentar cenas e casos cada mais sanguinolentos, algumas até pareciam mais adequadas ao gênero horror, que a thrillers propriamente dito, sabe? E seu eu gosto de horror? Eu ADORO! Adoro cenas marcantes, em que o sangue e a violência são usados de maneira consciente, com objetivo estético e pra chocar o telespectador.

~Acho que pareci um pouco psicopata nesse parágrafo de cima. Desculpem. Não sou, tá, gente~

Junto a isso, há o caso central, sobre o assassinato dos familiares dos protagonistas, que é construído aos pouquinhos. Primeiro são pequenas pistas, depois episódios inteiros dedicados a ele, para, por fim, invadir o drama e virar o foco da história. É a partir daí que a trama se aprofunda, aumentando o número de personagens importantes e a brutalidade das cenas de violência, ao mesmo tempo que diminui a tensão.

Pois é. Estranhamente, o roteiro não conseguiu manter a mesma tensão na hora de construir uma trama maior. De propósito ou não, não me incomodou. Entendi como uma forma diferente de apresentar o caso principal: menos tensão, mais sangue.

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Além disso tudo, gostei da realidade que os casos passavam. Apesar de ser uma história de ficção e contar com aqueles exageros característicos, a grande maioria dos casos retratavam violências, infelizmente, bastante comuns a nossa sociedade moderna. E isso tudo me fazia refletir e pensar não só no drama, mas na própria vida.

VEREDITO

Voice é intenso, violento e cheio de suspense.

Alguns episódios me deram medo, outros me deixaram chocada e ainda teve aqueles que me fizeram refletir sobre a vida. E eu gostei demais de tudo isso! Inclusive, meu horário preferido de assistir os episódios era tarde da noite. Parece coisa de masoquista (talvez até seja :x), mas eu gosto de dramas que me fazem sair da zona de conforto e sentir exageradamente. E Voice fez isso comigo.

Pra quem gosta de thrillers e dramas policiais, é uma ótima pedida.

Provavelmente entrou pra minha lista de melhores do ano u.u

ONDE ASSISTIR?

Voice está disponível legendando no Drama Fever, no Viki e no Kingdom Fansubs.


Beijinhos.

E té mais.

Reply 1988

“Me fez sofrer demais,
mas te olhando eu fico bobo
Por isso Deus me livre de encarar você de novo

Hoje vim fazer a resenha de um drama muito maravilhoso. Reply 1988 foi o terceiro drama da série Reply, da tvN. Antes vieram o Reply 1994 e o Reply 1997. Não assisti o 1994, mas devo dizer que achei o 88 infinitamente superior ao 97.

Pra quem não conhece, a série Reply conta histórias independentes sobre um grupo de amigos ambientado em alguma década passada (1988, 1994 e 1997). Uma das suas características principais é tentar descobrir com qual amigo da sua adolescência a protagonista se casou. E pra aumentar o suspense e tornar tudo mais interessante, os dramas mesclam cenas do presente com os flashbacks adolescentes.

Não quero me estender demais na introdução, então vamos começar logo esse desabafo essa resenha.

 

Ficha técnica
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Títulos: Reply 1988 / Answer Me 1988
Rede de transmissão: tvN
Ano transmissão: 2015/2016
Gênero: Familiar / Comédia
Capítulos: 20
Cast principal:
Hyeri como Sung Deok Sun
Ryu Joon Yeol como Kim Jung Hwan
Park Bo Gum como Choi Taek
Go Gyeong Pyo como Sung Sun Woo
Lee Dong Hwi como Ryu Dong Ryong
 .

 

 

Reply 1988 é lindo! Os personagens, as relações familiares, as amizades… Tudo é bem construído e natural.

O dorama mostra o cotidiano de um grupo de vizinhos na pacata região de Ssangmundong, em Seul. E o que é mais legal é que ele faz isso de maneira bem realista. Não há vilões ou mocinhos. Há pessoas! Com qualidades e defeitos, que erram e acertam, sofrem e se alegram, resumindo… bem como é a vida mesmo.

E como eu amei essas pessoas, gente!

Não sei se podemos dizer que há apenas um ou uma protagonista. Todos que formam essa grande família são importantes e tem sua próprias histórias pra contar. E acompanhar cada uma delas foi maravilhoso.

SUNG DEOK SUN

Deok Sun, ou Soo Yeon (piada interna), é a “prota” que conta história junto com seu marido.

Ela não é a aluna mais dedicada ou uma pessoa determinada e cheia de sonhos, mas é doce, gentil, esperta e muito alegre e bem humorada.

Sua família tem problemas financeiros, por isso moram no porão da casa ryca da rua. Deok Sun é a filha do meio e se sente esquecida e excluída pelos pais. Além disso, vive levando grito da irmã mais velha, responsável e estudiosa, com a qual é sempre comparada. Sim, nossa “prota” é a famosa mazela.

KIM JUNG HWAN

Jung Hwan é um dos tipos de personagens que mais gosto, o que se faz de frio por fora, mas por dentro é um fofo. Está sempre pensando nos outros e ajudando-os silenciosamente.

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Gosta da Deok Sun, mas nunca tem coragem de se declarar. Inicialmente por medo e pela sua própria personalidade e depois por causa do triângulo amoroso em que se vê envolvido.

Mora com os pais e o irmão mais velho na casa mais ryca da rua. Seu pai tem uma personalidade mais expansiva e brincalhona, seu irmão já tentou vestibular por uns 9 anos e não conseguiu passar e a mãe é quem cuida da casa e de todos os três.

CHOI TAEK

Taek é o gênio da rua e, por conta disso, é tratado com bastante carinho e cuidado por todos. Como se fosse um troféu pelo qual precisam zelar.

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Calado, introvertido, gentil, maduro, e ao mesmo tempo parecendo uma criança, Taek é jogador profissional de baduk e uma espécie de celebridade da Coréia. De tanto jogar e treinar, vive cansado, com sono e alimentação desregulados e tomando remédios.

SUN WOO

Sung Sun Woo é órfão de pai e mora com sua mãe e sua irmãzinha ~fofa~ mais nova. Talvez por conta disso, tenha amadurecido cedo. Ele é responsável, educado, estudioso, bom filho e irmão amoroso.

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Foi o primeiro crush da prota, mas ele gosta mesmo é da Bo Ra, irmã dela. E devo dizer que os dois vão ter um romance muito bonito e realista, sempre conversando, se apoiando e enfrentando seus problemas juntos. Além disso, é por meio do romance deles que ficamos conhecendo melhor a Bo Ra. Se em casa ela é mal humorada e abusada, ao lado do Son Woon passamos a saber suas motivações e conseguimos nos aproximar e entende-la melhor.

RYU DONG RYONG

O alívio cômico do grupo ~junto com Duk Sun~. É divertido, odeia estudar e, de acordo com ele, é um ótimo dançarino e cantor. É filho único e tanto seu pai, quanto sua mãe passam o dia trabalhando, por isso ele se sente sozinho e carente, o que o faz cometer algumas besteiras, às vezes.

AS AHJUMMAS E OS AHJUSSIS

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Não há como falar de Reply sem comentar sobre as Ahjummas e os Ahjussis. Trabalham, cuidam dos filhos, uns dos outros e ainda encontram tempo pra rir, namorar, beber, dançar e jogar.

Os adultos e suas histórias são tão importantes e apaixonantes quanto as dos adolescentes. Eles nos mostram que a vida continua depois que crescemos. Os problemas serão outros, mas ainda haverá brigas, discussões, fofocas, reclamações, insegurança, bem como, amizades, apoio, consolo e alegrias.

Uma das coisas que mais me impressionou em Reply foi justamente essa capacidade de nos apresentar pessoas e vidas tão comuns e ainda assim tão cativantes.

Jamais pensei que um simples jogo de Go Stop pudesse ser tão emocionante como a partida que os pais e mães de Reply disputaram em um dos episódios. Desde a edição de imagens, em que alternava cada adolescente descrevendo as características peculiares de seus pais enquanto jogadores, até o roteiro, que criou um clima de “quem será o melhor?” e culminou no final precoce da partida, tudo contribuiu pra que uma simples cena cotidiana pudesse empolgar e divertir. E é assim durante todo o drama.

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ANOS 80

Nostalgia, gostinho de Sessão da Tarde e as dificuldade e maravilhas da década mais brega de todas… Tem como não amar?

Comparado ao Reply 1997, a ambientação do 1988 foi mais bem feita e profunda. Talvez pelo 97 focar praticamente em apenas uma características da década: os idols e as fãs.

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No 88 não. Tudo tudo tudo é referência ao período: desde os filmes, aos objetos, música, brincadeiras na escola, alimentação, criação dos filhos, etc. Aqui, a década de 80 é um personagem vivo.

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Que negócio de MV o que? Isso é coisa de juventude Nutella. Na década de 80 era videotape, tá? hahahahaha

A AMIZADE

Os cincos personagens principais moram na mesma rua e são amigos desde criancinhas. A amizade entre eles e suas famílias é a coisa mais legal do drama. Cada um tem seu jeitinho, seus “talentos”, seus problemas e todos terão tramas próprias e histórias bem construídas, algumas mais interessantes, outras mais banais, mas ainda assim, todas capazes de emocionar. Não adianta, é impossível assistir ao drama e não se apegar ou se identificar com pelo menos um deles.

Sejam apenas conversando, comendo, assistindo filmes ou discutindo sobre seus problemas, a amizade em Reply nos lembra que o conceito de família vai muito além dos laços sanguíneos ou amparados por lei. As pessoas com quem crescemos, os amigos que nos apoiam e os vizinhos que nos acolhem também podem ser considerados nosso lar.

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Era interessante perceber que, apesar de ser o mais introvertido e ficar praticamente calado quando estava com os amigos, o Taek funcionava mais ou menos como uma cola do grupo. Todos ficavam esperando ele voltar dos torneios para comemorarem, caso ele vencesse, ou para o consolarem, no caso de uma derrota. Era na casa do Taek que eles costumavam se encontrar pra comer, assistir filmes e dormir juntos.

Uma das cenas que mais me emocionou foi quando o Taek perdeu uma partida e voltou pra casa super triste. Ao longo do caminho, ele foi encontrando os adultos e todos foram falando palavras de consolo. Mas isso só parecia o deixar ainda triste. E até um pouco impaciente. Daí… quando chega em seu quarto, todos os 4 amigos já estão lá, esperando-o. E são eles que o fazem se sentir melhor e até esboçar um sorriso. ❤ É muito amor por esses 5 personagens, meu povo!

 

A partir daqui, o desabafo texto CONTÉM SPOILERS! Spoilers mesmo.. Spoilers pra c*ralho.

O POLÊMICO MARIDO

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Como foi dito, a série tem como característica a descoberta pelo marido da protagonista. E ao longo da história, vão sendo dadas dicas. Porém, o que faz a escolha ser verdadeiramente coerente ou não é o roteiro. É o caminho percorrido até lá e a definição de quem é o casal principal.

Reply 88 parecia ter deixado isso bem claro, como o 97 deixou, mas… só parecia. Em algum momento da história que estavam construindo, os roteiristas decidiram mudar o rumo das coisas e o foco passou do Jung Hwan para o Taek.

E eu só consigo imaginar que isso aconteceu por que, em alguma das reuniões de roteiro, ocorreu o seguinte diálogo:


Roteirista e produtores se reunem pra decidir os próximos capítulos do drama. Começa a reunião.
– O Park Bo Gum é muito fofo. E fez um Taek ainda mais fofo.
– Verdade.
– É.
– É.
Todos concordam.
– Além disso, sua popularidade está aumentando cada vez mais.
– Verdade.

– É.
– É.
Novamente todos concordam.
– E se – pausa dramática – ele fosse o marido?

– Ah, mas ja tá decidido desde o começo que o marido é o Jung Hwan. Já criamos o roteiro focando mais na história dele com a Deok Sun, inclusive, o plot do personagem é basicamente isso: ser apaixonado pela vizinha.
– É… mas ainda faltam 4 episódios pro final. Podemos criar um romance entre o Taek e a protagonista nesses episódios e pronto. E aí ele fica sendo o marido. Além disso, existem as dicas, né? A gente acrescenta algumas que apontem pra ele.
– Mas os telespectadores não vão ficar com raiva?
– De que? De shippar errado?
A sala inteira ri incessantemente.
Depois de um tempo, alguém fala a única verdade absoluta do universo:
– Dorameiro já está acostumado.
Todos concordam. E a reunião acaba.


Não há outra explicação! Sério u.u

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E essa mudança repentina (ninguém tira da minha cabeça que eles mudaram o marido no decorrer da história) gerou não só um problema de roteiro, como deixou o Jung Hwan completamente aleatório.

Vamos por partes.img REPLY 8

Taek desde sua criação como personagem tinha um plot próprio, independente do romance. Ele era o menino sensível e solitário, que vivia apenas para jogar baduk. A jornada dele como personagem, pelo menos no início, era o seu crescimento pessoal e como ele foi se tornando alguém mais forte, que fazia algo mais além de jogar, que não precisava mais do cuidado zeloso dos amigos ou da atenção exagerada do pai. Mostrar a trajetória de um personagem que mal consegue amarrar o cadarço para alguém adulto e independente já é interessante por si só. Inclusive o amor dele por Deok Sun, pelo que eu enxergava, era apenas mais uma etapa desse amadurecimento. Além de aprender a fazer o que gosta e quer, Taek, pra crescer, precisava aprender sobre o amor.

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Em contrapartida, Jung Hwan desde o começo teve apenas um plot principal: o amor pela vizinha. Que inicialmente ele não tinha coragem de confessar e que depois se tornou o conflito de gostar da mesma menina que seu amigo que você ama e cuida. Esse foi plot do Jung Hwan. Sempre. Desde o segundo episódio quando ele sorri ao ver Duk Sun na abertura dos jogos olímpicos. Ele não teve outro além da descoberta do primeiro amor.

Daí, um personagem que começou como um dos principais, nos 5 a 4 episódios finais é abandonado pelo roteiro, assim como foi pela vizinha. Pois não há nada mais a acrescentar em sua história além desse amor não correspondido e ~diga-se de passagem~ não declarado diretamente.

Criar um personagem, construir sua história baseada em um romance, lhe dar mais tempo em tela e desenvolver esse romance para no final ele ter servido apenas como isca, me pareceu não só falta de planejamento, mas também injustiça com o próprio personagem, que se viu no último episódio reduzido a um mero coadjuvante.

Além disso, essa mudança fez com que o romance entre Taek e Duk Sun tivesse que ser construído às pressas, pois ela não demonstrava sentir nada pelo Taek além do carinho e amor que se tem por um irmão mais novo. Por conta disso, o último episódio precisou de uma compilação de uns 15 minutos de cena aleatórias do relacionamento dos dois para que conseguíssemos entender que eles eram realmente um casal.

E, como se não bastasse, restou ainda a disparidade entre a personalidade do atual marido e a do Taek que conhecíamos! Todos os personagens que aparecem nas cenas do presente, Sung Bo Ra e Sung No Eu, não sofreram mudanças em sua essência. O que é resumido por Duk Sun com a seguinte frase: “As pessoas não mudam”. Mas o Taek atual em NADA lembra o do passado. O que, pra mim, só reforça a incoerência do roteiro.

Pausa para apreciar a fofura e beleza do Jung Hwan.

 

 

VEREDITO

Ainda assim, indico Reply 1988 de olhos fechados!

Por que ele é bem maior que o shipp ou que a descoberta do marido. Ele é sobre as relações familiares, sobre os amigos que viram família, sobre a juventude e sobre a inevitável passagem para a vida adulta.

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No último episódio, eu devo ter chorado inconsolavelmente por uns 20 minutos. Casar, sair da casa dos pais, virar adulto, tudo isso é assustador demais! É por isso que gostamos de manter com carinho na memória aquele cantinho ou aqueles amigos de infância, época em que tudo era mais fácil, mesmo que igualmente dolorido. E Reply conseguiu trabalhar todos esses sentimentos e transmiti-los de maneira delicada e verdadeira.

Engraçado, sensível, comovente e muito muito lindo.

Simplesmente assistam! Assistam! Assistam! Assistam!

ONDE ASSISTIR?

Reply 1988 está disponível legendado no Viki e no Dramafever.


É isso.

Beijinhos.

Você é feminista?

Hoje decidi fugir um pouco dos doramas e falar sobre feminismo.

O empoderamento feminino vem ganhando força nesses últimos anos (ainda bem!). E aí vejo muitas mulheres com algumas dúvidas e dizendo coisas como: – eu não sou feminista por que as feministas são todas chatas – Eu não gosto do feminismo – Eu não sei se sou feminista, ó.img mulan 4

Então resolvei falar um pouquinho sobre isso. Por que, sim, sou feminista e amo ler e conversar sobre o assunto.

Primeiro de tudo, acho que precisamos explicar direitinho o que faz uma pessoa ser feminista ou não, né?

Segundo, preciso esclarecer uma coisinha. O feminismo é um movimento mundial e plural! Ele está em constante construção. Não é algo estático, em que se pode dizer: pronto, taqui, construímos o feminismo e agora ele não muda nunca mais. Existem vários feminismo!

Mas… mesmo com essa diversidade toda, existe um testezinho rápido que você pode fazer pra saber se você é feminista ou não.

Está preparada?

Então vamos lá!

Simone de Beauvoir
Simone de Beauvoir

Você acha que homens e mulheres devem ter direitos iguais?

(   ) sim

(   ) não

Se você respondeu sim para a pergunta, migaaaa, você é feminista!

Se você respondeu não, miga, senta aqui, vamos conversar. Me conta por que você acha isso, me deixa tentar entender o que você tá pensando. Vamos dialogar!

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Fonte: Face do Armandinho

Prosseguindo…

Talvez… mesmo respondendo ao teste, você tenha ficado com algumas dúvidas e queira fazer algumas perguntas, não é?

Pois simbora responder algumas delas.

1- Mas, Nath, homens e mulheres já são iguais perante a lei. Então pra que serve o feminismo?

img MOANA 1Verdade. Segundo o art. 5º da Constituição Federal:

Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, (…) nos termos seguintes: I – homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição“.

A questão é… na vida real e no nosso cotidiano, isso acontece? Você acha que a sociedade trata todos de maneira igual? Rico, pobre, mulher, homem, negro, branco, etc?

Bom… tenta lembrar algumas situações do seu dia-e-dia e responder as seguintes perguntas:

  • Quem normalmente é responsável pela maioria das tarefas domésticas de uma casa?
  • Os cargos de gerência são majoritariamente formados por homens ou mulheres?
  • Em casos de filhos de pais separados, quem normalmente tem mais responsabilidades ou compromisso na criação dos filhos?
  • E em casos de pais que moram juntos, esse cenário muda?
  • Quando você era criança/adolescente quem costumava ir aos médicos com você?
  • Os casos de violência doméstica são mais comuns em mulheres ou em homens?
  • A sociedade se incomoda mais com o que as mulheres vestem ou com o que os homens vestem?
  • Em uma festa, é mais normal passarem a mão na bunda dos homens ou das mulheres?
  • Existem mais políticos homens ou mulheres?

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Eu poderia fazer uma lista quase interminável só com situações práticas que demonstram essa diferença. Mas… acho que já deu pra pegar o um pouco o espírito das coisas, né? Existir uma lei não muda muita coisa, enquanto a mentalidade da sociedade não mudar. E pra isso a gente tem que discutir, debater e reclamar sim!!!

2- Nath, feminismo é o contrário de machismo?

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Não, não é, nem nunca foi. Machismo é o comportamento que defende a superioridade do homem. Já o feminismo defende a igualdade de gêneros.

Ah, mas, Nath, quase não existe mais machismo. Sim, gente. Existe! Existe muito! Mesmo que de maneira velada. A questão é que esse conceito fica tão preso no nosso subconsciente que a gente não percebe. Aí acabamos repetindo coisas como: meu namorado me traiu, vou já saber quem foi a vadia; mulher gosta de dinheiro; minha filha não vai namorar; dentre outros absurdos que escutamos por aí.

3- Eu posso ser feminista e ser dona de casa? Sou obrigada a trabalhar, mesmo que eu queria me dedicar a minha família e meu marido?

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Não, você não é obrigada a nada. O que queremos é que mulher tenha liberdade na hora de escolher. E quando eu digo liberdade, eu falo na prática, liberdade efetiva! Às vezes até parece que a gente tem liberdade por que estudamos em colégios mistos, fizemos faculdade, assim como os meninos, mas… aí a mulher vai entrar no mercado de trabalho e dependendo da área ela terá maior e dificuldade do que os homens ou vai ganhar menos ou ela, quando casa, tem que trabalhar e fazer as tarefas domésticas ou quando tem filhos tem que trabalhar e cuidar dos filhos. Isso tudo cansa e dificulta. O que queremos é que homens e mulheres sejam ensinados a cuidar da casa e dos filhos e a terem uma carreira. Se a sociedade passar a encarar homens e mulheres como igualmente responsáveis pelo cuidado da família, da casa e por terem uma carreira, aí sim poderemos dizer que a mulher é livre para escolher.

4- As feministas fazem muitas passeatas tirando a roupa, mas eu não concordo com isso.

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Fonte: Face do Armandinho

Tudo bem. Se você não quer tirar a roupa, não tem problema nenhum, é um direito e uma escolha sua. Existem correntes feministas que fazem esse tipo de protesto pra mostrar que, se os homens podem andar sem camisa por aí, então nós também podemos. Mas você não é obrigada a fazer isso, é escolha sua. Novamente… a luta feminista é apenas pra conseguir maior liberdade para as mulheres para que, caso elas queiram, elas possam tirar a blusa ou andar sem sutiã sem sofrerem por isso.

5- A verdade é que eu não me sinto representada pelas feministas, elas parecem muito radicais.

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Como todo movimento social, o feminismo possui vertentes, algumas mais radicais, algumas menos. Claro que a mídia e as redes sociais costumam dar mais publicidade pros grupos mais radicais, pois eles chamam mais atenção!!! Mas… tenho infinita certeza que se você procurar, você conseguirá encontrar feministas que são donas de casa, que gostam de cozinhar, de cuidar dos filhos, mimar o marido. Será que você se sentiria representada por feministas assim? E… se ainda assim você não se sentir representada, você mesma pode levantar sua bandeira. “Eu, Nath, sou feminista e tenho vergonha do meu próprio corpo!”. O feminismo é plural, por que nós, pessoas, somos assim.

6- Eu já li que o homens não podem ser feministas. É verdade?

De novo a gente entra na questão da pluralidade de vertentes feministas. Umas dizem que eles só podem ser pró-feminismo, outras dizem que podem ser feministas sim. Mas… uma coisa é comum a todas: ainda que os homens possam ajudar, o protagonismo da luta feminista tem que ser das mulheres sim!

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Maria Quitéria: a “Mulan” brasileira

Seria algo mais ou menos assim… digamos que você fez 18 anos e quer ter um carro pra se sentir independente. Acho que quem já comprou o próprio carro aqui, sabe que isso tem um gostinho bem diferente de ganhar um carro dos pais. Comprar seu próprio carro com você mesmo significa que você precisou lutar e se esforçar pela sua independência, ela foi mais sofrida e, sendo assim, mais preciosa. Sabe aquele ditado: tudo que vem fácil, vai fácil? Então… se os homens lutarem pela gente, alguma dia eles poderiam retirar nossas vitórias. Se nós mesmas lutarmos, significa que somos fortes o suficiente pra alcançar nossos objetivos, defendê-los e lutar de novo, caso seja necessário. Deu pra entender?

7- Eu gosto muito de arrumar, andar maquiada e bem vestida, mas as feministas dizem que isso é um padrão imposto pela sociedade. E aí, preciso ser desleixada?

Não, miga. Se arrume, se produza, se joga! Levante sua bandeira e diga: sou feminista e sou barbiezinha. Na história do feminismo (e da moda), em certo momento, mulheres consideradas fortes eram aquelas que possuíam características que eram consideradas masculinas. Daí, as mulheres da época usavam terno, calças e gravatas. Hoje em dia, isso mudou. Achar que feminilidade é sinal de fraqueza, é machismo e mostra o quando ainda temos que mudar e construir.

O que o feminismo atual discute é: você realmente está se arrumando por que quer ou por que desde criança você ganhou bonecas maquiadas e bem vestidas? Ou por que as novelas ensinaram que pra conquistar um paquerinha, você precisa se arrumar? Ou ainda por que as mães e pais chamam a filha de “minha princesinha” e o filho de “meu garotão”? Esse é o questionamento do movimento! Nós somos ensinadas a ser bonitinhas e arrumadinhas desde criança, então será que realmente temos liberdade?

Ah, Nath, mas mesmo me questionando sobre isso, eu quero ser barziezinha! Então seja. O feminismo defende exatamente isso: seja quem você quiser!!!

8- Nath, tudo bem. Entendi tudo. Mas mesmo assim eu não quero ser chamada de feminista, ó. Tem algum problema? Sou obrigada?

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Não, não é. Mas… só em você se chamar de feminista, você já estaria ajudando e isso seria MUITO BOM. Infelizmente, por conta dos mitos que rolam pela net, a palavra feminista adquiriu um tom pejorativo. Essa reação já demonstra o machismo impregnado em nossa sociedade, pois ela está rejeitando um movimento que busca apenas a igualdade entre os gêneros. Então quanto mais mulheres tiverem coragem de dizer: sou feminista! Mais força nós mulheres ganhamos e mais unidas ficamos. Só em conversar com sua filha, irmã ou amiga sobre isso, você já está ajudando a desmitificar o movimento e dando força a ele.

Acho que uma das coisas mais importantes do movimento é a união entre as mulheres, que durante muito tempo foi sendo questionada pela sociedade, filmes, novelas, livros, piadas, e felizmente vem ganhando força. o/

Não esqueçamos: juntas somos mais fortes!

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Fonte: Face da Guta Garatuja

E aí? Deu pra tirar algumas dúvidas e responder direitinho se você é ou não feminista?

Espero que sim.

Beijinhos. E té mais.

Introverted boss

Introverted Boss foi um k-drama cheio de controvérsias.

Quando foi anunciado, eu entrei em festa e fiquei super ansiosa. Estávamos falando de Yeon Woo Jin como male lead, em um drama da tvN, com o diretor Song Hyun Sook e a roteirista Joo Hwa Mi! Ou seja, mesmo ator, mesma emissora e mesmo dupla de diretor/roteirista de Marriage, not dating. Com certeza viria Marriage, not dating 2 coisa boa por aí!

Os quatro primeiros episódios receberam muitas reclamações do público. Tantas, que a tvN lançou uma nota dizendo que iria reescrever partes do roteiro e regravar algumas cenas. Não sei exatamente o que mudaram, mas é verdade que do 5º episódio em diante os protagonistas pareciam mais acertados e o drama realmente melhorou.

Ainda assim, talvez por conta desse problema ou pelas altas expectativas, acabei me decepcionando um pouco. E vou tentar explicar aqui por que.

Ficha técnica

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Título: Introverted boss
Título alternativo: My shy Boss
Rede de TV: tvN
Ano de transmissão: 2017
Gênero: romance / comédia
Capítulos: 16
Cast principal:
Yeon Woo Jin como Eun Hwan Ki
Park Hye Soo como Chae Ro Woon
Yoon Park como Kwang Woon II
.

Sinopse

Eun Hwan Ki é CEO de uma empresa de relações públicas, a PR Brain. Por ser muito tímido, não possui um bom relacionamento com seus funcionários, que o acham frio e arrogante. Kwang Woon II, o CEO fake, é exatamente o seu oposto e tem uma boa relação com todos. Chae Ro Woon é uma jovem bastante expansiva que foi contratada pela empresa e está determinada a descobrir o que o Hwan Ki parece estar escondendo.

PERSONAGENS

Eun Hwan Ki / Boss

O Boss! Excessivamente tímido e introvertido, é sempre mal interpretado pelas pessoas por conta da sua inabilidade em se comunicar. Em seus pensamentos, ele é fofo e atencioso, mas nunca consegue externar exatamente o que sente.

Devido a alguns problemas na empresa, ele fica responsável por gerenciar uma nova equipe, a Silent Monster, que é formada pelas funcionárias Chae Ro Woon, Kim Gyo Ri, Dang Yoo Hee e pelos Eom Sun Bong e Jang Se Jong.

Chae Ro Woon

Nosssa prota. Extrovertida e espontânea. Chae Ro Woon é irmã da ex-secretária do Boss, Chae Ji Hye, que se suicidou na empresa. Desconfiada de que Hwan Ki tem alguma parcela de culpa na morte da irmã, vira funcionária da empresa com o objetivo de se vingar.

Kwang Woon II

O amigo Falsiane do Boss. Comunicativo, confiante e ambicioso, é ele quem apresenta as ideias do Boss e leva todo o crédito por elas. Está noivo da irmã do Boss, Eun Yi Soo, mesmo não parecendo muito feliz com o relacionamento.

O QUE GOSTEI

1- O Boss

Ao contrário dos demais, o Boss me cativou desde o começo. E, mesmo que eu tenha algumas críticas com relação ao seu desenvolvimento, ele foi meu personagem preferido e o que mais gostei de acompanhar.

Ele era tímido, gentil, fofinho e protagonizou praticamente todas as cenas engraçadas do drama. Demorava séculos refletindo sobre o que fazer ou dizer e, quando decidia, se atrapalhava e causava um mal entendido.

2-Eun Yi Soo (irmã do Boss) / Kim Gyo Ri

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Eun Yi Soo, irmã do Boss, e Kim Gyo Ri, membro da Silent Monster, equipe do Boss, poderiam ter sido reduzidas a apenas mais duas personagens-rótulo: a namorada-psicótica-carente e a tímida-sem-confiança.

Mas, ao contrário disso, não se limitaram e foram as personagens que mais evoluíram. Inclusive, ao contrário do Boss, o crescimento delas foi devidamente demonstrado. Elas realmente vivenciaram situações em que tiveram que enfrentar seus medos e mudar.

3- O clima

A junção de:

  • gif MY SHY BOSS 20OST divertida e bem acertada,
  • opening bonitinha,
  • boa fotografia,
  • desenhinhos na tela pra representar o pensamento do Boss,
  • efeitos sonoros engraçadinhos,
  • e as caras e bocas do Yeon Woo Jin

…deixaram o clima leve e descontraído e o drama super agradável de acompanhar.

Além disso, tem um romance gostosinho com direito a cenas engraçadas e bonitinhas. Sem falar num beijão pra ninguém botar defeito!!! :O

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O QUE INCOMODOU

Muitas vezes, algo que nos faz gostar ou não de um dorama é a forma como ele é vendido e a expectativa que se tem dele. Por exemplo, vejo muita gente reclamando do k-drama Healer (#todaschora) e acho que isso acontece por ele se vender como um drama de ação/suspense quando na verdade é um romance com um pouco de ação.

E foi exatamente isso que aconteceu com Introverted Boss.

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A história começa com uma mulher se atirando de cima de um prédio. No mínimo, isso cria na gente a expectativa de que teremos uma comédia romântica mais profunda com a abordagem de um tema mais sério e delicado, né não? Mas… não foi bem assim que aconteceu.

Simbora ver o que atrapalhou o andamento do drama.

1- A prota

Uma prota incomoda muita gente, duas protas incomodam, incomodam muito mais.

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Eu sei. Eu sei. A ideia foi criar uma prota exageradamente extrovertida pra fazer contraste com um mocinho muito tímido e calado e pra ficar parecida com Joo Jang Mi, a prota de Marriage, not dating.gif MY SHY BOSS 31

Entretanto… mais do que extrovertida, Cha Ro Woon era efusiva, invasiva e completamente sem noção! Não sabia quando ficar calada, como se comportar no ambiente de trabalho ou na frente de um cliente e não respeitava o espaço dos outros, resumindo, inconveniente e irritante.

Sei que o roteiro não ajudou, mas me pareceu que Park Hye Soo não conseguiu se encaixar no papel logo de cara e, por isso, demorou um pouco pra sua personagem não parecer tão forçada.

SPOILERS ABAIXO

No episódio 4, a Silent Monster está resolvendo um caso. Chae Ro Woon pressiona demais o cliente e em meio a uma discussão ele dá um tapa no rosto dela. Ela então diz que é por isso que gosta dele (oi?), por que ele é direto (tapa = ser direto? Oi de novo?). Daí o Boss se pergunta: “O objetivo dela não era me destruir? Por que ela está se esforçando tanto?” Devo dizer que eu estou me fazendo essa mesma pergunta até agora. Afinal… qual a motivação da prota? Qual? Qual? Quaaaaal? Ela espalha informação sigilosa sobre a empresa, persegue o Boss e diz que quer vingança, mas se esforça pros projetos serem um sucesso e fica triste quando a apresentação dá errado. Isso tudo fez com que seus sentimentos e objetivos fossem bastante confusos pra mim. E não foi resultado da caracterização da personagem, visto que ela é descrita como alguém fácil de ler, mas pelo roteiro desorganizado mesmo.

Outro momento que eu fiquei “Queeeee?” é quando o pai dela vai ao escritório do Boss com um galão de gasolina. Daí ela volta pra casa com o pai, tem uma discussão emotiva sobre a morte da mãe e da irmã e, quando o pai a expulsa, ela chega super feliz no apt do Boss, pedindo pra passar a noite lá. Eu fiquei meio que: mas, gente… cadê o sentimento dela? Ela é um robozinho de alegria? Ou apenas virou uma daquelas mocinhas que só pensam no mocinho e nada mais? Fica aí o questionamento u.u

FIM DOS SPOILERS

2- O ambiente e a equipe de trabalho

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Demorou d-e-m-a-i-s pra eu conseguir me apegar à equipe. A personalidade de cada um era bem pouco desenvolvida e eles não tinham muita química juntos. Não pareciam formar um grupo coeso, e sim apenas um monte de pessoas reunidas, entende?

Com o passar dos episódios, criei um carinho especial por todos eles e queria saber o que ia acontecer. Também achei que o entrosamento melhorou e as cenas em equipe se tornaram mais divertidas. Mas até isso acontecer… eu já tava ZZZzzzzZZzzzZZ

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Outra coisa que não gostei, foi que o ambiente e o clima no office não eram verossímeis. Primeiro por que não existia um cenário de office, eram simplesmente 5 mesinhas dentro do apartamento do Boss. Segundo por que não havia uma rotina de trabalho. Poucas foram as cenas em que mostrava o dia-a-dia de um escritório, com funcionários trabalhando, alguns chegando/saindo, outros resolvendo algum problema, etc.

3- Os estereótipos

Deram tanta atenção e importância às características contrastantes do casal principal, que ela ficaram exageradas e os tornaram estereotipados. E isso fez com que tanto os personagens principais, quanto os secundários fossem encaixados em rótulos. Um exemplo disso são os três  citados abaixo.

O tímido:

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Principalmente nos quatro primeiros episódios, o Boss parecia mais um louco ermitão preso na torre de seu castelo do que necessariamente alguém com fobia social.

Pra quem aí também tem dificuldade de comunicação, sabe que isso não é sinônimo de usar um sobretudo preto, cobrindo o rosto e se esgueirando pelas portas. Pessoas com transtornos e fobias são muito mais do que isso.

Eu sei que a intenção foi exagerar nas características do Boss para torná-lo engraçado, mas acho que acabou restringindo a complexidade do personagem, que se viu quase reduzido a uma caricatura.

A extrovertida:

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Assim como o Boss, a prota também recebeu um rótulo e devo dizer que o dela foi ainda mais limitador. Pouco ou quase nenhum progresso aconteceu na personalidade dela ao longo do drama.

A mãe:

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Dang Yoo Hee possui dois filhos pequenos e é descrita pelos CEOs Kang e CEO Eun como uma funcionária que acolhe e cuida dos demais, faz massagem, dá conselhos e chega distribuindo pão.

Cuidado + carinho + conselhos + alimentar os outros = instinto maternal = rótulo de mãe! Pro roteiro, alguém que se dedica as pessoas é por que obrigatoriamente é uma (?) mãe. Pois é… sexista assim.

4- O suicídio

Confuso e com um desfecho polêmico.

SPOILERS, SPOILERS, SPOILERS

Talvez tenham tentado criar um obstáculo grande no romance do casal principal, mas devo dizer que falharam miseravelmente.

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Mesmo quando a prota está decidida em vingar a morte da irmã, com pouco tempo desiste da ideia e já se apega ao Boss, completamente convencida de que ele é uma boa pessoa. Depois, quando descobre a verdade, o suicídio é rapidamente perdoado por ela e por seu pai. Ou seja, na prática, isso pouco atrapalhou o romance entre os dois.

Além disso, também não serviu para afastar o casal secundário. Eles já não se davam bem mesmo antes da tragédia e foi depois que eles conversam abertamente sobre o que aconteceu que se tornaram mais próximos.

E, por fim, o desenvolvimento do plot deixou uma grande dúvida: o suicídio foi coerente ou não com a trajetória de Ji Hye?

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Ji Hye parecia uma pessoa COMPLETAMENTE sensata e equilibrada, então por que ela iria acabar com a própria vida por fatos que couberam em apenas alguns minutos de alguns episódios??

A primeira explicação para  o suicídio é o fora ela que levou do Falsiane. Quando pensei que seria apenas isso, já peguei um abuso enorme do plot! >T Como assim vão mostrar uma mulher independente, com uma família amorosa e um emprego estável dando fim à própria vida por causa de um caso de uma noite??? Me poupe, se poupe, nos poupe, dona Coréia!gif MY SHY BOSS 1

Apenas perto do final é que descobrimos a verdade. Ji Hye tinha um amor não correspondido pelo Boss!!!! E aí… apesar de ainda NÃO ser a explicação que eu gostaria, consegui pelo menos encontrar uma justificativa para o ato desesperado dela. Vejamos se consigo me fazer entender.

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Ji Hye é descrita como a pessoa perfeita: esforçada, trabalhadora, paciente, carinhosa, boa filha, boa irmã, boa secretária, boa desenhista, boa em tudo… ufa! Uma pessoa que não costuma cometer falhas, certo? Então, em uma noite, comete o erro de ficar com o amigo do cara que ela gosta há séculos. E o pior! Houve toda uma discussão entre o cara que ela gosta e o que ela ficou! E nessa discussão Ji Hye foi tratada como se não valesse nada. E pra piorar ainda mais, a noiva é irmã do seu crush! E feriu a si mesma na frente dela! Pra alguém que parece ser perfeccionista como Ji Hye, errar é algo doloroso. E errar e ter os erros apontados na sua cara justamente por alguém que ela gosta… pode ter sido demais para aguentar. Com que cara ela iria trabalhar no outro dia? E, caso se demitisse ou fosse demitida, com que cara iria avisar à família?

Pode ainda não ser a explicação ideal (e eu acredito que não é!), mas ainda acho que remorso e culpa são motivos melhores para um ato de desespero do que um fora do crush.

FIM DOS SPOILERS

VEREDITO

Introverted Boss começou bagunçado e, mesmo com a revisão de roteiro, pareceu sofrer com isso.

Por isso, pra mim, conseguiu entreter, masfoi um drama totalmente esquecível.

Se você quiser assistir apenas uma comédia romântica divertida pode ver Introverted Boss numa boa. Caso queira algo mais profundo, melhor procurar outro drama.

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Fechô?

ONDE ASSISTIR?

Introverted Boss / My Shy Boss  está disponível legendado no Dramafever e Kingdom Fansub (necessário cadastro).


E é isso. Cabô.

Beijinhos.

Shopping King Louis

“Doce, doce, doce
A vida é um doce
Vida é mel
Escorre da boca
Feito um doce pedaço de céu”

Shopping King Louis é um k-drama todo feito de açúcar.

Eu o assisti ainda em 2016, quando não possuía o blog, então nem passou pela minha cabeça resenha-lo. Mas aí uma leitora comentou pedindo pra falar sobre ele e eu não pude ignorar. ❤

Umbó se encher de algodão-doce!

OBS: O texto contém alguns spoilers.

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Título: Shopping King Louis
Rede de TV: MBC
Ano de transmissão: 2016
Gênero: romance / comédia
Capítulos: 16
Cast principal:
Seo In Guk como Kang Ji Seong / Louis
Nam Ji Hyun como Go Bok Shil
Yoon Sang Hyun como Cha Joong Won
Im Se Mi como Baek Ma Ri
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Sinopse

Kang Ji Seong é um chaeboll que cresceu trancado em uma mansão na França por causa da superproteção de sua avó. Quando ele retorna a Coréia, sofre um acidente de carro e perde a memória. Sozinho, sem saber quem é e vagando no meio da rua, ele encontra Go Bok Shil, uma garota que morava na zona rural e veio para Seul procurar por seu irmão mais novo. Juntos, Bok Shil e Louie, vão aprender a viver nessa selva de pedra enquanto procuram o irmão de Bok Shil e tentam recuperar a memória de Louie.

ASSISTIR OU NÃO ASSISTIR?

Se você gosta de doramas cheios de tretas, reviravoltas, vilões malvados, Shopping King Louis não é pra você.

Agora se você quer um dorama com uma casal amorzinho, uma história simples e bonitinha que lhe faça vomitar arco-íris, aí você PRECISA assistir Shopping King Louis.

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OBS: Vocês viram lá em cima que no poster do dorama tem os personagens dentro de caixinhas imitando uns bonequinhos numa prateleira? Vocês podem pensar que essa imagem se refere ao fato de o Louie ser o rei das compras. Mas digo logo que não é isso! É pra gente ter ainda mais vontade de colocar todos os personagens em um potinho e levar pra casa, ficar observando, cutucando, balançando e deixa-los em uma estante pra adoçar o ambiente.

O QUE SHOPPING KING LOUIS TEM

1- Clima gostosinho

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Ain, que sensação boa que é assistir Shopping King Louis! Não tem vilões que lhe dão raiva, não tem sofrimento, nem lágrimas, é algo alegre, engraçadinho e que lhe faz sorrir de orelha a orelha.

Ele tem a mesma pegada de Weightlifting Fairy Kim Bok Joo. Aquele ar de conto de fadas, sabe? Acho que a diferença principal entre os dois, é que WFKBJ tem um casal e uma trama mais realistas, enquanto Shopping King Louis não. Tudo aqui é irreal, parecido com um sonho!

É tudo tão leve, que os próprios vilões não fazem tantas maldades assim e não conseguem dar raiva em ninguém!

2- Casal SUPER fofo

Bok Shill e Louie são um dos casais mais fofinhos que já vi. Parecem duas crianças inocentes descobrindo o amor. São tantas cenas bonitinhas dos dois, que eu terminava todo episódio encantada.

Inicialmente, Louie mais atrapalha do que ajuda Bok Shil. Ele é quase um encosto na vida dela. Um encosto muito fofo, é verdade u.u Mas ainda assim, um encosto. Por isso, além de aprender a cuidar de si, ela precisa cuidar dele.

Daí, à medida que os dois vão se apaixonando, Louie percebe que amar não é apenas receber, é principalmente dar. E é isso que o faz crescer e deixar de ser apenas o garoto infantil que causa problemas para se transformar no namorado que cuida, ajuda e apóia a pessoa amada.

E mesmo com toda a evolução dos protagonistas, os dois não perdem a sua essência e continuam o casal doce, puro e meigo. Eu poderia passar um episódio inteiro só vendo-os conversar ao telefone ou cozinhando juntos que ainda assim não cansaria!

3- Clichês, clichês e clichês

Shopping King Louis possui vários dos clichês de doramas românticos. E isso tá longe de ser uma desvantagem!

Primeiro por que os clichês existem para serem usados. Se bem utilizados e encaixados na trama, eles dão aquele ar de romance próprio dos dramas asiáticos e que já estamos acostumados, algo como se o avisasse: sou um dorama! E se a gente assiste dorama, é por que a gente gosta da fórmula, né?

E segundo por que Shopping Louie King é o tipo de drama em que os clichês tem um clima não muito convencional.

Quer saber por que digo isso?

Pois simbora que eu vou tentar explicar!

O chaeboll

O clichê dos clichês! Sempre tem um chaeboll no meio do caminho, né?

Louie é um chaeboll que foi criado pela avó superprotetora e por isso passou a vida isolado e praticamente sem sair de casa. Ele se torna viciado em compras, pois é praticamente a única atividade que poderia fazer de dentro de seu quarto ou que sua avó aprovava que saísse para fazer.

Mas, apesar do Louie ser um chaeboll, ele passa boa parte da trama pobre e sem conseguir comprar nem um cafezinho direito. Mesmo quando ele recupera sua memória e volta a morar em sua mansão, ele não tem aquele ar extremamente confiante, arrogante, mulherengo ou garotão como a maioria dos chaebolls de doramas.

A mocinha pobre e trabalhadora

Go Bok Shil é a nossa protagonista pobre e batalhadora. Mas, gente, ela não é só pobre! Na verdade, ela vivia em uma zona rural quase inabitada com a avó e o irmão, completamente isolada do mundo moderno ou da vida urbana. Pra vocês terem idéia, a casa em que ela morava não possuía nem energia elétrica! Por isso, ela não sabe como funciona a vida na cidade, como as pessoas podem ser más ou como não podemos confiar cegamente em todos.

E além esforçada, ela é extremamente bondosa, gentil, doce e não carrega aquela imagem de sofrida e injustiçada, sabe?

Enfim… o par perfeito pra um Louie avoado.

O forever alone

Cha Joong Won é diretor de departamento da empresa da avó de Louie. Ele encontra Bok Shil por acaso e, comovido com a situação em dela, emprega-a em seu setor.

Daí ele se apaixona por ela. Entretanto, Bok Shil e Louie são tão grudadinhos e perfeitinhos juntos, que não há espaço para mais ninguém. Não há nem mesmo declaração amorosa da parte dele ou insistência no relacionamento. Sendo assim, o forever alone acaba funcionando mais como um tutor para Bok Shil e, às vezes até pro próprio Louie.

A forever alone

Claro que não poderia faltar a mulher que vai disputar o coração do mocinho! Baek Ma Ri é amiga de infância de Louie e pensava que iria casar com ele. Quando Louie some por ter pedido a memória, todos acham que ele está morto. Assim que ele reaparece, ela tenta se reaproximar.

Baek Ma Ri também não segue a fórmula básica desse tipo de personagem não. Primeiro que ela não arma planos mirabolantes pra ficar com o protagonista, segundo que não tem como ter raiva dela, ela atua mais como alívio cômico e, por último, o Louie não dá abertura nenhuma pra essa criatura e ainda dá um dos foras mais singelos que já vi.

Perda de memória

Em Shopping King Louis, a perda de memória não acontece para separar o casal, mas sim para juntá-los. É por não lembrar quem é, que Louie precisa da ajuda de Bok Shil. E a trama, simples e fofa, se desenvolve a partir daí.

É durante essa amnésia e essa vida mais humilde e realista, que Louie aprende o que é cuidar de si e, principalmente, o que é zelar por quem se ama.

É lindo ver que mesmo retornando pra sua mansão cheia de criados, ele só pensava em voltar pra casinha que dividia com a Bok Shil pra poder cuidar dela.

Efeito Cinderela

Chaeboll + mulher pobre e voilá!

Sempre que temos essa fórmula, já sabemos o que vai acontecer: os dois vão se apaixonar e viver um conto de fadas estilo Cinderela. Isso acontece em Shopping King Louis também. Claro! Porém… esse clichê Cinderela e seus efeitos (fazer uma transformação na prota, briga com a família por causa do relacionamento, etc) não são o plot principal, nem acontecem dessa maneira.

Por mais que Louie seja o rei das compras e adore comprar/gastar, ele não tenta transformar Bok Shil em uma princesa ou enchê-la de jóias. Eles se divertem comprando coisas aleatórias e batendo selfies juntos (nhooooon *_*). Além disso, Bok Shil é tão modesta, que em momento algum ela se deslumbra pela posição e riqueza de Louie.

DESENVOLVIMENTO

E pronto! É a partir desses clichês que Shopping King Louis tece sua história. Louie não sabe nada sobre o funcionamento do mundo, pois foi criado cheio de pessoas lhe servindo, vivendo apenas por meio da tela do computador e das compras. Se ele já era ingênuo antes, quando perde sua memória, vira um filhotinho mimado, fofo e indefeso.

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Cuida de mim?

Bok Shil por sua vez, ao chegar na cidade grande, também fica assustada e perdida. Ela teve uma vida difícil, então é mais pé no chão do que Louie. Mas ainda assim é extremamente ingênua e sua gentileza a faz não ver maldade em ninguém.

Então um dia os dois se encontram e…. é fofura e risada se espalhando pela tela toda. São duas crianças vivendo como adultos e precisando trabalhar, montar uma casa, ganhar dinheiro, aprender sobre o amor e ainda descobrir onde está o irmão da Bok Shil e quem o Louie é.

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Cidade grande? Assalto? Gangues? Celular? Internet?

Foram tantas as vezes que esses dois foram enganados!  Quando Bok Shil ainda está no ônibus em direção a Seul, ela é roubada por uma ahjumma! E mais tarde, Louie apanha de três estudantes colegiais! Hehehehehe Até os vizinhos deles o exploram um pouquinho. São ou não são dois nenéns?

Além do romance, Shopping King Louis tem um pouco de mistério e suspense. Como o Louie perdeu a memória? O que aconteceu com o irmão de Bok Shil? Essas duas histórias estão relacionadas? Tudo isso vai sendo descoberto lentamente ao longo da trama e deixa um gostinho de curiosidade e ansiedade.

Outra qualidade do roteiro é que todos os secundários tem um cantinho especial na história. Seja um romancezinho, ou 5 minutinhos sob os holofotes, ou mesmo atuando junto aos protagonistas na resolução de algum conflito.

Resumindo, Shopping King Louis foi um dorama delicinha de acompanhar. Simples, bonitinho e que deixa uma sensação de coração aquecido. Aprovadíssimo!

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Minha reação assistindo Shopping King Louis

ONDE ASSISTIR?

Shopping King Louie está disponível legendado no Viki, no Dramafever e no Subarashiis, que é pra ninguém ter desculpas pra não assistir. ^^


Espero que tenham gostado da dica.

Beijinhos.

Empress Ki

“Quantas são
As dores e alegrias de uma vida
Jogadas na explosão de tantas vidas
Vezes tudo que não cabe no querer?”

Antes mesmo de terminar, Empress Ki já havia entrado pra minha lista de dramas favoritos. São 51 episódios de 1 hora cada e mesmo assim eu queria mais! Muito mais.

Cada pedacinho meu transbordou de emoção por esse drama. Eu ia da alegria à raiva, da raiva ao choro e do choro à angústia em questão de minutos. Esses personagens maravilhoso me fizeram sentir demais. Sentir em excesso. E eu amei cada um deles, assim como os odiei em alguns episódios e voltei a amá-los depois (menos o Peha, ele foi só amor).

OBS:post CONTÉM SPOILERS. Desculpem, mas eu não tinha como falar de um drama tão longo e complexo como esse sem analisar algumas passagens e atitudes dos personagens.

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Ficha técnica
Título: Empress Ki
Rede de TV: MBC
Ano de transmissão: 2013 / 2014
Gênero: épico / romance / melodrama
Capítulos: 51
Cast Principal:
Ha Ji Won como Ki Seung Nyang / Imperatriz Ki
Ji Chang Wook como Imperador HuiZhong / Ta Hwan
Joo Jin Mo como Wang Yoo / Rei de Goryeo

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Sinopse

O drama mostra a trajetória de Ki, uma mulher de Goryeo, que se tornou Imperatriz de Yuan. E revela a relação conturbada entre o rei de Goryeo, seu primeiro amor, e o Imperador HuiZhong, com quem se casou.

VISÃO GERAL 

Empress Ki é enooooorme, tanto em episódios, quanto na quantidade de tramas, sendo assim, vou fazer um resuminho aqui sobre as qualidades e defeitos e depois vou me focar em analisar os personagens principais e o triângulo amoroso. Belê?

Senta que lá vem textão.

A produção é aquela que passa despercebida: tem figurinos lindíssimos, mas a fotografia e as cenas de guerra/luta são apenas ok, não tão ruins a ponto de incomodar, nem tão boas pra chamar a atenção. Como diria Glória Pires: médio, médio. A OST é muito boa, mas em alguns momentos achei desconexa com as cenas e situação. Era algo mais ou menos assim: o Rei lutando e uma música romântica tocando. Talvez tenha alguma explicação artísticas aí, mas eu não consegui encontrar.

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As 3 maravilhas de Empress Ki

1- Roteiro

Aaaaah… e que fantástico é o roteiro! SEMPRE há algo acontecendo! Ao mesmo tempo que há uma trama principal, há também diversas subtramas que se desenvolvem concomitantemente. E pra cada subtrama resolvida, surgem mais duas em seu lugar. Você simplesmente não consegue parar de assistir! Tem tretas, reviravoltas, vilão fazendo maldade, protagonista evoluindo, risadas maquiavélicas, vilão que não morre, mocinho que também não, veneno, briga pelo trono, luta de espadas… tudo que um bom sageuk pode nos apresentar!

Mas como nem tudo nesse mundo é perfeito, preciso dizer que os plots que envolviam Wang Yoo sozinho, longe do palácio e dos outros protagonistas, eram bem entediantes. Até consegui entender a importância da guerra com o Turcos e o plot das falsificações. Mas, gente! Precisava demorar e enrolar tanto??? Precisava? Cês juram que precisava? Eu acho que não. Sono, tédio e vontade de ver o Imperador eram os sentimentos que me dominavam em boa parte dessas cenas.

Outro plot que eu fiquei “não entendi muito bem direito” foi a história da maldição. Prometeu mortes, prometeu sangue, prometeu Ki enfrentando o cachorro e pouco aconteceu. A ideia inicial e as possibilidades eram boas, mas a resolução e as consequências foram meio pombo.

2- A atuação do Chang Wook

Esqueçam Healer e K2, o Mozão nasceu pra ser Imperador.

É indiscutível a sua entrega ao papel e o quanto ele parece se sentir à vontade como o Imperador de Yuan (Peha para os íntimos). À medida que o drama avança, o Imperador vai se tornando mais sombrio e nos mostrando outras facetas de sua personalidade. É riso, choro, grito, raiva, tristeza, decepção e desespero, tudo isso em um só personagem! E o Chang Wook consegue não só transmitir isso, como se desloca da comédia pro melodrama facilmente e incrivelmente bem.

3- O trio de protagonistas

Falemos agora da dupla do trio maravilhoso de personagens principais! A história do drama se confunde com a do trio principal, então falar deles é falar do próprio enredo.

Eles se aproximam, se afastam, se ajudam, se atrapalham, crescem, retroagem, lhe fazem chorar, sentir raiva, torcer e sofrer o drama inteiro. Não tem como não amar a relação entre esses três.

Tudo começa com o príncipe de Goryeo (Wang Yoo) procurando uns traficantes de sal. Aí ele acaba conhecendo o Chacal, que na verdade é a Ki e o líder do grupo dos contrabandistas. Conversa vai, conversa vem, cenas de luta, bebedeira, ficam amigos, blá blá blá. E pronto. Já viram o crush um do outro.

Daí começa a melhor parte. O Imperador (Peha, te amo) chega em Goryeo e o Rei e sua guarda precisam protegê-lo. É nesse momento que o triângulo amoroso vai ser formado e os alicerces da relação entre os três serão construídos.

PERSONAGENS

Chacal / Sungyang / Nyang / Lady Ki / Imperatriz Ki

Falar de Empress Ki é falar da vida, de choro, de traumas, de dores, de amores perdidos e da força de uma mulher que busca se sobrepor a isso tudo.

Ki é aquela personagem complexa, que às vezes você ama, às vezes odeia e que não lhe deixa ficar indiferente nunca. Como essa criatura me fez sofrer, gente! Me fez raiva e me fez querer que o Imperador a deixasse. Mas aí poucas cenas depois lá estava eu torcendo por ela e chorando suas dores. Se o meu amor e admiração foi todo direcionado pro Imperador, minha curiosidade e atenção estavam voltadas pras atitudes da Ki, pois eram elas que em geral conduziam a trama.

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Ki teve uma vida difícil! E isso a fez ser dura, independente e determinada. Foi obrigada a abandonar Goryeo e levada a força a Yuan para servir de tributo.

De criada do Palácio, à serva do Imperador, depois concubina e por fim Imperatriz, Ki se torna não apenas fria e obstinada, mas impiedosa e capaz de tudo para alcançar seus objetivos.

Durante sua trajetória, ela se pergunta inúmeras vezes sobre a quem é realmente leal: a Yuan ou Goryeo. Até que Ki percebe que pode ser as duas coisas, uma vez que ela própria já não é apenas uma mulher de Goreyo ou de Yuan, ela é a junção dos dois territórios. Ao mesmo tempo que ela quer ver Yuan próspera, quer proteger Goryeo e evitar que mais pessoas sejam escravizadas. Como disse Dokman: ela é uma pessoa sem pátria e por isso pode ser fiel apenas a si mesma.

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Não foram poucas as vezes em que questionei as atitudes de Ki e me decepcionei com elas. Em muitos momentos eu temia que ela fosse se tornar tão maquiavélica e tirana quanto El Temur ou que machucaria ainda mais o Imperador. Suas motivações eram sempre um enigma pra mim, pois iam mudando de acordo com a situação ou com seu crescimento pessoal. E acompanhar isso tudo foi como acompanhar o próprio drama: nem sempre prazeroso, visto que muitas vezes eu sofri e senti raiva dos acontecimentos, mas ainda assim maravilhoso e impressionante. Ki pode não ser a protagonista com as atitudes mais louváveis de todas, porém é inegável a sua força, importância e complexidade.

Imperador Hui Zhong (Peha) / Ta Hwan 

Aaaaaaaah! Como eu amei esse personagem! ❤

Ao mesmo tempo que Empress Ki traz a protagonista mais fodástica de todos os tempos, ele também nos presenteia com o Imperador mais fofo.

Na época, o Imperador era alguém escolhido por Deus para proteger o povo, seu poder era quase divino e por isso seus súditos lhe deviam devoção total. Então chega Ta Hwan e reverte toda essa relação. Ao invés de receber devoção, o Peha de Empress Ki se devota complemente a uma mulher, que não é grata o suficiente e o machuca infinitas vezes. Tem como não se apaixonar por ele? Não tem!

Inicialmente Ta Hwan definitivamente não é o que se imagina de um Imperador. Mimado, egoísta, fraco, medroso e inseguro, ele é uma criança no corpo de um adulto. E se em outros personagens eu facilmente acharia essas características irritantes, Ta Hwan era tão sensível, solitário, carente e vulnerável, que fui cativada de imediato.

Além disso, o que torna o personagem ainda melhor, é a sua evolução. Ao final do drama, Peha não lembra em nada o príncipe infantil do começo. E é isso que o faz ser tão fascinante. Ele não apareceu “pronto” pra gente, nós o vimos crescer e pudemos entender cada uma de suas atitudes.

É muito nenénzinho! *__*

Enquanto Ki progride em um emaranhado de idas e vindas, em que hora é movida pela vingança, ora pelo seu povo, novamente por vingança e depois pra proteger aqueles que ama. O Imperador está sempre crescendo com duas únicas motivações: ser um governante melhor e proteger e defender Nyang.

Ao longo da trama, Peha conquista sua posição de Imperador, não apenas por que é seu direito, mas por que adquire confiança e maturidade para participar e interferir nas questões políticas.

E, como o poder sempre cobra seu preço, ele além de mais forte, vira paranóico, vingativo e cheio de traumas. A cada dois passos que Peha dá em direção a sua autonomia, volta um em insegurança e desconfiança. Ainda assim, o Imperador chega ao episódio final como o personagem que teve a maior evolução e crescimento (e o que foi mais injustiçado, quero frisar u.u).

Agora… pra fazer vocês se apaixonarem pelo Imperador, montei uma listinha de algumas das fofuras dele. Aproveitem!

❤ Quando o Wang Yoo volta pro Palácio e a Ki pede ao Imperador para conversar sozinha com o Rei e o Peha, mesmo enciumado, permite.

❤ Quando ele ainda está fraco de veneno, mas vai ao salão principal se forçando a aparentar estar saudável para impedir que Ki seja acusada.

❤ Quando ele recebe mais uma carta de amor de Wang Yoo para Ki (foram 5 anos disso!) e após queimá-la apenas abraça Ki e pede que ela fique naquela posição por alguns minutos.

❤ Quando ele viu o tesouro de El Temur no baú de Ki e então disse a ela baixinho para esconder aquilo rapidamente e falou para as outras pessoas que não tinha nada no baú.

❤ Quando ele descobre o segredo da Ki e não a confronta ou a culpa, mas sim entende a dor que ela deve ter sentido e ajuda a escondê-lo.

❤ Todas as inúmeras vezes em que Ki o machucou e escondeu algo dele e ele magoado disse que seria a última vez que iria perdoa-la.

❤ TODO o episódio final.

 

Wang Yoo / Rei de Goryeo

Ele gosta da Ki, mas o destino afasta os dois, aí ele passa o drama com cara de quem tá chupando limão e ajudando-a escondido. Pronto. Cabô. Próximo tópico!

Enquanto o Imperador representa Yuan, Wang Yoo simboliza Goreyo. É o primeiro amor da protagonista e tem todas as características do governante e amante perfeito. Mas… assim como Goryeo não foi capaz de proteger Ki e ela precisou sair de lá, o Rei não conseguiu preservar Ki e o relacionamento dos dois.

Assim como os demais protagonistas, o Rei também vai se transformando ao longo do drama. Nos episódios iniciais, quando ainda está procurando pelos traficantes de sal, Wang Yoo é mais brincalhão, gosta de beber, de apreciar música, de festejar com seus homens e ainda não é alguém que inspira tanta liderança.

Com a resolução do problema dos traficantes, o Rei já fica mais maduro. Mas é com a chegada do Imperador e a responsabilidade de protegê-lo que ele abandona de vez seu lado brincalhão. E é com a ida para a fronteira que ele atinge o seu ápice de seriedade. A partir daquele momento, houve pouca transformação e, quando houve, foram sempre na mesma direção: tornar-se cada vez mais sisudo.

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Apesar de, se comparado ao Imperador, ele enquadrar-se melhor no estereótipo de mocinho: corajoso, honrado, leal ao seu povo, bom lutador e bom estrategista, pra mim, ele foi de longe o personagem mais entediante dos três. Em alguns momentos quando ele tinha seu plot independente dos demais protas, eu ficava quase dormindo.

É verdade que o próprio personagem não é tão profundo quanto o Imperador e a Ki. Esses dois estão em constante transformação, já o Rei parece que se modifica e depois estagna. Mas, acima de tudo, acho que o ator não conseguiu passar a mesma carga dramática dos outros dois. Enquanto Ha Ji Won interpretou uma Ki que demonstrava diversas emoções apenas com o olhar e Chang Wook deu vida a um Imperador incrivelmente carismático e charmoso, Joo Jin Mo congelou na cara de paisagem e criou o Rei mais sem graça de Yuan e Goryeo juntos.

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Sou muito expressivo, gente

Eu entendi que ele quis transmitir a falta de emoção do Rei depois de ser traído por Yuan, perder o trono e a amada. Mas… olha, mirou na profundidade emocional e acertou na escultura de pedra! Mesmo com um personagem frio, um ator precisa passar alguma emoção, nem que seja a própria frieza do personagem. O problema é que Joo Jin Mo achou que transmitir frieza e atuar sem mexer o rosto são a mesma coisa. Enquanto a Ki, em seus momentos impassíveis, transmitia essa insensibilidade por meio do olhar. Joo Jin Mo parecia mais que estava fazendo ventriloquismo, mexendo apenas o canto da boca e congelando todo o resto do rosto.

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El Temur

O grande vilão da trama! É o regente de Yuan e tem dinheiro, homens e apoio político, por isso usa o Imperador como fantoche pra governar. Ele me dava raiva, admiração, raiva de novo, medo, mais raiva e eu já disse raiva?

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Tanahsiri (Primeira esposa do Imperador)

Eu simplesmente AMEI odiar essa criatura. Tanahsiri é filha de El Temur e foi a primeira esposa do Imperador, com quem se casou para que o pai continuasse expandido o seu poder. Antes mesmo de chegar ao palácio sua fama de temperamental e geniosa já havia se espalhado. E assim Tanahsiri permaneceu até o final.

À medida que ia se envolvendo em tramas mais complicadas, pior ia ficando seu gênio e mais maldosa ela se tornava, mas ainda assim conseguiu me fazer rir e ter empatia pelo seu casamento triste e solitário, bem como me comoveu com o amor que ela sentia por Maha (seu filho), tentando desesperadamente salvá-lo.

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Bayan

É o comandante da guarda imperial de Yuan. É um guerreiro, sendo assim, parece estar sempre precisando de um soberano em quem possa se inspirar e seguir. E, por isso, a lealdade dele meio que muda um pouco assim demais.

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Nhoooooon! Tal Tal é sobrinho de Bayan. Inteligente, leal e racional, no começo do drama jamais me passou pela minha cabeça que eu iria gostar TANTO desse personagem e ele acabou se tornando um dos meus preferidos! Ele e o Imperador foram os únicos personagens que não me decepcionaram em momento nenhum e que me fizeram sempre ter por quem torcer. Amo! Amo! Amo!

TRIÂNGULO AMOROSO

Que triângulo amoroso difícil! Não por eu não saber qual o meu shipp (Team Imperador forever!) ou por me importar se o Rei ia levar um fora (bleeh), mas pela própria Ki não parecer saber de quem ela gostava ou, pior, não ter direito de escolha.

Como eu já disse, não consigo dissociar o paralelo de que Wang Yoo representa Goryeo e o Imperador, Yuan. E quanto mais Ki se aproxima de um, mais se distancia do outro. Ao se tornar concubina do Imperador, Ki estava fazendo sua escolha e infelizmente não era guiada por amor, mas por vingança.

Ao mesmo tempo que Ki é uma personagem maravilhosa por ser enigmática, foi difícil acompanhar suas motivações. E, por isso, foi difícil entender o que o Imperador significava pra ela. Ora ela dizia que queria o bem de Goryeo, ora dizia que faria de tudo por Yuan, parecia gostar do Imperador, mas era incapaz de respeitar as vontades dele. Em um certo momento, no plot do dinheiro, ela disse ao eunuco e à criada que estava apenas usando o Imperador para o bem de Goryeo. Episódios depois ela o protege da Imperatriz Dowager e de Bayan.

E era por conta dessa dualidade da personagem que, enquanto eu assistia o drama, eu tinha certeza de que ela não amava o Imperador verdadeiramente e que ele era apenas um meio para que ela conseguisse o que queria.

Pra mim o amor dela pelo Imperador parecia mais com um sentimento de cuidado cheio de afeto. Ela cuidava e se preocupava com ele, mas não o procurava para pedir conselhos, não confiava nele para contar seus problemas nem mesmo deixava de agir se sua ação fosse magoa-lo. Me dava a angústia ver quantas vezes mais ela iria manipula-lo para que pudesse alcançar seus objetivos. E isso me fez sentir uma raiva enorme dela em diversos momentos.

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Já o Rei foi seu primeiro amor, foi por quem ela prometeu que lutaria, é o homem forte, corajoso, inteligente e honrado por quem ela se apaixonou perdidamente. O Imperador foi aquele que a traiu, que não parecia ter nada a lhe oferecer, mas que com o tempo mostrou que podia fazê-la feliz e dar a ela um lugar para chamar de lar. Ela ficou tocada com a gentileza do imperador e com a vida que construiu com ele, mas esse afeto não foi e não seria capaz de fazê-la desistir dos seus objetivos.

E eu estava me apegando forte a essa minha certeza, até que em um certo momento, Tal Tal fala a seguinte frase: “Você jamais faria mal ao Imperador, Ki”. Essa certeza do Tal Tal, que jamais errava nada, e a cena final me fizeram refletir e mudar um pouco minha opinião.

É verdade que se nenhuma dessas tragédias tivessem acontecido Ki jamais teria ficado com o Imperador. Ela casaria com o rei e seria bem feliz com ele. Mas… a vida a transformou numa pessoa diferente e é essa pessoa diferente que vira concubina do Imperador. Lady Ki não era a Nyang do relacionamento com o Rei e por isso não podemos esperar que elas agiriam da mesma maneira. Lady Ki era amargurada demais pra conseguir se deixar levar apenas pelos seus sentimentos como Nyang faria.

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Como decifrar Ki nunca é fácil, não consigo comparar seus dois amores e dizer qual ela amou mais. Inicialmente me parece ter sido o Rei, mas…talvez pra evitar fazer o Imperador sofrer ainda mais, prefiro me apegar ao fato de que não posso equiparar os dois (não dá pra medir amor!), e lembrar que, pelo menos nos anos finais, a Ki pareceu se devotar ao Imperador e o fez feliz. Na dúvida, prefiro acreditar que os dois se amaram e ponto.

Se ela falou, tá falado u.u

ONDE ASSISTIR?

Empress Ki tá disponível legendado no Meteor Dramas (precisa de cadastro).


Gente, eu sou completamente louca e acabei escrevendo um livro. Desculpem! Mas é que Empress Ki já virou meu novo amor. E é sempre tão bom falar do que a gente gosta. ❤

Mas se você não tiver lido nada, vou resumir tudo rapidinho: Se você gosta de sageuk, precisa assistir Empress Ki. Não se assuste com o número de episódios. Só vai.

Beijinhos.

The Princess Weiyoung

Annyeonghaseyo!

Hoje trago pra vocês a resenha de um c-drama. Não costumo assistir a muitos c-dramas, pois os acho artificiais e por que mandarim ainda é muito estranho aos meus ouvidos. Mas dessa vez resolvi abrir uma exceção.

Tudo começou quando eu estava lá em um final de semana qualquer sofrendo de depressão pós WFKBJ (ainda não superei) e sem conseguir encontrar nenhum dorama pra maratonar. Todos que eu começava, só conseguia assistir um ou dois episódios seguidos e cansava. Então pesquisando no Dramas Lovers, achei essa resenha maravilhosa do Princess Weiyoung. E pensei: por que não? Se for chato eu paro nos primeiros episódios.

Eu não podia estar mais enganada!!! Eu simplesmente não conseguia parar de assistir. Como eu AMEI esse dorama, gente! Senti raiva, tristeza, surtei pelos personagens e fiquei ansiosa pra saber como a história ia se desenrolar. E lá pelo 20º episódio já estava cantando a música da opening como se tivesse escutado mandarim minha vida inteira.

OBS: Por um milagre, eu consegui fazer uma resenha sem spoilers (\o/), então podem ler à vontade.

🙂

Ficha Técnica

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Título: The Princess Weiyoung
Título original: 锦绣未央 (锦绣未央)
Rede de TV: Dragon TV
Ano de transmissão: 2016
Gênero: épico / romance / vingança
Capítulos: 54
Cast principal:
Tiffany Tang como Li Weiyoung / Feng Xin Er
Luo Jin como Tuoba Jun
Vanness Wu como Tuoba Yu
Mao Xiao Tong como Li Changru
Li Xin Ai como Li Changle

Sinopse:

Feng Xin Er é uma princesa da reino de Liang de Norte. Seu pai, Xin Er, é falsamente acusado de cometer traição contra a Dinastia Wei e ele e toda a sua família são assassinados pelo general Li Minfeng. Devido a ajuda de sua guarda-costas, Feng Xin Er consegue escapar com vida e fugir para o campo. Lá encontra Weiyoung, que salva sua vida e lhe dá abrigo e comida.

Weiyoung é filha do primeiro-ministro da dinastia Wei e meia-irmã de Li Minfeng, mas por ser considerada um mau agouro, foi obrigada pela família a viver no campo isolada. Um dia, Weiyoung é morta a mando de alguém da própria família. Com o intuito de salvar seu povo e vingar a morte de sua família e de sua nova amiga, Feng Xin decide assumir a identidade de Weiyoung e vai morar na casa da família que destruiu seu reino e seus familiares.

Personagens:

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Weiyoung

Como dito, a princesa Feng Xin Er assume a identidade de Weiyoung e vai morar na casa do Primeiro-Ministro em seu lugar.

Lá mora gente pra emprestrar e distribuir pra outras casas e outras famílias, se quiserem. São 11 pessoas, sem contar com Weiyoung e os criados. E no meio de tanta gente, Weiyoung vai fazer amigos, em quem poderá confiar, bem como inimigos, que farão de tudo, mas tuuuuudo mesmo, para se livrar dela.

Pra enfrentar todos esses problemas e ainda conseguir sua vingança, Weiyoung aprende que precisa resolver seus próprios problemas, sem esperar que apareça alguém para ajudá-la.

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Tuoba Jun

É neto do Imperador da Dinastia Wei e o príncipe herdeiro preferido para ocupar o trono. Por isso, seus tios, Tuoba Han e Truoba Yu, estão sempre tramando para derrubá-lo e tomar seu lugar de prestígio.

Tuoba Jun é o típico mocinho bonzinho: alegre, gentil, justo, leal e apaixonado. Ele vai fazer de tudo pra proteger Weiyoung e para conquistá-la.

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Tuoba Yu (Príncipe Nanán)

É filho de umas das concubinas do Imperador e por isso sempre se sentiu menosprezado. Ao contrário de Tuoba Jun, deseja assumir o trono e se tornar imperador para que finalmente possa ter o poder que sempre desejou.

Tuoba Yu é frio, calculista e inteligente. Ele vê em Weiyoung uma possível ajuda para conseguir alcançar seus objetivos e para isso tentará usá-la, mas… durante esse processo vai descobrir-se apaixonado por ela.

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Changle

Changle é meia-irmã de Weiyoung, filha de Chiyun Rou e do Primeiro Ministro. Se sente insegura com a chegada de Weiyoung à casa de seu pai e, por isso, a hostiliza.

Ela é arrogante, mimada, invejosa e cruel. Gosta de Tuoba Jun e vai fazer de tudo para se casar com ele e se tornar a futura imperatriz. Esse é mais um motivo para ver em Weiyoung uma inimiga e atormenta-la constantemente.

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Changru

Changru é prima de Weiyoung e também mora na casa do Primeiro Ministro.

É sempre oprimida por Changle, que possui uma posição de maior prestígio na família Li e por isso se sente desvalorizada. Com a chegada de Weiyoung, encontra nela uma amiga.

Ela gosta do Tuoba Yu desde que o encontrou pela primeira vez, quando eram crianças, e fará de tudo para se casar com ele.

POR QUE ASSISTIR?

1- A PROTA

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“Glamurosa!
Rainha do funk
Poderosa!
Olhar de diamante”

Se tem algo de que não posso deixar de falar em The Princess Weiyoung é da força da protagonista. Em alguns doramas, às vezes, as protas ficam apagadas e a gente só consegue olhar pros oppas. Mas aqui não! Weiyoung é dona absoluta da trama.

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Determinada, inteligente, eloquente, gentil, justa, bondosa, corajosa. Weiyoung é tudo isso e muito mais.

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“Não empurra”

Ela não leva desaforos pra casa, mas nem por isso cai no estereótipo de que pra ser forte é preciso ser fria ou invencível. Weiyoung também é amável, cuida e se preocupa com aqueles de quem gosta. Ela também possui fraquezas, o que faz com que a gente se identifique com a personagem e crie empatia por ela. Um exemplo disso é o conflito interno que ela sofre quando começa a perceber que está se apaixonando por Tuoba Jun. Ou ainda a dor e o desamparo que ela transmite quando perde uma pessoa que gosta muito.

Além disso, é ela quem realmente, e literalmente, faz a trama andar! Praticamente tudo acontece por causa de Weiyoung. Seja pelas consequências dos atos daqueles que tenta derrubá-la, seja pela solução que ela cria para os conflitos e seja, ainda, pelas suas atitudes em busca de vingança.

Repitam comigo: Weiyoung é rainha e o resto é nadinha!

2- O MOCINHO COMPREENSIVO

Se Weiyoung é rainha absoluta do dorama, Tuoba Jun é o rei que a ajuda e a apóia sempre.

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Como eu gostei desse mocinho, gente!!! Foi a combinação ideal pra uma protagonista como a Weiyoung. Ao lado dele, ela ficava mais leve, como se esquecesse os problemas em que vivia se metendo.

Logo de início, os dois se interessam um pelo outro, mas, como eu disse, a Weiyoung entra em um conflito interno quando descobre que ele é o neto do Imperador que dizimou seu reino. Então ela começa a rejeitá-lo. Mas vocês acham que ele desiste??? Essa criatura leva patadas e mais patadas e ainda assim, está sempre ali, sorrindo, paciente, tentando conquistá-la e sempre pronto pra ajuda-la.

Apesar de ser o preferido na sucessão ao trono, inicialmente, ele não quer se envolver em disputas políticas. É apenas quando começa a levar na cara ser afetado pela briga do trono que ele decide disputar o trono. E aí se torna menos ingênuo e mais calculista.

3- GIRL POWER

Se em Scarlet Heart Ryeo temos como foco a disputa entre os príncipes, em Princess Weiyoung o foco são as tretas causadas (e resolvidas) principalmente pelas mulheres. Pelo menos na primeira metade dos episódios, quase todas as tramas envolvem as filhas, sobrinhas e esposa do Primeiro Ministro e suas relações entre si.

Elas brigam, se ajudam, se desesperam, sentem inveja umas das outras e estão sempre tramando para conseguirem alcançar seus objetivos. E isso, meu povo, é maravilhoso!!! Um dorama em que o protagonismo é realmente feminino é algo que devemos sempre prestigiar.

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Vamos, miga. Vamos conquistar o mundo.

E dentre tantas tramas e tantas tretas que acontecem nesse grupo de mulheres, teremos aquelas personagens que vão sempre ajudar nossa prota, aquelas que estarão sempre atrapalhando e há ainda algumas que ora ajudam, ora atrapalham, de acordo com o que lhes for mais conveniente.

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Uma características das mulheres de Princess Weiyoung é a determinação delas em alcançar seus objetivos. Seja conquistar um amor, se tornar imperatriz ou vingar o assassinato de sua família, todas elas, mesmo com os inúmeros obstáculos que enfrentam, não desistem de tentar conseguir o que querem. Algumas delas, inclusive, não hesitam em passar por cima dos outros ou em machucar as pessoas que lhe são próximas.

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“- Tudo que você faz é chorar. O que tem de útil em chorar? – Eu… – Não importa o que você deseja, não importa os meios, não importa o preço. Você deve conseguir”

Sei que parece que estou defendendo personagens com atitudes não muito legais, mas não é isso!!! É que acho sempre bom fugir do clichê de mocinha frágil e sofrida, em que apenas a vilã persegue seus objetivos de maneira implacável. Tá mais do que na hora de protas e personagens secundárias fortes e determinadas.

Com uma penca de doramas em que as mulheres normalmente aguentam tudo de cabeça baixa, resignadas, esperando tudo dar certo, Princess Weiyoung mostra que elas podem sim virar pro mundo e dizer: peraí! Cansei de apanhar! Agora EU vou correr atrás dos meus sonhos. E… vrá! Foi.

4- PERSONAGENS

Em doramas com uma trama mais complexa e pesada, eu adoro personagens não tão lineares assim. Sabe aquele personagem meio cinza? Que não é de todo ruim, mas também não podemos dizer que é bom? Faz de tudo pra conseguir o que quer, mas também se sacrifica por amor? Então… Princess Weiyoung está recheado deles! A própria protagonista começa sua saga desejando se vingar das pessoas que causaram a morte de sua família.

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“Você realmente pensou que eu não iria revidar?”

Quase todos os personagens me fizeram sentir desde raiva e ódio até empatia e amor. Claro que alguns me fizerem sentir beeeeem mais raiva do que qualquer outro sentimento -.- Mas, no geral, mesmo os bonzinhos em algum momento tomaram atitudes não muito louváveis e os vilões, em algum momento, me fizeram simpatizar com a dor deles.

Além disso, os personagens de Weiyoung também são profundos. Eles não param de crescer e se desenvolver ao longo do trama. Se analisarmos suas atitudes nos episódios iniciais e compararmos com os episódios finais, vemos que eles mudaram demais. Suas motivações e meios para alcançá-las aprofundam-se juntamente com os conflitos. Dois exemplos bem marcantes disso são o Tuoba Jun e a Changru. A medida que vão sofrendo, vão se tornando cada vez mais decididos (ou desesperados) em atingirem seus objetivos, não importando o meio utilizado.

5- CASAIS, CASAIS E CASAIS

Nem só do casal principal vive o drama. Os casais secundários são tão complexos e tão cativantes quanto o principal. E, como vocês sabem, dorama histórico é sinônimo de sofrimento, então nenhum relacionamento amoroso vai ser feito apenas de flores e arco-íris. The Princess Weiyoung parece uma corrente de amor não correspondido.

Sintam só o drama!

Changle gosta do Tuoba Jun que gosta da Weiyoung que não quer gostar de ninguém, mas gosta do Tuoba Jun.

Changru gosta do Tuoba Yu que gosta Weiyoung.

E Tuoba Di gosta do Li Minde que gosta dela também, mas é burro pra perceber que gosta da Weiyoung.

Apenas pessoas felizes e realizadas no amor, né?

O bom desses triângulos amorosos, é que, assim como os personagens, todos tiveram seus momentos! Seja pra nos fazer sentir raiva, alegria ou pra chorarmos juntos!

Li Minde e Tuoba Di casal mais levinho e menos sofrido, mas nem por isso deixaram de enfrentar muitos problemas juntos. Shippei MUITO os dois e sorri nas cenas deles infinitas vezes. Tuoba Di foi a personagem que NUNCA me fez sentir nada além de amor. Nenhum atitude dela me fez reprová-la ou ficar com raiva.

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Claaaaro que o casal principal precisava sofrer pakas, né? E eles sofrem! Mas também constroem um amor bonito, forte e leal.

Eu não sei vocês, mas eu adoro esses romances em que os protas se gostam, mas há algo que os impede de ficarem juntos. Weiyoung não queria assumir seu sentimento por Tuoba Jun, mas ao mesmo tempo não conseguia deixar de pensar nele ou de ajudá-lo quando ele precisava. Já ele, mesmo sendo tratado com frieza, confiava e respeitava Weiyoung sempre. Era lindo ver como eles cuidavam um do outro e como acreditavam nesse amor.

E sabem o que é o melhor de tudo? O shipp fora das telas também é real: eles estão namorando, meu povo! É muito amor. ❤

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Tuoba Yu e Changru também tiveram suas cenas marcantes e sua própria história de sofrimento e amor. Em alguns momentos, consegui ser empática com a dor dela por esse amor não correspondido. Mas ainda assim torci pro Tuoba Yu se apaixonar pela Weiyoung. Hohohohohohoh

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E o que falar do amor doentio de Changle pelo Tuoba Jun? Óbvio que não shippei o casal em momento algum, mas achei toda a trajetória de perseguição e conquista amorosa da Changle muito condizente com a personagem.

6- ROTEIRO

Eu gosto é de tretaaaas!

E em Princess Weiyoung só o que temos é tretas. Direto. Sempre. O dorama se desenvolve da seguinte forma: treta envolvendo Weiyoung -> tensão -> resolução -> nova treta -> nova tensão -> nova resolução e assim sucessivamente.

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Me dá aqui esse dorama tranquilo e de boas.

E olha, apesar de em alguns momentos esse recurso de tornar repetitivo, a trama não é NADA cansativa e o ritmo não diminui em momento NENHUM. Tudo está sempre caminhando, os personagens vão se aprofundando, os conflitos também, outros personagens vão se desenvolvendo e sempre há algum problema a ser resolvido! Isso faz com que você SEMPRE queira saber o que vai acontecer.

Sabe aquela história de: “eu sei que ela vai se salvar por que o dorama não vai terminar agora, mas, AIMEUDEUS, comoooo? Preciso saber!” E lá se vão 5 ou 6 episódios seguidos sem nem notar. Se vocês me disserem que o dorama tem 54 episódios, eu digo que é mentira! Não tem como eu ter assistido isso tudo de episódio em tão pouco tempo sem ficar entediada em momento nenhum. Ele só tem 20. Sério.

POR QUE ASSISTIR, APESAR DESSES PROBLEMAS (NÃO EXISTE OUTRA OPÇÃO ALÉM DESSA, TÁ)?

1- MAQUIAGEM E EFEITOS ESPECIAIS RUINS

Uma das minhas implicâncias com os c-dramas é que normalmente acho a maquiagem e cenários muito irreais. Aquela coisa bem Malhação, sabe? Em que todo mundo tá sempre muito arrumadinho, tudo bonitinho demais pra parecer com a vida real. E em Princess Weiyoung não foi diferente. Enquanto os figurinos foram belíssimos e as cenas no palácio mostravam toda a opulência da realeza, as maquiagens artificiais e os efeitos especiais mal-feitos me incomodaram bastante. Com o tempo você vai se acostumando, mas, olha, nas primeiras cenas tive um pouco de vergonha alheia, assumo.

Essa é cara dos mocinhos depois de escaparem de um incêndio.

2- TRAMA REPETITIVA

Como eu disse, a fórmula utilizada pra criar conflitos normalmente era a Weiyoung ser culpada por algo e então ser presa ou condenada a morte. Daí ela precisava provar que era inocente e se livrar das acusações.

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Não sei dizer quantas vezes vimos a Weiyoung com essa roupinha de prisioneira.

Depois de 54 episódios, em que esse recurso foi usado muitas e muitas vezes, claro que ficou repetitivo. Mas isso não significa que o enredo ficou entediante ou que quebrou o seu ritmo. Apesar disso, a trama se manteve empolgante e envolvente até o final.

ONDE ASSISTIR?

The Princess Weiyoung está disponível legendado no Drama Fever e no Dramas Lovers.


Resumindo: eu AMEI The Princess Weiyoung e acho que é um c-drama que vale muito à pena assistir!!

E já tenho um desejo pra esse ano: que a Coréia faça sua versão do dorama. Tenho certeza que eu me acabaria em infinitas lágrimas, mesmo já sabendo a história.

Ô, Coréia, já falei no twitter: já montei até o cast pra te ajudar. Por favorzinho! Nunca te pedi.

Mas… enquanto nenhuma produtora me escuta, assistam o c-drama que já tá maravilhoso do jeito que tá!

Goblin: The Lonely and Great God

“Não vou dizer que foi ruim
Também não foi tão bom assim
Não imagine que te quero mal
Apenas não te quero mais
Não te quero mais
Não mais!”

Annyeonghaseyo!

Goblin mal terminou e já virou o dorama preferido de muita gente. Pra mim ele foi muito bom em alguns aspectos, principalmente nos técnicos, e bem ruim em outros. Nem de longe entrou pra minha lista de preferidos! E devo admitir que muitas vezes pensei em droppa-lo, mas insisti por causa do Reaper e da Sunny (um beijo, seus lindos <3).

O drama é de autoria de Kim Eun Sook, mesma roteirista de Secret GardenThe Heirs e Descendants oh the Sun. Parece que tudo que essa mulher faz vira sucesso imediatamente! Ainda assim, eu e ela não temos uma boa relação não, DOTS eu droppei e The Heirs só terminei por inércia mesmo. Mas é aquele ditado, né? Gosto é igual a problemas, cada um tem os seus.

Vou tentar explicar aqui por que não achei o drama essa maravilha toda, mas também pretendo mostrar os seus pontos positivos. E pra facilitar minha vida a leitura, eu dividi a resenha em três partes: 1) sinopse e personagens, 2) o que gostei no drama e 3) o que não gostei.

Agora vamos à resenha!

OBS: O texto contém alguns spoilers, mas estão sinalizados.

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Título: Goblin: The Lonely and Great God
Título original:쓸쓸하고 찬란하神-도깨비
Rede de TV: tvN
Gênero: romance / fantasia / melodrama
Capítulos: 16
Cast principal:
Gong Yoo como Kim Shin (Goblin)
Kim Go Eun como Ji Eun Tak
Lee Dong Wook como Anjo da Morte (Grim Reaper)
Yoo In Na como Kim Sun (Sunny)
Yook Sungjae como Yoo Duk Hwa

Sinopse

Durante a era Goryeo, Kim Shin foi um general invencível, que ganhou todas as batalhas que participou. Diante disso, o Rei, envenenado por seu conselheiro, fica com medo de que alguém possa ser mais admirado pelo povo que si próprio e então decide matá-lo. O que ele não esperava é que Kim Shin retornaria dos mortos, agora como um Goblin, um ser imortal e com poderes mágicos.

Entretanto, o que parece ser uma benção, acaba se mostrando uma maldição. O Goblin deverá vagar pela Terra com uma espada cravada no peito até que encontre sua noiva, a única pessoa capaz de retirar a espada e devolver-lhe finalmente a mortalidade.

900 anos se passam e chegamos aos tempos atuais. Ji Eun Tak é uma estudante que o Goblin salvou quando ela ainda estava na barriga de sua mãe. Devido a isso, ela é capaz de conversar com fantasmas, que lhe dizem que ela está destinada a ser a noiva do Goblin.

Além disso, por obra do acaso (será?), o Goblin passa a morar na mesma casa que o Anjo da Morte. Nessa convivência, os dois acabam se aproximando de duas humanas: Ji Eun Tak e sua chefe, Kim Sun (Sunny).

Personagens

Kim Shin

Interpretado por Gong Yoo, Kim Shin é um Goblin com um estilo de tiozão-sexy. Ele se culpa e se martiriza pelos pecados que cometeu em sua vida mortal e parece extremamente entediado diante da vida e do mundo (imagine viver 939 anos e ver todos que gosta você morrerem?), por isso está determinado a encontrar sua noiva e morrer.

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Mas nosso Goblin não apenas um ser angustiado não! Ele também é bondoso e costuma fazer pequenos favores aos humanos, sendo chamado algumas vezes de “um Deus de coração mole”. Ao conviver com o Anjo da Morte e a Eun Tak ficamos conhecendo ainda o seu lado brincalhão e divertido.

Eun Tak

É uma estudante de Ensino Médio e noiva do Goblin. Eun Tak estava destinada a morrer, pois sua mãe sofreu um acidente quando ainda estava grávida dela. Entretanto, o Goblin salva as duas antes que o Anjo da Morte apareça e, por isso, Eun Tak é capaz de falar com fantasmas. Anos depois, sua mãe morre e ela vai morar com a tia, a qual não lhe trata nada bem. Apesar da vida difícil, Eun Tak continua sempre otimistaanimada.

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Talvez essa seja a personagem que eu menos gostei e que achei a mais (pasmem!) aleatória na trama. Apesar de destinada a ter importância (noiva, responsável por tirar a espada,  acabar com a imortalidade, blá blá blá, sascoisas), pra mim, ela acabou se tornando apenas o interesse amoroso do Goblin.

Além disso, apesar de ser uma estudante de 19 anos, seu jeito de falar e de agir me lembravam mais uma criança do que uma jovem. Não estou aqui culpando a atriz, que por sinal acho que trabalha muito bem, mas sim a própria direção/roteiro que na tentativa, talvez, de reforçar a diferença de idade entre o Goblin e sua noiva, transformou uma jovem de 19 anos em uma criança.

Anjo da Morte

Lee Dong Wook interpreta o Anjo Lindo da Morte. Assim como o Goblin, nosso Reaper é um ser imortal e é o responsável por encaminhar as almas deste mundo para o outro. Mas ao contrário do Goblin, ele não tem memória nenhuma da sua vida humana e isso o atormenta constantemente.

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A medida que ele vai se envolvendo com os humanos, principalmente com a Sunny e a Eun Tak, vai descobrindo novos sentimentos e se preocupando ainda mais com seu passado, pois acredita que deve ter cometido um grande pecado para ter se tornado um anjo da morte.

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Eu ADOREI ver o Anjo da Morte descobrindo o mundo e as emoções humanas. Tudo vai sendo feito gradualmente, primeiro ele se desespera por não ter um nome e um cartão de apresentação, depois aprende a mexer no celular, então descobre o que é se apaixonar, sentir ciúmes, raiva, etc.

Sunny

Sunny é a dona do restaurante em que Eun Tak trabalha. Ela é direta, estilosa, confiante e não tem medo ou vergonha de assumir o que quer e sente. Assim que conhece o Anjo do Morte, se interessa logo por ele (quem nunca?) e a partir daí a história dos dois se conecta e vai se desenvolvendo juntas.

Duk Hwa

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É sobrinho de criação do Goblin e um chaebol de 3a geração. Inicialmente Duk Hwa parece ser apenas um coadjuvante na história do quarteto principal. Mas a verdade é que ele vai auxiliar os demais personagens, dando conselhos e informações, e influenciando ativamente no andamento da trama.

Mulher de vermelho

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Assim como o Duk Hwa, a Mulher de Vermelho é um personagem que vai contribuir para o andamento da trama do quarteto principal, principalmente a da Eun Tak.

Eu gostaria que os dois tivessem tido um destaque maior e tivessem sido melhor desenvolvidos e apresentados. Mas… ainda assim foi ótimo vê-los, mesmo que poucas vezes.

SIM! SIM! SIM!

1- Fotografia

Nossa! A fotografia de Goblin é um personagem a mais no drama. Ela cria um clima de melancolia e poesia, dando a impressão de que, apesar de parecido com a nossa realidade, aquele é um mundo mágico no qual a fantasia existe mesmo.

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Nada ali é por acaso!!!!

Um exemplo disso é o foco dado a cor vermelha. Em diversas cenas, o vermelho está lá chamando a atenção, quase gritando pra gente reparar nele, desde o sangue manchando a neve quando a mãe da Eun Tak se acidenta, ao cachecol vermelho que ela usava constantemente, à folha de bordo que ela guardava, aos objetos que ficavam no hotel que morou por pouco tempo e à mulher de vermelho.

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Acredito que podemos encontrar dois simbolismos para o vermelho. Primeiro ele pode representar o amor e o sangue, ou seja, a morte, os dois sentimentos centrais da trama. Segundo, ele pode ser associado ao poema que o Goblin lê quando está passeando com Eun Tak e que está transcrito abaixo.

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질량의 크기는 부피와 비례하지 않는다
Mass is not proportional to volume
제비꽃같이 조그마한 그 계집애가
A girl as small as a violet
꽃잎같이 하늘거리는 그 계집애가
A girl who moves like a flower petal
지구보다 더 큰 질량으로 나를 끌어당긴다.
is pulling me towards her with more force than her mass.
순간, 나는
Just then, I am
뉴턴의 사과처럼
like Newton’s apple
사정없이 그녀에게로 굴러 떨어졌다
I rolled towards her without stopping until I fell on her
쿵 소리를 내며, 쿵쿵 소리를 내며
with a thump, with a thump thump
심장이
My heart
하늘에서 땅까지 아찔한 진자운동을 계속하였다
keeps bouncing between the the sky and the ground
첫사랑이었다.
It was my first love.

(Kim In Yook·Poet, 1963)

Notem que o poema fala da teoria gravitacional de Newton (aquela que ele descobriu quando uma maça caiu de uma árvore em cima da cabeça dele, lembram?) e compara a maçã (vermelha), puxada pela gravidade, ao amor do eu-lírico, que é levado em direção a sua amada.

OBS: Traduzir poesia é sempre um trabalho complicado, pois além do significado, um poema tem importância estética. Por isso, não me atrevi em traduzi-lo e deixei do jeito que encontrei na net, tá?

2- OST

Assim como a fotografia, a OST de Goblin ajuda a construir o clima do drama. Nada de musicas animadas e agitadas!!! As músicas parecem mais lamentos tristes ou declarações bem emocionadas.

A música de abertura já lhe prepara pra toda a carga dramática que o drama possui. É como se ela anunciasse que não vamos ser apresentados a uma trama alegre e leve, mas a um episódio com um cheio de melancolia.

Escutem!! Escutem!! Escutem!!

É realmente maravilhosa!

3- Reaper e Sunny

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Foi graças a esses dois que eu consegui terminar o drama. Sem eles, muito provavelmente eu teria dropado. Foi exatamente quando a história deles começou a se desenvolver melhor, que eu fiquei mais atenta a tudo e ansiosa pra saber o que aconteceria em seguida.

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Na minha opinião, a história de Reaper e Sunny superou e muito a do casal principal, inclusive, nem sei se podemos chamá-los de casal secundário, tamanha é a importância que eles ganham ao longo da trama.

O romance deles teve suspense, cenas fofinhas, cômicas e dramáticas. E tudo foi se desenvolvendo de maneira lenta e gradual, o que fez com que fôssemos sendo sugados cada vez mais pela história dos dois.

Alerta de spoiler (bem leve): a medida que a vida passada deles vai sendo mostrada, eu ficava querendo saber cada vez mais o que tinha acontecido em Goryeo e como o amor deles tinha começado e terminado. Além disso, todo esse amor-que-ultrapassa-a-morte só me fez torcer mais ainda pra que eles tivessem finalmente seu momento de felicidade.

4- O vínculo entre o quarteto principal

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O quarteto principal tem suas histórias entrelaçadas, fazendo com quem o desenrolar de cada uma delas reflita nas outras. Sunny, Goblin e Reaper estão totalmente conectados por laços maiores do que os da amizade.

Alerta de Spoiler (médio/grande): a vida passada dos três foram ligadas por relações de amor, amizade e ódio. E agora, no presente, encontraram-se novamente por acaso (será?) e tiveram de novo suas histórias interligadas e, de novo, imersas em um relacionamento de amor, amizade e ódio.

NÃO. POR FAVOR,  NÃO!

1- O casal principal

Uma das minhas maiores reclamações do drama! Não consegui torcer ou nem ao menos me importar com esse casal.

Primeiro me incomodou demais esse amor predestinado! Não houve explicações ou construção lenta desse relacionamento amoroso. Não consegui notar em que momento o sentimento dos dois mudou. Me pareceu que Eun Tak era simplesmente a noiva do Goblin. E, como noivos, deveriam estar apaixonados. Ponto final.

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Um diálogo que acho que representa bem essa relação de “amor obrigatório” é o seguinte:

“Eun Tak: Temos uma relação bem diferente, além de morarmos juntos ou sermos um casal. Afinal, me chamam de noiva do Goblin. Então achei que deveria ao menos saber o nome do meu marido. [Pausa] Nós dois… nem podemos ser considerados um casal.

Kim Shin: Não. Éramos um par antes mesmo de você nascer. Nós dois.”

Então tá, né. Se o roteiro diz.

Além disso, como eu já disse anteriormente, Eun Tak é uma menina de 19 anos, mas age como se tivesse 10. E o mais estranho de tudo é que quando ela interagia com outras pessoas (sua tia, colegas de classe, Sunny) ela parecia agir de maneira mais madura e adulta. Mas ao lado do Goblin, talvez na tentativa do roteiro de frisar a diferença entre os dois, ela parecia mais uma criança do que uma jovem quase adulta.

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Com isso, no início, eu só consegui ver uma relação de tio e sobrinha, em que Eun Tak por não ter uma família que lhe protegesse e amparasse, viu no Goblin essa figura paternal de cuidado (sempre q ela via o Goblin, ela só pedia dinheiro, gente!!) E depois, quando eles já eram um casal de verdade, eu não me importava mais. O casal dito secundário já havia roubado a cena.

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E, por último, achei tão forçada a imaturidade emocional dos dois! O Goblin, uma criatura mágica de 939, fica feliz e ao mesmo tempo nervoso por entrar numa cabine de fotos com sua namorada. Enquanto isso, a Eun Tak, com seus 19 anos, não conseguiu notar a fala e semblante emocionados do Goblin na primeira vez que vai tentar tirar a espada e ficou tagarelando alegremente como se estivesse em um passeio no shopping. Pra mim, isso tirou toda a emoção da cena!!!

2- A trama

Dois seres imortais vivendo juntos e que terminam se envolvendo com os seres humanos. WOOOOW! Gente, olha que plot maravilhoso! Quanta história boa não dá pra sair daqui? Tem sobrenatural, drama, romance, a relação entre vida e morte (Supernatural feelings), flashbacks da época de Goryeo… tudo isso era mais que suficiente pra gerar infinitas tramas maravilhosas, mas… não foi bem isso que aconteceu.

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Ao invés de abordar o mundo sobrenatural ou os vários desdobramentos e as impossibilidades e dificuldades do relacionamento entre imortais e seres humanos, o drama preferiu focar no relacionamento adolescente de Eun Tak e Kim Shin.

Claro que houve cenas e episódios que focaram nisso! Mas, no geral, a história mostra apenas o dia-a-dia do Goblin de sua noiva como um relacionamento mais que normal. Existe um pequeno drama em torno da espada (tira, não tira, tira, não tira), mas depois que eles tomam uma decisão o namoro transcorre normalmente e a espada e o fato do Goblin ser imortal são esquecidos. Eles passeiam pela rua, comem juntos, vão pra graduação no colégio, etc.

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Eu queria mais!!! Eu queria choro todo episódio. Queria um foco maior no mundo sobrenatural. Queria saber da mulher de vermelho. Da borboleta. Queria cenas macabras. Queria que mostrassem um amor que parecesse realmente impossível ou o sofrimento e problemas de uma humana se envolver com imortais e vice-versa.

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OBS: Pra não dizerem que estou implicando, Vampire Diaries está aí pra mostrar como se faz (tá certo que já devia ter acabado há uns 4 anos, mas isso não vem ao caso). Pelo menos durante as três primeiras temporadas a série conseguiu mostrar muito bem os perigos e problemas de um relacionamento entre um imortal e uma humana (também estudante, olha só!), bem como aprofundar sua mitologia.

3- O ritmo

Tudo em Goblin em arrastado. Não há diálogos rápidos ou cenas cheias de ação e agilidade. Não que isso por si só seja um defeito! É uma característica que visa reforçar o tom poético e melancólico da narrativa, mas pra mim, só deixou tudo entediante e chato. Um episódio parecia ter duração de três, mas continha fatos que poderiam ser contados em 20 minutos.

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Além do próprio ritmo, o roteiro pareceu se aproveitar disso e se estendeu demais, ignorando alguns assuntos importantes por um tempo, ao invés de ir aprofundando-os na trama, e retomando-os quando se tornou satisfatório. O famoso enchimento de linguiça, sabe? Então um drama que já tem um ritmo lento, com essa enrolação, acabou se tonando maçante em alguns episódios.

Alerta de spoiler: Um exemplo disso, é a história da espada (sim. De novo ela). A trama era simples: Goblin tem uma espada no peito, precisa achar a noiva pra tirar e então morrer, cabô. Mas tudo em Goblin demora pra acontecer. Primeiro a Eun Tak não disse que via a espada (Quero frisar que não engoli a explicação dela pra isso. Pra mim, foi só desculpa do roteiro mesmo). Depois quando ela diz, o Goblin passa um tempo pra pedir pra ela tirar. Quando pede, ela não consegue. Quando consegue, não quer. Aí a espada é esquecida por episódios e só vai ser colocada de volta na trama lá pro episódio 13 ou algo do tipo. A impressão que dá é que de novo o roteiro inventou uma desculpa (contar tudo lentamente) para que uma trama simples durasse pouco mais de 10 episódios.

ONDE ASSISTIR?

Goblin está disponível legendado no Drama Fever (apenas contas premiuns) e no Kingdom Fansub.


Enfim… como viram, não gostei muito do drama, apesar do sucesso estrondoso no mundo dorameiro e de reconhecer que ele tem seus pontos positivos. Como já disse, gosto é gosto, né?

Se tiverem curiosidade e quiserem se deliciar com uma fotografia belíssima, assistam! Deem uma chance e tirem suas próprias conclusões.