Chicago Typewriter

Parem tudo que vocês estão fazendo e corram pra assistir esse drama. Chicago Typewriter é um dos grandes tesouros da TV coreana. Ainda estamos na metade do ano, mas eu tenho certeza que ele é o melhor drama de 2017, por que ele se tornou meu segundo preferido da vida!

Vamos ver se consigo escrever algo que os convençam a assisti-lo.

OBS: O texto pode conter alguns poucos spoilers.

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Título: Chicago Typewriter
Rede de TV: tvN
Gênero: romance / fantasia / melodrama
Ano: 2017
Capítulos: 16
Yoo Ah In como Han Se Joo
Lim Soo Jung como Jeon Seol
Ko Gyung Pyo como Yoo Jin Oh
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Plot principal

Han Se Joo é um escritor super famoso que está com problemas para escrever seu próximo livro após um fã tentar assassina-lo. Diante desse bloqueio, ele cogita a possibilidade de contratar um escritor-fantasma. Por coincidência (será?) um misterioso escritor, Yoo Jin-Oh, aparece para lhe ajudar. Ao mesmo tempo, ele conhece Jeon Seol, uma mulher apaixonada por livros que diz ser sua fã número 1.

É então que a vida dos três vai se entrelaçando e nós descobrimos que eles na verdade foram amigos em suas vidas passadas. E agora juntos, no presente, vão tentar relembrar o que ocorreu em 1930.

Han Se-Joo

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Ele é chato, convencido, metódico e neurótico. Bem perfeitinho, né? Sqn. Com o tempo vamos conhecendo-o de verdade e ele muda de comportamento e passa a ser um amorzinho.

Acredito que eu tenha sido a única pessoa que gostou desse personagem logo de cara. Sei que ele era arrogante e gritava com todo mundo, mas pra mim, desde o começo, isso tudo era questão de insegurança e medo de ser magoado e não grosseria de verdade.

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Além disso, eu simplesmente AMEI a interpretação do Yoo Ha In. Foi tão natural e humana, que fugiu completamente dos exageros e caras e bocas clichês comuns a esse tipo de personagem.

Jeon Seol

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Jeon Seol costumava ser campeã olímpica de tiro, mas ela se atormentava por que tinha visões de si mesma segurando uma arma no ano de 1930 e por conta disso desistiu da carreira.

Ela é super fã do escritor Han Se Joo e, por obra do acaso (será?), presencia a tentativa de assassinato dele e o salva. A partir daí, ele também passa a ter visões de si próprio como um escritor da década de 30.

Ao contrário do Se Joo, fiquei um pouco receosa com Jeon Seol no começo do drama. Não sei bem explicar por que, mas tinha medo dela cair no esteréotipo de “prota-excêntrica-pra-ficar-fofa”, sabem? Mas assim como Yoo Ha In, a interpretação da Lim Soo Jung foi muito autêntica e eu acabei me apaixonando por ela.

Yoo Jin-Oh

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O escritor-fantasma mais doce e fofo de todos! Eu cheguei ao final do drama com um carinho gigantesco por esse personagem. Ele me fez rir, chorar, sentir pena e me questionar sobre várias situações. Poucas vezes um personagem conseguiu me emocionar da maneira que ele fez.

Yoo Jin Oh entra na trama com um objetivo: escrever um livro sobre a vida passada dos protagonistas e a sua própria. Para isso, os três precisam tentar lembrar o que aconteceu e qual era a relação entre os eles em 1930.

POR QUE ASSISTIR?

Chicago Typewriter tem exatamente a mesma pegada de Goblin (resenha aqui): romance, plot sobrenatural, flashbacks, bromance, ritmo lento e uma filmografia e OST impecáveis.

Mas ao contrário deste, Chicago não deixou furos no roteiro, conseguiu aproveitar todos os seus personagens, manter o suspense até o fim e ir muuito além de apenas uma história de amor.

Chicago é lindo, sensível, artístico e poético. Cada coisa tem seu lugar, seu sentido de ser, nada ali é por acaso e tudo é devidamente explicado/demonstrado na hora certa pra lhe fazer ansiar, suspirar, criar teorias e chorar, chorar bem muito.

Se o ritmo lento de Goblin me fez dormir e ficar entediada, esse mesmo ritmo em Chicago soou como naturalidade. Nada parece forçado ou exagerado. As coisas fluem lentamente por que elas vão sendo construídas assim.

OBS: Obrigada, tvN por ler minhas críticas e consertar tudo que reclamei em Goblin. Precisando, estamos aí ;D

O trio de protagonistas

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Eu simplesmente não consigo escolher um preferido dentre esses três! Eu amo igualmente cada um deles e queria que todos fossem felizes e alcançassem seus objetivos.

Não dá pra falar de apenas um ou dois protagonistas, todos os três são igualmente essenciais pra história e sua conclusão. Pois o que movimenta a trama é o vínculo entre eles e a forma como se relacionam.

Além disso, nenhum dos personagens termina do jeito que começou. No decorrer da história, todos eles crescem, evoluem, buscam corrigir seus erros e evitam comete-los novamente.

Direção de arte

Chicago Typewriter é um presente para os olhos.

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Não acredito que exista drama com uma estética mais linda que a dele, talvez igual, mas mais bonita não. O cenário, o figurino de 1930, o enquadramento, a iluminação, tudo é simplesmente maravilhoso e dá ao drama uma feição artística que combina muito bem com a sua proposta.

OST

E claro que uma fotografia bonita precisa de uma OST igualmente linda pra acompanhar, né? E a trilha sonora de Chicago é a melhor de todas que já escutei, sim!

Todas as músicas são incríveis e se encaixam perfeitamente no drama, ajudando a compor a atmosfera sentimental e emotiva da história. Eu viciei d-e-m-a-i-s e ainda não consegui parar de escutar ou tira-la da minha da minha cabeça.

Os flashbacks

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A década de 30 e seus flashbacks são um personagem a mais. Um personagem misterioso que queremos conhecer e que vai se deixando desvendar lentamente.

Comparado à 1930, as cenas no presente pareciam mais sem graça e entediantes. Mas, pra mim, não tinha como um existir sem outro. Foi o suspense criado no presente que nos deixou cada mais ansiosos e curiosos sobre o que realmente aconteceu no passado.

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Inicialmente os flashbacks são mostrados aos pouquinhos, apenas alguns minutinhos em alguns episódios. Daí, conforme o drama avança, eles ganham mais espaço, até atingirem o clímax no episódio 15, quase todo dedicado ao passado (e o melhor episódios que já assisti na vida!).

A trama

Eu não lembro de já ter visto nada parecido a Chicago Typewrite na TV coreana. A história, os personagens, os dilemas e o final fazem dele um drama único.

“Uma caneta é mais forte que uma faca”

E o que eu mais gostei de tudo foi que Chicago não se resumiu a apenas mais um romance. Ele é muito maior que isso. É sobre como nossas escolhas e prioridades afetam quem somos e quem gostaríamos de ser.

“Uma máquina de escrever é mais forte que uma arma”

Apesar de existir um triângulo amoroso ~o escritor, a fangirl e o escritor-fantasma~, o drama conseguiu fugir do clichê de: shipp certo ou errado, ciúme, rival amoroso e briga pra conquistar a mocinha. Saber de quem a Jeon Seol gostava ou não não tinha tanta importância assim. ~mas claro que sabemos desde o começo quem é~ O principal era mostrar como o trio de personagens se envolveu para lutar pela liberdade da Coréia no passado e como isso estava conectado à vida presente deles. E pra mim, isso deixou o drama ainda mais perfeito: nada ali é excesso. Tudo é necessário para a trama.

“Você deveria escrever algo realmente bom”

A medida que os flashbacks vão sendo aprofundados, a importância do romance vai diminuindo e outros aspectos como amizade, lealdade, coragem, traição e a luta pelos seus ideais, ganharam destaque.

“Não escreva para ganhar fama e mulheres”

SPOILER: Uma das coisas que mais me emocionou foi o dilema de cada um deles em escolher entre: seus ideais, amor ou amizade. E o roteiro de Chicago é tão perfeito de um jeito, que em 1930, cada personagem do trio decidiu proteger um sentimento distinto. E, no presente, quando uma situação parecida surgiu, eles mudaram suas prioridades, como se tivessem aprendido com o passado, e fizeram uma escolha diferente.

“Escreva algo magnífico”

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VEREDITO

Sei que tô sendo repetitiva, mas vou falar mesmo assim: Chicago Typewriter é uma obra de arte! Um ótimo elenco, produção lindíssima, personagens carismáticos e um roteiro diferente, que foge dos clichês costumeiros, fazem dele um drama singular e imperdível.

Só tenho elogios e amor por ele ❤

E enquanto eu puder, vou fazer propaganda e indica-lo, sim!

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Assistam!

ONDE ASSISTIR?

Chicago Typewriter está disponível legendado no Viki e no Kingdom Fansubs.

 


Espero que eu tenha conseguido convencê-los a dar uma chance a Chicago Typewrite.

E aos que já assistiram, comentem vocês também o que acharam. Vamos panfletar esse drama lindo por aí.

 

Strong Woman Do Bong Soon

E lá se foi o dorama mais fofinho da temporada!

Strong Woman Do Bong Soon começa fraquinho, com uma péssima edição e uma história que parece bem sem graça. Mas… foi só passar uns 3 episódios, que o drama conseguiu corrigir esses defeitos e apostou no que tinha de melhor a oferecer: a química do casal principal.

OBS: O texto não contém spoilers.

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Rede de transmissão: JTBC
Ano transmissão: 2017
Gênero: Romance / Comédia
Capítulos: 16
Cast principal:
Park Bo Young como Do Bong-Soon
Park Yung Sik como An Min-Hyuk
Ji Soo como In Kook-Doo

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A sinopse é bem simples: Conta a história de uma jovem, que possuiu uma força descomunal, e seu cotidiano, amores e problemas.

Do Bong Soon, interpretada pela maravilhosa Park Bo Young, nasceu com um poder especial, ela é incrivelmente forte. Mas forte no estilo Jéssica Jones ou Super Homem, sabe? Apesar disso, ela procura viver um normal e tudo o que mais quer é apenas conseguir um emprego como designer de jogos para computador.

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Oi, alguém precisando de uma heroína?

Uma das coisas que mais gostei na caracterização da personagem é que o drama fugiu daquele estereótipo, chato e batido diga-se de passagem, de que pra ser forte, nós mulheres precisamos ter características masculinas, andar desarrumadas e ser beeeem badass. Bong Soon, além de gentil, é suuuuuuper fofa e feminina. Fora isso, ela possui um ótimo coração e vira e mexe está ali, usando seu poder pra ajudar os outros ou pra dar uma lição em quem merece. Eu realmente AMEI essa personagem.

Dá vontade de colocar num potinho, né? *_*

E se eu amei a mocinha, eu me apaixonei perdidamente pelo mocinho.

An Min-Hyuk é o CEO ~lindo e maravilhoso~ de uma empresa de jogos eletrônicos e está sendo perseguido e ameaçado. Certo dia, ele vê Bong Soon “em ação” e fica completamente impressionado. Daí… ele decide contrata-la para ser sua guarda-costas e lhe ajudar a descobrir quem é o stalker. ~Siiiiiiiiiiim! Ele será protegido por uma mulher~ Com isso os dois se aproximam e, claro, se apaixonam.

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Peraí que eu fiquei sem ar.

Min Hyuk, ou Min Min como Bong Soon chamava, é o mocinho perfeito: companheiro, carinhoso, compreensivo, apaixonado e que sempre escuta e respeita a vontade da namorada. Era linda a maneira que ele falava da Bong Soon, sempre admirado e orgulhoso dela. Por mais protagonistas assim, Coréia, por favor.

Como pode ser tão lindo? Ain Ain ❤

Além do casal fofo, temos o Ji Soo e sua tão famosa friendzone.

Ji Soo é In Kook-Doo, um policial amigo da Bong Soon da época do colégio e por quem ela tem um crush. Como crush ele é um ótimo policial. E como policial, um perfeito atrapalha shipp >T

Sabem aqueles mocinhos abusados e grosseiros, estilo 1% of Somenthing? Pois então. Ji Soo é exatamente desse jeito e, por conta disso, devo dizer que dessa vez eu não fiquei nenhum pouquinho triste por ele levar um fora.

Não consigo nem contar o número de vezes que ele gritou com a Bong Soon e colocou o dedo na cara dela. Sem falar que ele estava sempre diminuindo-a e dizendo que ela precisava fazer isso e aquilo.

Ao final do drama tentaram redimi-lo mostrando a amizade e carinho que ele tinha pela Bong Soon, mas, sinceramente? Não colou nenhum pouco e o máximo que consegui foi acha-lo tolerável. E só.

POR QUE ASSISTIR?

SWDBS tem um clima super gostoso, que não dá vontade de parar de assistir. Ao mesmo tempo que é leve e divertido, possui cenas mais dramáticas e sinistras, mesclando comédia, romance e suspense super bem.

Assim como acompanhamos o dia-a-dia da Bong Soon e seus problemas e dramas pessoais, temos um grupo de mafiosos atrapalhados, que fazem cenas de comédia bem exageradas, e um suspense policial, envolvendo um sequestrador de mulheres.

Em seus primeiros episódios, muita gente criticou os efeitos especiais ruins. Eles não são ruins, gente… são péssimos! Hahahahahaha Mas eu entendi que era proposital, a idéia era exagerar e ser tosco mesmo pra divertir e fazer rir. Bom ou não, os efeitos tosquinhos das cenas de ação foram diminuindo e os episódios finais trouxeram cenas que realmente me deixaram tensa e apreensiva.

E então temos o melhor de tudo: o romance. Que romance, heim? Eu morria toda semana com as cenas desse casal super fofo ❤

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Bong Soon e Min Hyuk formam um dos casais bonitinhos de todos os tempos! É assistir e se apaixonar na mesma hora pelos dois. São tantas cenas amorzinho, tantos abraços, carinhos e beijos, que eles acabaram se tornaram um do meus casais favoritos.

Além de fofinhos, eles ainda eram super companheiros: estavam sempre juntos, se divertiam, discutiam, conversavam sobre seus problemas, preocupavam-se um com o outro e se ajudavam sempre. Me lembraram demais a Bok Joo e o Joon Hyung, de Weightlifting Fairy Kim Bok Joo (post aqui).

Alguém falou beijo?

E é justamente a interação desses dois lindinhos a maior qualidade e o grande diferencial do drama. A junção da fofura da Bong Soon com o jeito doidinho e engraçado do Min Min fez dos dois um parzinho perfeito e muito, muito, querido. Eu suspirava feito boba nas cenas deles. Era química pra espalhar pela Coréia inteira. Namorem, por favor. Namorem!

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Minha reação assistindo as cenas dos dois

Claaaro que eu não poderia falar de SWDBS sem citar a questão da representatividade feminina.

Se observarmos, os filmes, séries, desenhos e dramas costumam ter super-heróis masculinos, ainda bem que isso está mudando e Bong Soon é mais uma prova disso. O drama traz como heroína uma jovem comum, com problemas comuns como desemprego, amor não correspondido e brigas familiares.

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Além disso, já falei que eu adorei o fato da Bong Song ser bem feminina e bem bonequinha mesmo. Chega de achar que super heroínas (chega fica estranho chamar assim, né?) precisam ser hiper sexualizadas como nos games ou masculinizadas, como em algumas series e vídeos. Ser forte e salvar o mundo não tem relação com seu jeito de se vestir ou falar. u.u

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Salvando a Coréia e arrumando o cabelo

UM DEFEITINHO APENAS

Inicialmente, o clima de suspense parecia totalmente desconexo da trama, como se estivéssemos vendo dois dramas diferentes: um com cenas românticas e engraçadas e um mais sombrio, com cenas escuras e perturbadoras.

Acredito que isso tenha acontecido por que nenhum dos protagonistas tinha qualquer ligação com os casos e nenhuma personagem foi sequestrada, apenas figurantes e mulheres desconhecidas.

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Sem falar que, apesar dos sequestros acontecerem no bairro da Bong Soon, ela mesma não parecia ter medo de qualquer agressão, pois uma pessoa tão forte quanto ela, poderia facilmente lidar com um sequestrador. A impressão que passava era: se nem os protagonistas estão se importando, por que o público vai se importar?

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A medida que o drama foi avançando, esse probleminha foi “consertado” e Bong Soon passou a ter uma relação pessoal com o caso, ajudando a polícia a soluciona-lo e querendo ela própria prender o sequestrador. Foi aí que finalmente o suspense foi incorporado a trama de maneira autêntica.

VEREDITO

Romance, comédia, personagens divertidos, casal perfeitinho e zero possiblidade de shipp errado. Isso tudo faz de Strong Woman Do Bong Soon uma comédia romântica única e simplesmente imperdível.

Assistam! Assistam! Assistam!

ONDE ASSISTIR

Strong Woman Do Bong Soon está disponível legendado no Dramafever, Viki e Kingdom Fansub (precisa de cadastro).

 


 

Desculpem o surto e o número excessivo de gifs, juro que tentei me controlar, mas é impossível assistir esse drama e não se apaixonar pelo casal principal.

Beijinhos. E até.

Voice

Sei que tô bem atrasada com a resenha, mas vamos lá. Minhas semanas não são as mesmas sem os sustos e tensão de Voice.

Antes de começar a falar sobre esse k-drama muuito bom, preciso dizer que ele não é pra todo mundo. Primeiro por que não tem nenhum romance. Segundo, Voice é violento! Tem sangue, pessoa queimada viva, enforcamento, tortura e outras cenas fortes.

Na Coréia, a classificação etária precisou ser aumentada para 19 anos, devido às cenas pesadas. Então, ó, aviso: O drama NÃO é recomendado para menores de 18 anos.

OBS: O texto possui spoilers sobre o primeiro episódio. Se não quiser saber nem isso, pode pular pra seção que fala dos personagens.

Ficha técnica

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Rede de transmissão: OCN
Ano transmissão: 2017
Gênero: Policial / Thriller / Ação
Capítulos: 16
Cast principal:
Jang Hyuk como Moo Jin Hyuk
Lee Ha Na como Kang Kwon Joo

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Sinopse

Logo no primeiro episódio, Voice já surpreende e mostra que ritmo lento definitivamente NÃO é com ele. Nos 25 primeiros minutos já temos assassinato, choro, julgamento, acusado em liberdade e promessa de vingança.

Kang Kwon Joo e Moo Jin Hyeok, nossos protagonistas, são policiais e perderam entes queridos na mesma noite. Kwon Joo estava trabalhando na Central de Atendimento da polícia e recebeu uma ligação de uma mulher que estava sendo perseguida.

A prota tenta descobrir maiores informações, mas, infelizmente, a mulher é assassinada durante o decorrer da ligação. A mulher ao telefone é esposa de um policial muito conhecido e respeitado da Divisão de Homicídios, o Jin Hyuk.

Quase em seguida, Kang Kwon Joo recebe uma outra ligação, agora a vítima é seu pai que, infelizmente, também é assassinado.

Então rola uma investigação policial e chega o dia do julgamento do homicídio da esposa do policial. Kang Kwon Joo, por ter atendido a ligação, é chamada como testemunha do caso. A polícia inteira acredita que o suspeito é realmente culpado. Mas… ao contrário do que todos esperavam, Kwon Joo afirma que ele não é o assassino e, por causa disso, o suspeito é liberado.

Diante disso, a prota é desacreditada e se afasta da delegacia.

Três anos depois… Moo Jin Hyuk está um caco! Em nada lembra o investigador competente de antes. Já a prota está voltando dos Estados Unidos para trabalhar na mesma delegacia.

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Como vocês podem imaginar, o reencontro dos dois não é nem um pouco amigável, mas… independente disso, eles terminam trabalhando juntos.

E é com esse pano de fundo que Voice apresenta os mais variados casos, ao mesmo tempo em que tece lentamente o caso central, que une os dois protagonista.

PERSONAGENS

Voice NÃO é um drama focado nos personagens! Pouco se pode falar sobre Moo Jin Hyuk e Kang Kwon Joo, pois não há um grande desenvolvimento da personalidade ou da vida pessoal dos dois. O ponto central do drama são os casos, tanto o caso principal, quanto os genéricos. Em contrapartida, o vilão é o mais bem desenvolvido todos, como uma forma de explicar o porquê dos crimes e pra que a gente possa ter mais raiva ainda de tudo ~eu não vou falar absolutamente nada do vilão, que é pra não dar spoilers~.

Mas… de qualquer forma, vou apresentar os protagonistas aqui pra vocês.

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Após um período afastada, Kang Kwon Joo retorna decidida a achar o verdadeiro culpado pela morte de seu pai. Com isso, resolve implantar um novo sistema de atendimento, mais rápido e eficaz, chamado de equipe Golden Time.

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A prota possui uma habilidade especial, uma espécie de 6º sentido. Ela tem uma audição incrivelmente apurada, capaz de ouvir e identificar até os ruídos mais baixos e imperceptíveis ao ouvido humano. E é essa capacidade peculiar que ela usa pra tentar localizar e ajudar as vítimas.

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Enquanto isso, Moo Jin Hyuk, mais conhecido como Cachorro Louco, está em declínio na sua carreira policial. Ao reencontrar a prota, é recrutado pela Equipe Golden Time e, mesmo que inicialmente contrariado, passa a trabalhar junto com Kwon Joo.

A união do talento peculiar da prota com a capacidade de investigação do prota são essenciais para o caminhar da trama e para a resolução dos casos. Mas, além deles dois, a equipe possui mais três personagens secundários.

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Shim Dae Shik é policial e amigo de muito tempo do Jin Hyeok. Mesmo relutante, entra pra equipe com o prota para ajudá-lo. São eles dois que fazem o trabalho de campo da Golden Time. Indo a procura das vítimas, enquanto a prota tenta tranquiliza-las ao telefone.

Park Eun Soo e Oh Hyeon Ho são funcionários da central de atendimento da Golden Time, junto com a prota. Felizmente o roteiro soube aproveita-los e cada um terá um momento de destaque, em que participarão ativamente de um dos casos.

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Jang Gyeong Hak não pertence a Golden Time, ele é chefe da equipe de crimes violentos. E sinceramente? Ele só embaça tudo! Tinha meio que uma competiçãozinha com a Golden Time e aí às vezes ele atrapalhava tanto, que eu ficava me perguntando se ele era mesmo policial. >T

OS CASOS POLICIAIS

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Olha… eu devo confessar a vocês que não sou uma grande fã de dramas ou mesmo séries baseados em tramas semanais genéricas. Eu gosto de continuidade, de criar laços e de me importar com as pessoas envolvidas da história.

Mas em Voice… isso foi totalmente revogado e eu me peguei ansiando fervorosamente pelos casos e ficando nervosa cada vez que o telefone da polícia tocava com a ligação de uma nova vítima.

Se tem algo que Voice soube usar brilhantemente, foi o clima de tensão. O roteiro é ágil e está sempre sendo cronometrado, pois qualquer minuto que a equipe perde, diminui as chances de encontrar a vítima com vida.

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E foi exatamente o modo como essa tensão foi construída uma das qualidades do drama. Ao invés de tentar solucionar um crime que já aconteceu, a Golden Time corre contra o tempo para evitar que o homicídio ou a agressão ocorra. Claro que normalmente thrillers recorrem ao recurso do tempo apertado, mas em Voice conseguiram fazer isso de maneira sensacional.

Prestenção, que vou explicar como funcionam os casos.

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A vítima liga pra estação da polícia e diz que está sendo perseguida/agredida/presa/etc. Daí, desde esse momento, os policiais de campo são acionados para tentar encontrá-la, antes que um crime pior, normalmente homicídio, aconteça. Enquanto isso, a vítima continua ao telefone com a Prota, que consegue não só pedir informações à vítima do possível local em que ela se encontra, como ouvir os ruídos ambientes e usá-los para tentar solucionar o caso.

Tensão + suspense + cronômetro correndo? Eu quase me contorcia de nervosismo assistindo!

Apesar da premissa inicial ser a mesma ~telefonema, novo caso, policiais procurando a vítima~ Voice conseguiu não ser repetitivo. Pois o roteiro soube criar casos e formas diferentes de apresentação e solução.

E pra chocar ainda mais, o drama começou a apresentar cenas e casos cada mais sanguinolentos, algumas até pareciam mais adequadas ao gênero horror, que a thrillers propriamente dito, sabe? E seu eu gosto de horror? Eu ADORO! Adoro cenas marcantes, em que o sangue e a violência são usados de maneira consciente, com objetivo estético e pra chocar o telespectador.

~Acho que pareci um pouco psicopata nesse parágrafo de cima. Desculpem. Não sou, tá, gente~

Junto a isso, há o caso central, sobre o assassinato dos familiares dos protagonistas, que é construído aos pouquinhos. Primeiro são pequenas pistas, depois episódios inteiros dedicados a ele, para, por fim, invadir o drama e virar o foco da história. É a partir daí que a trama se aprofunda, aumentando o número de personagens importantes e a brutalidade das cenas de violência, ao mesmo tempo que diminui a tensão.

Pois é. Estranhamente, o roteiro não conseguiu manter a mesma tensão na hora de construir uma trama maior. De propósito ou não, não me incomodou. Entendi como uma forma diferente de apresentar o caso principal: menos tensão, mais sangue.

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Além disso tudo, gostei da realidade que os casos passavam. Apesar de ser uma história de ficção e contar com aqueles exageros característicos, a grande maioria dos casos retratavam violências, infelizmente, bastante comuns a nossa sociedade moderna. E isso tudo me fazia refletir e pensar não só no drama, mas na própria vida.

VEREDITO

Voice é intenso, violento e cheio de suspense.

Alguns episódios me deram medo, outros me deixaram chocada e ainda teve aqueles que me fizeram refletir sobre a vida. E eu gostei demais de tudo isso! Inclusive, meu horário preferido de assistir os episódios era tarde da noite. Parece coisa de masoquista (talvez até seja :x), mas eu gosto de dramas que me fazem sair da zona de conforto e sentir exageradamente. E Voice fez isso comigo.

Pra quem gosta de thrillers e dramas policiais, é uma ótima pedida.

Provavelmente entrou pra minha lista de melhores do ano u.u

ONDE ASSISTIR?

Voice está disponível legendando no Drama Fever, no Viki e no Kingdom Fansubs.


Beijinhos.

E té mais.

Reply 1988

“Me fez sofrer demais,
mas te olhando eu fico bobo
Por isso Deus me livre de encarar você de novo

Hoje vim fazer a resenha de um drama muito maravilhoso. Reply 1988 foi o terceiro drama da série Reply, da tvN. Antes vieram o Reply 1994 e o Reply 1997. Não assisti o 1994, mas devo dizer que achei o 88 infinitamente superior ao 97.

Pra quem não conhece, a série Reply conta histórias independentes sobre um grupo de amigos ambientado em alguma década passada (1988, 1994 e 1997). Uma das suas características principais é tentar descobrir com qual amigo da sua adolescência a protagonista se casou. E pra aumentar o suspense e tornar tudo mais interessante, os dramas mesclam cenas do presente com os flashbacks adolescentes.

Não quero me estender demais na introdução, então vamos começar logo esse desabafo essa resenha.

 

Ficha técnica
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Títulos: Reply 1988 / Answer Me 1988
Rede de transmissão: tvN
Ano transmissão: 2015/2016
Gênero: Familiar / Comédia
Capítulos: 20
Cast principal:
Hyeri como Sung Deok Sun
Ryu Joon Yeol como Kim Jung Hwan
Park Bo Gum como Choi Taek
Go Gyeong Pyo como Sung Sun Woo
Lee Dong Hwi como Ryu Dong Ryong
 .

 

 

Reply 1988 é lindo! Os personagens, as relações familiares, as amizades… Tudo é bem construído e natural.

O dorama mostra o cotidiano de um grupo de vizinhos na pacata região de Ssangmundong, em Seul. E o que é mais legal é que ele faz isso de maneira bem realista. Não há vilões ou mocinhos. Há pessoas! Com qualidades e defeitos, que erram e acertam, sofrem e se alegram, resumindo… bem como é a vida mesmo.

E como eu amei essas pessoas, gente!

Não sei se podemos dizer que há apenas um ou uma protagonista. Todos que formam essa grande família são importantes e tem sua próprias histórias pra contar. E acompanhar cada uma delas foi maravilhoso.

SUNG DEOK SUN

Deok Sun, ou Soo Yeon (piada interna), é a “prota” que conta história junto com seu marido.

Ela não é a aluna mais dedicada ou uma pessoa determinada e cheia de sonhos, mas é doce, gentil, esperta e muito alegre e bem humorada.

Sua família tem problemas financeiros, por isso moram no porão da casa ryca da rua. Deok Sun é a filha do meio e se sente esquecida e excluída pelos pais. Além disso, vive levando grito da irmã mais velha, responsável e estudiosa, com a qual é sempre comparada. Sim, nossa “prota” é a famosa mazela.

KIM JUNG HWAN

Jung Hwan é um dos tipos de personagens que mais gosto, o que se faz de frio por fora, mas por dentro é um fofo. Está sempre pensando nos outros e ajudando-os silenciosamente.

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Gosta da Deok Sun, mas nunca tem coragem de se declarar. Inicialmente por medo e pela sua própria personalidade e depois por causa do triângulo amoroso em que se vê envolvido.

Mora com os pais e o irmão mais velho na casa mais ryca da rua. Seu pai tem uma personalidade mais expansiva e brincalhona, seu irmão já tentou vestibular por uns 9 anos e não conseguiu passar e a mãe é quem cuida da casa e de todos os três.

CHOI TAEK

Taek é o gênio da rua e, por conta disso, é tratado com bastante carinho e cuidado por todos. Como se fosse um troféu pelo qual precisam zelar.

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Calado, introvertido, gentil, maduro, e ao mesmo tempo parecendo uma criança, Taek é jogador profissional de baduk e uma espécie de celebridade da Coréia. De tanto jogar e treinar, vive cansado, com sono e alimentação desregulados e tomando remédios.

SUN WOO

Sung Sun Woo é órfão de pai e mora com sua mãe e sua irmãzinha ~fofa~ mais nova. Talvez por conta disso, tenha amadurecido cedo. Ele é responsável, educado, estudioso, bom filho e irmão amoroso.

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Foi o primeiro crush da prota, mas ele gosta mesmo é da Bo Ra, irmã dela. E devo dizer que os dois vão ter um romance muito bonito e realista, sempre conversando, se apoiando e enfrentando seus problemas juntos. Além disso, é por meio do romance deles que ficamos conhecendo melhor a Bo Ra. Se em casa ela é mal humorada e abusada, ao lado do Son Woon passamos a saber suas motivações e conseguimos nos aproximar e entende-la melhor.

RYU DONG RYONG

O alívio cômico do grupo ~junto com Duk Sun~. É divertido, odeia estudar e, de acordo com ele, é um ótimo dançarino e cantor. É filho único e tanto seu pai, quanto sua mãe passam o dia trabalhando, por isso ele se sente sozinho e carente, o que o faz cometer algumas besteiras, às vezes.

AS AHJUMMAS E OS AHJUSSIS

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Não há como falar de Reply sem comentar sobre as Ahjummas e os Ahjussis. Trabalham, cuidam dos filhos, uns dos outros e ainda encontram tempo pra rir, namorar, beber, dançar e jogar.

Os adultos e suas histórias são tão importantes e apaixonantes quanto as dos adolescentes. Eles nos mostram que a vida continua depois que crescemos. Os problemas serão outros, mas ainda haverá brigas, discussões, fofocas, reclamações, insegurança, bem como, amizades, apoio, consolo e alegrias.

Uma das coisas que mais me impressionou em Reply foi justamente essa capacidade de nos apresentar pessoas e vidas tão comuns e ainda assim tão cativantes.

Jamais pensei que um simples jogo de Go Stop pudesse ser tão emocionante como a partida que os pais e mães de Reply disputaram em um dos episódios. Desde a edição de imagens, em que alternava cada adolescente descrevendo as características peculiares de seus pais enquanto jogadores, até o roteiro, que criou um clima de “quem será o melhor?” e culminou no final precoce da partida, tudo contribuiu pra que uma simples cena cotidiana pudesse empolgar e divertir. E é assim durante todo o drama.

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ANOS 80

Nostalgia, gostinho de Sessão da Tarde e as dificuldade e maravilhas da década mais brega de todas… Tem como não amar?

Comparado ao Reply 1997, a ambientação do 1988 foi mais bem feita e profunda. Talvez pelo 97 focar praticamente em apenas uma características da década: os idols e as fãs.

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No 88 não. Tudo tudo tudo é referência ao período: desde os filmes, aos objetos, música, brincadeiras na escola, alimentação, criação dos filhos, etc. Aqui, a década de 80 é um personagem vivo.

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Que negócio de MV o que? Isso é coisa de juventude Nutella. Na década de 80 era videotape, tá? hahahahaha

A AMIZADE

Os cincos personagens principais moram na mesma rua e são amigos desde criancinhas. A amizade entre eles e suas famílias é a coisa mais legal do drama. Cada um tem seu jeitinho, seus “talentos”, seus problemas e todos terão tramas próprias e histórias bem construídas, algumas mais interessantes, outras mais banais, mas ainda assim, todas capazes de emocionar. Não adianta, é impossível assistir ao drama e não se apegar ou se identificar com pelo menos um deles.

Sejam apenas conversando, comendo, assistindo filmes ou discutindo sobre seus problemas, a amizade em Reply nos lembra que o conceito de família vai muito além dos laços sanguíneos ou amparados por lei. As pessoas com quem crescemos, os amigos que nos apoiam e os vizinhos que nos acolhem também podem ser considerados nosso lar.

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Era interessante perceber que, apesar de ser o mais introvertido e ficar praticamente calado quando estava com os amigos, o Taek funcionava mais ou menos como uma cola do grupo. Todos ficavam esperando ele voltar dos torneios para comemorarem, caso ele vencesse, ou para o consolarem, no caso de uma derrota. Era na casa do Taek que eles costumavam se encontrar pra comer, assistir filmes e dormir juntos.

Uma das cenas que mais me emocionou foi quando o Taek perdeu uma partida e voltou pra casa super triste. Ao longo do caminho, ele foi encontrando os adultos e todos foram falando palavras de consolo. Mas isso só parecia o deixar ainda triste. E até um pouco impaciente. Daí… quando chega em seu quarto, todos os 4 amigos já estão lá, esperando-o. E são eles que o fazem se sentir melhor e até esboçar um sorriso. ❤ É muito amor por esses 5 personagens, meu povo!

 

A partir daqui, o desabafo texto CONTÉM SPOILERS! Spoilers mesmo.. Spoilers pra c*ralho.

O POLÊMICO MARIDO

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Como foi dito, a série tem como característica a descoberta pelo marido da protagonista. E ao longo da história, vão sendo dadas dicas. Porém, o que faz a escolha ser verdadeiramente coerente ou não é o roteiro. É o caminho percorrido até lá e a definição de quem é o casal principal.

Reply 88 parecia ter deixado isso bem claro, como o 97 deixou, mas… só parecia. Em algum momento da história que estavam construindo, os roteiristas decidiram mudar o rumo das coisas e o foco passou do Jung Hwan para o Taek.

E eu só consigo imaginar que isso aconteceu por que, em alguma das reuniões de roteiro, ocorreu o seguinte diálogo:


Roteirista e produtores se reunem pra decidir os próximos capítulos do drama. Começa a reunião.
– O Park Bo Gum é muito fofo. E fez um Taek ainda mais fofo.
– Verdade.
– É.
– É.
Todos concordam.
– Além disso, sua popularidade está aumentando cada vez mais.
– Verdade.

– É.
– É.
Novamente todos concordam.
– E se – pausa dramática – ele fosse o marido?

– Ah, mas ja tá decidido desde o começo que o marido é o Jung Hwan. Já criamos o roteiro focando mais na história dele com a Deok Sun, inclusive, o plot do personagem é basicamente isso: ser apaixonado pela vizinha.
– É… mas ainda faltam 4 episódios pro final. Podemos criar um romance entre o Taek e a protagonista nesses episódios e pronto. E aí ele fica sendo o marido. Além disso, existem as dicas, né? A gente acrescenta algumas que apontem pra ele.
– Mas os telespectadores não vão ficar com raiva?
– De que? De shippar errado?
A sala inteira ri incessantemente.
Depois de um tempo, alguém fala a única verdade absoluta do universo:
– Dorameiro já está acostumado.
Todos concordam. E a reunião acaba.


Não há outra explicação! Sério u.u

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E essa mudança repentina (ninguém tira da minha cabeça que eles mudaram o marido no decorrer da história) gerou não só um problema de roteiro, como deixou o Jung Hwan completamente aleatório.

Vamos por partes.img REPLY 8

Taek desde sua criação como personagem tinha um plot próprio, independente do romance. Ele era o menino sensível e solitário, que vivia apenas para jogar baduk. A jornada dele como personagem, pelo menos no início, era o seu crescimento pessoal e como ele foi se tornando alguém mais forte, que fazia algo mais além de jogar, que não precisava mais do cuidado zeloso dos amigos ou da atenção exagerada do pai. Mostrar a trajetória de um personagem que mal consegue amarrar o cadarço para alguém adulto e independente já é interessante por si só. Inclusive o amor dele por Deok Sun, pelo que eu enxergava, era apenas mais uma etapa desse amadurecimento. Além de aprender a fazer o que gosta e quer, Taek, pra crescer, precisava aprender sobre o amor.

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Em contrapartida, Jung Hwan desde o começo teve apenas um plot principal: o amor pela vizinha. Que inicialmente ele não tinha coragem de confessar e que depois se tornou o conflito de gostar da mesma menina que seu amigo que você ama e cuida. Esse foi plot do Jung Hwan. Sempre. Desde o segundo episódio quando ele sorri ao ver Duk Sun na abertura dos jogos olímpicos. Ele não teve outro além da descoberta do primeiro amor.

Daí, um personagem que começou como um dos principais, nos 5 a 4 episódios finais é abandonado pelo roteiro, assim como foi pela vizinha. Pois não há nada mais a acrescentar em sua história além desse amor não correspondido e ~diga-se de passagem~ não declarado diretamente.

Criar um personagem, construir sua história baseada em um romance, lhe dar mais tempo em tela e desenvolver esse romance para no final ele ter servido apenas como isca, me pareceu não só falta de planejamento, mas também injustiça com o próprio personagem, que se viu no último episódio reduzido a um mero coadjuvante.

Além disso, essa mudança fez com que o romance entre Taek e Duk Sun tivesse que ser construído às pressas, pois ela não demonstrava sentir nada pelo Taek além do carinho e amor que se tem por um irmão mais novo. Por conta disso, o último episódio precisou de uma compilação de uns 15 minutos de cena aleatórias do relacionamento dos dois para que conseguíssemos entender que eles eram realmente um casal.

E, como se não bastasse, restou ainda a disparidade entre a personalidade do atual marido e a do Taek que conhecíamos! Todos os personagens que aparecem nas cenas do presente, Sung Bo Ra e Sung No Eu, não sofreram mudanças em sua essência. O que é resumido por Duk Sun com a seguinte frase: “As pessoas não mudam”. Mas o Taek atual em NADA lembra o do passado. O que, pra mim, só reforça a incoerência do roteiro.

Pausa para apreciar a fofura e beleza do Jung Hwan.

 

 

VEREDITO

Ainda assim, indico Reply 1988 de olhos fechados!

Por que ele é bem maior que o shipp ou que a descoberta do marido. Ele é sobre as relações familiares, sobre os amigos que viram família, sobre a juventude e sobre a inevitável passagem para a vida adulta.

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No último episódio, eu devo ter chorado inconsolavelmente por uns 20 minutos. Casar, sair da casa dos pais, virar adulto, tudo isso é assustador demais! É por isso que gostamos de manter com carinho na memória aquele cantinho ou aqueles amigos de infância, época em que tudo era mais fácil, mesmo que igualmente dolorido. E Reply conseguiu trabalhar todos esses sentimentos e transmiti-los de maneira delicada e verdadeira.

Engraçado, sensível, comovente e muito muito lindo.

Simplesmente assistam! Assistam! Assistam! Assistam!

ONDE ASSISTIR?

Reply 1988 está disponível legendado no Viki e no Dramafever.


É isso.

Beijinhos.

Você é feminista?

Hoje decidi fugir um pouco dos doramas e falar sobre feminismo.

O empoderamento feminino vem ganhando força nesses últimos anos (ainda bem!). E aí vejo muitas mulheres com algumas dúvidas e dizendo coisas como: – eu não sou feminista por que as feministas são todas chatas – Eu não gosto do feminismo – Eu não sei se sou feminista, ó.img mulan 4

Então resolvei falar um pouquinho sobre isso. Por que, sim, sou feminista e amo ler e conversar sobre o assunto.

Primeiro de tudo, acho que precisamos explicar direitinho o que faz uma pessoa ser feminista ou não, né?

Segundo, preciso esclarecer uma coisinha. O feminismo é um movimento mundial e plural! Ele está em constante construção. Não é algo estático, em que se pode dizer: pronto, taqui, construímos o feminismo e agora ele não muda nunca mais. Existem vários feminismo!

Mas… mesmo com essa diversidade toda, existe um testezinho rápido que você pode fazer pra saber se você é feminista ou não.

Está preparada?

Então vamos lá!

Simone de Beauvoir
Simone de Beauvoir

Você acha que homens e mulheres devem ter direitos iguais?

(   ) sim

(   ) não

Se você respondeu sim para a pergunta, migaaaa, você é feminista!

Se você respondeu não, miga, senta aqui, vamos conversar. Me conta por que você acha isso, me deixa tentar entender o que você tá pensando. Vamos dialogar!

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Fonte: Face do Armandinho

Prosseguindo…

Talvez… mesmo respondendo ao teste, você tenha ficado com algumas dúvidas e queira fazer algumas perguntas, não é?

Pois simbora responder algumas delas.

1- Mas, Nath, homens e mulheres já são iguais perante a lei. Então pra que serve o feminismo?

img MOANA 1Verdade. Segundo o art. 5º da Constituição Federal:

Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, (…) nos termos seguintes: I – homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição“.

A questão é… na vida real e no nosso cotidiano, isso acontece? Você acha que a sociedade trata todos de maneira igual? Rico, pobre, mulher, homem, negro, branco, etc?

Bom… tenta lembrar algumas situações do seu dia-e-dia e responder as seguintes perguntas:

  • Quem normalmente é responsável pela maioria das tarefas domésticas de uma casa?
  • Os cargos de gerência são majoritariamente formados por homens ou mulheres?
  • Em casos de filhos de pais separados, quem normalmente tem mais responsabilidades ou compromisso na criação dos filhos?
  • E em casos de pais que moram juntos, esse cenário muda?
  • Quando você era criança/adolescente quem costumava ir aos médicos com você?
  • Os casos de violência doméstica são mais comuns em mulheres ou em homens?
  • A sociedade se incomoda mais com o que as mulheres vestem ou com o que os homens vestem?
  • Em uma festa, é mais normal passarem a mão na bunda dos homens ou das mulheres?
  • Existem mais políticos homens ou mulheres?

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Eu poderia fazer uma lista quase interminável só com situações práticas que demonstram essa diferença. Mas… acho que já deu pra pegar o um pouco o espírito das coisas, né? Existir uma lei não muda muita coisa, enquanto a mentalidade da sociedade não mudar. E pra isso a gente tem que discutir, debater e reclamar sim!!!

2- Nath, feminismo é o contrário de machismo?

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Não, não é, nem nunca foi. Machismo é o comportamento que defende a superioridade do homem. Já o feminismo defende a igualdade de gêneros.

Ah, mas, Nath, quase não existe mais machismo. Sim, gente. Existe! Existe muito! Mesmo que de maneira velada. A questão é que esse conceito fica tão preso no nosso subconsciente que a gente não percebe. Aí acabamos repetindo coisas como: meu namorado me traiu, vou já saber quem foi a vadia; mulher gosta de dinheiro; minha filha não vai namorar; dentre outros absurdos que escutamos por aí.

3- Eu posso ser feminista e ser dona de casa? Sou obrigada a trabalhar, mesmo que eu queria me dedicar a minha família e meu marido?

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Não, você não é obrigada a nada. O que queremos é que mulher tenha liberdade na hora de escolher. E quando eu digo liberdade, eu falo na prática, liberdade efetiva! Às vezes até parece que a gente tem liberdade por que estudamos em colégios mistos, fizemos faculdade, assim como os meninos, mas… aí a mulher vai entrar no mercado de trabalho e dependendo da área ela terá maior e dificuldade do que os homens ou vai ganhar menos ou ela, quando casa, tem que trabalhar e fazer as tarefas domésticas ou quando tem filhos tem que trabalhar e cuidar dos filhos. Isso tudo cansa e dificulta. O que queremos é que homens e mulheres sejam ensinados a cuidar da casa e dos filhos e a terem uma carreira. Se a sociedade passar a encarar homens e mulheres como igualmente responsáveis pelo cuidado da família, da casa e por terem uma carreira, aí sim poderemos dizer que a mulher é livre para escolher.

4- As feministas fazem muitas passeatas tirando a roupa, mas eu não concordo com isso.

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Fonte: Face do Armandinho

Tudo bem. Se você não quer tirar a roupa, não tem problema nenhum, é um direito e uma escolha sua. Existem correntes feministas que fazem esse tipo de protesto pra mostrar que, se os homens podem andar sem camisa por aí, então nós também podemos. Mas você não é obrigada a fazer isso, é escolha sua. Novamente… a luta feminista é apenas pra conseguir maior liberdade para as mulheres para que, caso elas queiram, elas possam tirar a blusa ou andar sem sutiã sem sofrerem por isso.

5- A verdade é que eu não me sinto representada pelas feministas, elas parecem muito radicais.

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Como todo movimento social, o feminismo possui vertentes, algumas mais radicais, algumas menos. Claro que a mídia e as redes sociais costumam dar mais publicidade pros grupos mais radicais, pois eles chamam mais atenção!!! Mas… tenho infinita certeza que se você procurar, você conseguirá encontrar feministas que são donas de casa, que gostam de cozinhar, de cuidar dos filhos, mimar o marido. Será que você se sentiria representada por feministas assim? E… se ainda assim você não se sentir representada, você mesma pode levantar sua bandeira. “Eu, Nath, sou feminista e tenho vergonha do meu próprio corpo!”. O feminismo é plural, por que nós, pessoas, somos assim.

6- Eu já li que o homens não podem ser feministas. É verdade?

De novo a gente entra na questão da pluralidade de vertentes feministas. Umas dizem que eles só podem ser pró-feminismo, outras dizem que podem ser feministas sim. Mas… uma coisa é comum a todas: ainda que os homens possam ajudar, o protagonismo da luta feminista tem que ser das mulheres sim!

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Maria Quitéria: a “Mulan” brasileira

Seria algo mais ou menos assim… digamos que você fez 18 anos e quer ter um carro pra se sentir independente. Acho que quem já comprou o próprio carro aqui, sabe que isso tem um gostinho bem diferente de ganhar um carro dos pais. Comprar seu próprio carro com você mesmo significa que você precisou lutar e se esforçar pela sua independência, ela foi mais sofrida e, sendo assim, mais preciosa. Sabe aquele ditado: tudo que vem fácil, vai fácil? Então… se os homens lutarem pela gente, alguma dia eles poderiam retirar nossas vitórias. Se nós mesmas lutarmos, significa que somos fortes o suficiente pra alcançar nossos objetivos, defendê-los e lutar de novo, caso seja necessário. Deu pra entender?

7- Eu gosto muito de arrumar, andar maquiada e bem vestida, mas as feministas dizem que isso é um padrão imposto pela sociedade. E aí, preciso ser desleixada?

Não, miga. Se arrume, se produza, se joga! Levante sua bandeira e diga: sou feminista e sou barbiezinha. Na história do feminismo (e da moda), em certo momento, mulheres consideradas fortes eram aquelas que possuíam características que eram consideradas masculinas. Daí, as mulheres da época usavam terno, calças e gravatas. Hoje em dia, isso mudou. Achar que feminilidade é sinal de fraqueza, é machismo e mostra o quando ainda temos que mudar e construir.

O que o feminismo atual discute é: você realmente está se arrumando por que quer ou por que desde criança você ganhou bonecas maquiadas e bem vestidas? Ou por que as novelas ensinaram que pra conquistar um paquerinha, você precisa se arrumar? Ou ainda por que as mães e pais chamam a filha de “minha princesinha” e o filho de “meu garotão”? Esse é o questionamento do movimento! Nós somos ensinadas a ser bonitinhas e arrumadinhas desde criança, então será que realmente temos liberdade?

Ah, Nath, mas mesmo me questionando sobre isso, eu quero ser barziezinha! Então seja. O feminismo defende exatamente isso: seja quem você quiser!!!

8- Nath, tudo bem. Entendi tudo. Mas mesmo assim eu não quero ser chamada de feminista, ó. Tem algum problema? Sou obrigada?

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Não, não é. Mas… só em você se chamar de feminista, você já estaria ajudando e isso seria MUITO BOM. Infelizmente, por conta dos mitos que rolam pela net, a palavra feminista adquiriu um tom pejorativo. Essa reação já demonstra o machismo impregnado em nossa sociedade, pois ela está rejeitando um movimento que busca apenas a igualdade entre os gêneros. Então quanto mais mulheres tiverem coragem de dizer: sou feminista! Mais força nós mulheres ganhamos e mais unidas ficamos. Só em conversar com sua filha, irmã ou amiga sobre isso, você já está ajudando a desmitificar o movimento e dando força a ele.

Acho que uma das coisas mais importantes do movimento é a união entre as mulheres, que durante muito tempo foi sendo questionada pela sociedade, filmes, novelas, livros, piadas, e felizmente vem ganhando força. o/

Não esqueçamos: juntas somos mais fortes!

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Fonte: Face da Guta Garatuja

E aí? Deu pra tirar algumas dúvidas e responder direitinho se você é ou não feminista?

Espero que sim.

Beijinhos. E té mais.

Introverted boss

Introverted Boss foi um k-drama cheio de controvérsias.

Quando foi anunciado, eu entrei em festa e fiquei super ansiosa. Estávamos falando de Yeon Woo Jin como male lead, em um drama da tvN, com o diretor Song Hyun Sook e a roteirista Joo Hwa Mi! Ou seja, mesmo ator, mesma emissora e mesmo dupla de diretor/roteirista de Marriage, not dating. Com certeza viria Marriage, not dating 2 coisa boa por aí!

Os quatro primeiros episódios receberam muitas reclamações do público. Tantas, que a tvN lançou uma nota dizendo que iria reescrever partes do roteiro e regravar algumas cenas. Não sei exatamente o que mudaram, mas é verdade que do 5º episódio em diante os protagonistas pareciam mais acertados e o drama realmente melhorou.

Ainda assim, talvez por conta desse problema ou pelas altas expectativas, acabei me decepcionando um pouco. E vou tentar explicar aqui por que.

Ficha técnica

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Título: Introverted boss
Título alternativo: My shy Boss
Rede de TV: tvN
Ano de transmissão: 2017
Gênero: romance / comédia
Capítulos: 16
Cast principal:
Yeon Woo Jin como Eun Hwan Ki
Park Hye Soo como Chae Ro Woon
Yoon Park como Kwang Woon II
.

Sinopse

Eun Hwan Ki é CEO de uma empresa de relações públicas, a PR Brain. Por ser muito tímido, não possui um bom relacionamento com seus funcionários, que o acham frio e arrogante. Kwang Woon II, o CEO fake, é exatamente o seu oposto e tem uma boa relação com todos. Chae Ro Woon é uma jovem bastante expansiva que foi contratada pela empresa e está determinada a descobrir o que o Hwan Ki parece estar escondendo.

PERSONAGENS

Eun Hwan Ki / Boss

O Boss! Excessivamente tímido e introvertido, é sempre mal interpretado pelas pessoas por conta da sua inabilidade em se comunicar. Em seus pensamentos, ele é fofo e atencioso, mas nunca consegue externar exatamente o que sente.

Devido a alguns problemas na empresa, ele fica responsável por gerenciar uma nova equipe, a Silent Monster, que é formada pelas funcionárias Chae Ro Woon, Kim Gyo Ri, Dang Yoo Hee e pelos Eom Sun Bong e Jang Se Jong.

Chae Ro Woon

Nosssa prota. Extrovertida e espontânea. Chae Ro Woon é irmã da ex-secretária do Boss, Chae Ji Hye, que se suicidou na empresa. Desconfiada de que Hwan Ki tem alguma parcela de culpa na morte da irmã, vira funcionária da empresa com o objetivo de se vingar.

Kwang Woon II

O amigo Falsiane do Boss. Comunicativo, confiante e ambicioso, é ele quem apresenta as ideias do Boss e leva todo o crédito por elas. Está noivo da irmã do Boss, Eun Yi Soo, mesmo não parecendo muito feliz com o relacionamento.

O QUE GOSTEI

1- O Boss

Ao contrário dos demais, o Boss me cativou desde o começo. E, mesmo que eu tenha algumas críticas com relação ao seu desenvolvimento, ele foi meu personagem preferido e o que mais gostei de acompanhar.

Ele era tímido, gentil, fofinho e protagonizou praticamente todas as cenas engraçadas do drama. Demorava séculos refletindo sobre o que fazer ou dizer e, quando decidia, se atrapalhava e causava um mal entendido.

2-Eun Yi Soo (irmã do Boss) / Kim Gyo Ri

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Eun Yi Soo, irmã do Boss, e Kim Gyo Ri, membro da Silent Monster, equipe do Boss, poderiam ter sido reduzidas a apenas mais duas personagens-rótulo: a namorada-psicótica-carente e a tímida-sem-confiança.

Mas, ao contrário disso, não se limitaram e foram as personagens que mais evoluíram. Inclusive, ao contrário do Boss, o crescimento delas foi devidamente demonstrado. Elas realmente vivenciaram situações em que tiveram que enfrentar seus medos e mudar.

3- O clima

A junção de:

  • gif MY SHY BOSS 20OST divertida e bem acertada,
  • opening bonitinha,
  • boa fotografia,
  • desenhinhos na tela pra representar o pensamento do Boss,
  • efeitos sonoros engraçadinhos,
  • e as caras e bocas do Yeon Woo Jin

…deixaram o clima leve e descontraído e o drama super agradável de acompanhar.

Além disso, tem um romance gostosinho com direito a cenas engraçadas e bonitinhas. Sem falar num beijão pra ninguém botar defeito!!! :O

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O QUE INCOMODOU

Muitas vezes, algo que nos faz gostar ou não de um dorama é a forma como ele é vendido e a expectativa que se tem dele. Por exemplo, vejo muita gente reclamando do k-drama Healer (#todaschora) e acho que isso acontece por ele se vender como um drama de ação/suspense quando na verdade é um romance com um pouco de ação.

E foi exatamente isso que aconteceu com Introverted Boss.

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A história começa com uma mulher se atirando de cima de um prédio. No mínimo, isso cria na gente a expectativa de que teremos uma comédia romântica mais profunda com a abordagem de um tema mais sério e delicado, né não? Mas… não foi bem assim que aconteceu.

Simbora ver o que atrapalhou o andamento do drama.

1- A prota

Uma prota incomoda muita gente, duas protas incomodam, incomodam muito mais.

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Eu sei. Eu sei. A ideia foi criar uma prota exageradamente extrovertida pra fazer contraste com um mocinho muito tímido e calado e pra ficar parecida com Joo Jang Mi, a prota de Marriage, not dating.gif MY SHY BOSS 31

Entretanto… mais do que extrovertida, Cha Ro Woon era efusiva, invasiva e completamente sem noção! Não sabia quando ficar calada, como se comportar no ambiente de trabalho ou na frente de um cliente e não respeitava o espaço dos outros, resumindo, inconveniente e irritante.

Sei que o roteiro não ajudou, mas me pareceu que Park Hye Soo não conseguiu se encaixar no papel logo de cara e, por isso, demorou um pouco pra sua personagem não parecer tão forçada.

SPOILERS ABAIXO

No episódio 4, a Silent Monster está resolvendo um caso. Chae Ro Woon pressiona demais o cliente e em meio a uma discussão ele dá um tapa no rosto dela. Ela então diz que é por isso que gosta dele (oi?), por que ele é direto (tapa = ser direto? Oi de novo?). Daí o Boss se pergunta: “O objetivo dela não era me destruir? Por que ela está se esforçando tanto?” Devo dizer que eu estou me fazendo essa mesma pergunta até agora. Afinal… qual a motivação da prota? Qual? Qual? Quaaaaal? Ela espalha informação sigilosa sobre a empresa, persegue o Boss e diz que quer vingança, mas se esforça pros projetos serem um sucesso e fica triste quando a apresentação dá errado. Isso tudo fez com que seus sentimentos e objetivos fossem bastante confusos pra mim. E não foi resultado da caracterização da personagem, visto que ela é descrita como alguém fácil de ler, mas pelo roteiro desorganizado mesmo.

Outro momento que eu fiquei “Queeeee?” é quando o pai dela vai ao escritório do Boss com um galão de gasolina. Daí ela volta pra casa com o pai, tem uma discussão emotiva sobre a morte da mãe e da irmã e, quando o pai a expulsa, ela chega super feliz no apt do Boss, pedindo pra passar a noite lá. Eu fiquei meio que: mas, gente… cadê o sentimento dela? Ela é um robozinho de alegria? Ou apenas virou uma daquelas mocinhas que só pensam no mocinho e nada mais? Fica aí o questionamento u.u

FIM DOS SPOILERS

2- O ambiente e a equipe de trabalho

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Demorou d-e-m-a-i-s pra eu conseguir me apegar à equipe. A personalidade de cada um era bem pouco desenvolvida e eles não tinham muita química juntos. Não pareciam formar um grupo coeso, e sim apenas um monte de pessoas reunidas, entende?

Com o passar dos episódios, criei um carinho especial por todos eles e queria saber o que ia acontecer. Também achei que o entrosamento melhorou e as cenas em equipe se tornaram mais divertidas. Mas até isso acontecer… eu já tava ZZZzzzzZZzzzZZ

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Outra coisa que não gostei, foi que o ambiente e o clima no office não eram verossímeis. Primeiro por que não existia um cenário de office, eram simplesmente 5 mesinhas dentro do apartamento do Boss. Segundo por que não havia uma rotina de trabalho. Poucas foram as cenas em que mostrava o dia-a-dia de um escritório, com funcionários trabalhando, alguns chegando/saindo, outros resolvendo algum problema, etc.

3- Os estereótipos

Deram tanta atenção e importância às características contrastantes do casal principal, que ela ficaram exageradas e os tornaram estereotipados. E isso fez com que tanto os personagens principais, quanto os secundários fossem encaixados em rótulos. Um exemplo disso são os três  citados abaixo.

O tímido:

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Principalmente nos quatro primeiros episódios, o Boss parecia mais um louco ermitão preso na torre de seu castelo do que necessariamente alguém com fobia social.

Pra quem aí também tem dificuldade de comunicação, sabe que isso não é sinônimo de usar um sobretudo preto, cobrindo o rosto e se esgueirando pelas portas. Pessoas com transtornos e fobias são muito mais do que isso.

Eu sei que a intenção foi exagerar nas características do Boss para torná-lo engraçado, mas acho que acabou restringindo a complexidade do personagem, que se viu quase reduzido a uma caricatura.

A extrovertida:

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Assim como o Boss, a prota também recebeu um rótulo e devo dizer que o dela foi ainda mais limitador. Pouco ou quase nenhum progresso aconteceu na personalidade dela ao longo do drama.

A mãe:

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Dang Yoo Hee possui dois filhos pequenos e é descrita pelos CEOs Kang e CEO Eun como uma funcionária que acolhe e cuida dos demais, faz massagem, dá conselhos e chega distribuindo pão.

Cuidado + carinho + conselhos + alimentar os outros = instinto maternal = rótulo de mãe! Pro roteiro, alguém que se dedica as pessoas é por que obrigatoriamente é uma (?) mãe. Pois é… sexista assim.

4- O suicídio

Confuso e com um desfecho polêmico.

SPOILERS, SPOILERS, SPOILERS

Talvez tenham tentado criar um obstáculo grande no romance do casal principal, mas devo dizer que falharam miseravelmente.

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Mesmo quando a prota está decidida em vingar a morte da irmã, com pouco tempo desiste da ideia e já se apega ao Boss, completamente convencida de que ele é uma boa pessoa. Depois, quando descobre a verdade, o suicídio é rapidamente perdoado por ela e por seu pai. Ou seja, na prática, isso pouco atrapalhou o romance entre os dois.

Além disso, também não serviu para afastar o casal secundário. Eles já não se davam bem mesmo antes da tragédia e foi depois que eles conversam abertamente sobre o que aconteceu que se tornaram mais próximos.

E, por fim, o desenvolvimento do plot deixou uma grande dúvida: o suicídio foi coerente ou não com a trajetória de Ji Hye?

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Ji Hye parecia uma pessoa COMPLETAMENTE sensata e equilibrada, então por que ela iria acabar com a própria vida por fatos que couberam em apenas alguns minutos de alguns episódios??

A primeira explicação para  o suicídio é o fora ela que levou do Falsiane. Quando pensei que seria apenas isso, já peguei um abuso enorme do plot! >T Como assim vão mostrar uma mulher independente, com uma família amorosa e um emprego estável dando fim à própria vida por causa de um caso de uma noite??? Me poupe, se poupe, nos poupe, dona Coréia!gif MY SHY BOSS 1

Apenas perto do final é que descobrimos a verdade. Ji Hye tinha um amor não correspondido pelo Boss!!!! E aí… apesar de ainda NÃO ser a explicação que eu gostaria, consegui pelo menos encontrar uma justificativa para o ato desesperado dela. Vejamos se consigo me fazer entender.

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Ji Hye é descrita como a pessoa perfeita: esforçada, trabalhadora, paciente, carinhosa, boa filha, boa irmã, boa secretária, boa desenhista, boa em tudo… ufa! Uma pessoa que não costuma cometer falhas, certo? Então, em uma noite, comete o erro de ficar com o amigo do cara que ela gosta há séculos. E o pior! Houve toda uma discussão entre o cara que ela gosta e o que ela ficou! E nessa discussão Ji Hye foi tratada como se não valesse nada. E pra piorar ainda mais, a noiva é irmã do seu crush! E feriu a si mesma na frente dela! Pra alguém que parece ser perfeccionista como Ji Hye, errar é algo doloroso. E errar e ter os erros apontados na sua cara justamente por alguém que ela gosta… pode ter sido demais para aguentar. Com que cara ela iria trabalhar no outro dia? E, caso se demitisse ou fosse demitida, com que cara iria avisar à família?

Pode ainda não ser a explicação ideal (e eu acredito que não é!), mas ainda acho que remorso e culpa são motivos melhores para um ato de desespero do que um fora do crush.

FIM DOS SPOILERS

VEREDITO

Introverted Boss começou bagunçado e, mesmo com a revisão de roteiro, pareceu sofrer com isso.

Por isso, pra mim, conseguiu entreter, masfoi um drama totalmente esquecível.

Se você quiser assistir apenas uma comédia romântica divertida pode ver Introverted Boss numa boa. Caso queira algo mais profundo, melhor procurar outro drama.

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Fechô?

ONDE ASSISTIR?

Introverted Boss / My Shy Boss  está disponível legendado no Dramafever e Kingdom Fansub (necessário cadastro).


E é isso. Cabô.

Beijinhos.

Shopping King Louis

“Doce, doce, doce
A vida é um doce
Vida é mel
Escorre da boca
Feito um doce pedaço de céu”

Shopping King Louis é um k-drama todo feito de açúcar.

Eu o assisti ainda em 2016, quando não possuía o blog, então nem passou pela minha cabeça resenha-lo. Mas aí uma leitora comentou pedindo pra falar sobre ele e eu não pude ignorar. ❤

Umbó se encher de algodão-doce!

OBS: O texto contém alguns spoilers.

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Título: Shopping King Louis
Rede de TV: MBC
Ano de transmissão: 2016
Gênero: romance / comédia
Capítulos: 16
Cast principal:
Seo In Guk como Kang Ji Seong / Louis
Nam Ji Hyun como Go Bok Shil
Yoon Sang Hyun como Cha Joong Won
Im Se Mi como Baek Ma Ri
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Sinopse

Kang Ji Seong é um chaeboll que cresceu trancado em uma mansão na França por causa da superproteção de sua avó. Quando ele retorna a Coréia, sofre um acidente de carro e perde a memória. Sozinho, sem saber quem é e vagando no meio da rua, ele encontra Go Bok Shil, uma garota que morava na zona rural e veio para Seul procurar por seu irmão mais novo. Juntos, Bok Shil e Louie, vão aprender a viver nessa selva de pedra enquanto procuram o irmão de Bok Shil e tentam recuperar a memória de Louie.

ASSISTIR OU NÃO ASSISTIR?

Se você gosta de doramas cheios de tretas, reviravoltas, vilões malvados, Shopping King Louis não é pra você.

Agora se você quer um dorama com uma casal amorzinho, uma história simples e bonitinha que lhe faça vomitar arco-íris, aí você PRECISA assistir Shopping King Louis.

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OBS: Vocês viram lá em cima que no poster do dorama tem os personagens dentro de caixinhas imitando uns bonequinhos numa prateleira? Vocês podem pensar que essa imagem se refere ao fato de o Louie ser o rei das compras. Mas digo logo que não é isso! É pra gente ter ainda mais vontade de colocar todos os personagens em um potinho e levar pra casa, ficar observando, cutucando, balançando e deixa-los em uma estante pra adoçar o ambiente.

O QUE SHOPPING KING LOUIS TEM

1- Clima gostosinho

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Ain, que sensação boa que é assistir Shopping King Louis! Não tem vilões que lhe dão raiva, não tem sofrimento, nem lágrimas, é algo alegre, engraçadinho e que lhe faz sorrir de orelha a orelha.

Ele tem a mesma pegada de Weightlifting Fairy Kim Bok Joo. Aquele ar de conto de fadas, sabe? Acho que a diferença principal entre os dois, é que WFKBJ tem um casal e uma trama mais realistas, enquanto Shopping King Louis não. Tudo aqui é irreal, parecido com um sonho!

É tudo tão leve, que os próprios vilões não fazem tantas maldades assim e não conseguem dar raiva em ninguém!

2- Casal SUPER fofo

Bok Shill e Louie são um dos casais mais fofinhos que já vi. Parecem duas crianças inocentes descobrindo o amor. São tantas cenas bonitinhas dos dois, que eu terminava todo episódio encantada.

Inicialmente, Louie mais atrapalha do que ajuda Bok Shil. Ele é quase um encosto na vida dela. Um encosto muito fofo, é verdade u.u Mas ainda assim, um encosto. Por isso, além de aprender a cuidar de si, ela precisa cuidar dele.

Daí, à medida que os dois vão se apaixonando, Louie percebe que amar não é apenas receber, é principalmente dar. E é isso que o faz crescer e deixar de ser apenas o garoto infantil que causa problemas para se transformar no namorado que cuida, ajuda e apóia a pessoa amada.

E mesmo com toda a evolução dos protagonistas, os dois não perdem a sua essência e continuam o casal doce, puro e meigo. Eu poderia passar um episódio inteiro só vendo-os conversar ao telefone ou cozinhando juntos que ainda assim não cansaria!

3- Clichês, clichês e clichês

Shopping King Louis possui vários dos clichês de doramas românticos. E isso tá longe de ser uma desvantagem!

Primeiro por que os clichês existem para serem usados. Se bem utilizados e encaixados na trama, eles dão aquele ar de romance próprio dos dramas asiáticos e que já estamos acostumados, algo como se o avisasse: sou um dorama! E se a gente assiste dorama, é por que a gente gosta da fórmula, né?

E segundo por que Shopping Louie King é o tipo de drama em que os clichês tem um clima não muito convencional.

Quer saber por que digo isso?

Pois simbora que eu vou tentar explicar!

O chaeboll

O clichê dos clichês! Sempre tem um chaeboll no meio do caminho, né?

Louie é um chaeboll que foi criado pela avó superprotetora e por isso passou a vida isolado e praticamente sem sair de casa. Ele se torna viciado em compras, pois é praticamente a única atividade que poderia fazer de dentro de seu quarto ou que sua avó aprovava que saísse para fazer.

Mas, apesar do Louie ser um chaeboll, ele passa boa parte da trama pobre e sem conseguir comprar nem um cafezinho direito. Mesmo quando ele recupera sua memória e volta a morar em sua mansão, ele não tem aquele ar extremamente confiante, arrogante, mulherengo ou garotão como a maioria dos chaebolls de doramas.

A mocinha pobre e trabalhadora

Go Bok Shil é a nossa protagonista pobre e batalhadora. Mas, gente, ela não é só pobre! Na verdade, ela vivia em uma zona rural quase inabitada com a avó e o irmão, completamente isolada do mundo moderno ou da vida urbana. Pra vocês terem idéia, a casa em que ela morava não possuía nem energia elétrica! Por isso, ela não sabe como funciona a vida na cidade, como as pessoas podem ser más ou como não podemos confiar cegamente em todos.

E além esforçada, ela é extremamente bondosa, gentil, doce e não carrega aquela imagem de sofrida e injustiçada, sabe?

Enfim… o par perfeito pra um Louie avoado.

O forever alone

Cha Joong Won é diretor de departamento da empresa da avó de Louie. Ele encontra Bok Shil por acaso e, comovido com a situação em dela, emprega-a em seu setor.

Daí ele se apaixona por ela. Entretanto, Bok Shil e Louie são tão grudadinhos e perfeitinhos juntos, que não há espaço para mais ninguém. Não há nem mesmo declaração amorosa da parte dele ou insistência no relacionamento. Sendo assim, o forever alone acaba funcionando mais como um tutor para Bok Shil e, às vezes até pro próprio Louie.

A forever alone

Claro que não poderia faltar a mulher que vai disputar o coração do mocinho! Baek Ma Ri é amiga de infância de Louie e pensava que iria casar com ele. Quando Louie some por ter pedido a memória, todos acham que ele está morto. Assim que ele reaparece, ela tenta se reaproximar.

Baek Ma Ri também não segue a fórmula básica desse tipo de personagem não. Primeiro que ela não arma planos mirabolantes pra ficar com o protagonista, segundo que não tem como ter raiva dela, ela atua mais como alívio cômico e, por último, o Louie não dá abertura nenhuma pra essa criatura e ainda dá um dos foras mais singelos que já vi.

Perda de memória

Em Shopping King Louis, a perda de memória não acontece para separar o casal, mas sim para juntá-los. É por não lembrar quem é, que Louie precisa da ajuda de Bok Shil. E a trama, simples e fofa, se desenvolve a partir daí.

É durante essa amnésia e essa vida mais humilde e realista, que Louie aprende o que é cuidar de si e, principalmente, o que é zelar por quem se ama.

É lindo ver que mesmo retornando pra sua mansão cheia de criados, ele só pensava em voltar pra casinha que dividia com a Bok Shil pra poder cuidar dela.

Efeito Cinderela

Chaeboll + mulher pobre e voilá!

Sempre que temos essa fórmula, já sabemos o que vai acontecer: os dois vão se apaixonar e viver um conto de fadas estilo Cinderela. Isso acontece em Shopping King Louis também. Claro! Porém… esse clichê Cinderela e seus efeitos (fazer uma transformação na prota, briga com a família por causa do relacionamento, etc) não são o plot principal, nem acontecem dessa maneira.

Por mais que Louie seja o rei das compras e adore comprar/gastar, ele não tenta transformar Bok Shil em uma princesa ou enchê-la de jóias. Eles se divertem comprando coisas aleatórias e batendo selfies juntos (nhooooon *_*). Além disso, Bok Shil é tão modesta, que em momento algum ela se deslumbra pela posição e riqueza de Louie.

DESENVOLVIMENTO

E pronto! É a partir desses clichês que Shopping King Louis tece sua história. Louie não sabe nada sobre o funcionamento do mundo, pois foi criado cheio de pessoas lhe servindo, vivendo apenas por meio da tela do computador e das compras. Se ele já era ingênuo antes, quando perde sua memória, vira um filhotinho mimado, fofo e indefeso.

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Cuida de mim?

Bok Shil por sua vez, ao chegar na cidade grande, também fica assustada e perdida. Ela teve uma vida difícil, então é mais pé no chão do que Louie. Mas ainda assim é extremamente ingênua e sua gentileza a faz não ver maldade em ninguém.

Então um dia os dois se encontram e…. é fofura e risada se espalhando pela tela toda. São duas crianças vivendo como adultos e precisando trabalhar, montar uma casa, ganhar dinheiro, aprender sobre o amor e ainda descobrir onde está o irmão da Bok Shil e quem o Louie é.

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Cidade grande? Assalto? Gangues? Celular? Internet?

Foram tantas as vezes que esses dois foram enganados!  Quando Bok Shil ainda está no ônibus em direção a Seul, ela é roubada por uma ahjumma! E mais tarde, Louie apanha de três estudantes colegiais! Hehehehehe Até os vizinhos deles o exploram um pouquinho. São ou não são dois nenéns?

Além do romance, Shopping King Louis tem um pouco de mistério e suspense. Como o Louie perdeu a memória? O que aconteceu com o irmão de Bok Shil? Essas duas histórias estão relacionadas? Tudo isso vai sendo descoberto lentamente ao longo da trama e deixa um gostinho de curiosidade e ansiedade.

Outra qualidade do roteiro é que todos os secundários tem um cantinho especial na história. Seja um romancezinho, ou 5 minutinhos sob os holofotes, ou mesmo atuando junto aos protagonistas na resolução de algum conflito.

Resumindo, Shopping King Louis foi um dorama delicinha de acompanhar. Simples, bonitinho e que deixa uma sensação de coração aquecido. Aprovadíssimo!

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Minha reação assistindo Shopping King Louis

ONDE ASSISTIR?

Shopping King Louie está disponível legendado no Viki, no Dramafever e no Subarashiis, que é pra ninguém ter desculpas pra não assistir. ^^


Espero que tenham gostado da dica.

Beijinhos.