Empress Ki

“Quantas são
As dores e alegrias de uma vida
Jogadas na explosão de tantas vidas
Vezes tudo que não cabe no querer?”

Antes mesmo de terminar, Empress Ki já havia entrado pra minha lista de dramas favoritos. São 51 episódios de 1 hora cada e mesmo assim eu queria mais! Muito mais.

Cada pedacinho meu transbordou de emoção por esse drama. Eu ia da alegria à raiva, da raiva ao choro e do choro à angústia em questão de minutos. Esses personagens maravilhoso me fizeram sentir demais. Sentir em excesso. E eu amei cada um deles, assim como os odiei em alguns episódios e voltei a amá-los depois (menos o Peha, ele foi só amor).

OBS:post CONTÉM SPOILERS. Desculpem, mas eu não tinha como falar de um drama tão longo e complexo como esse sem analisar algumas passagens e atitudes dos personagens.

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Ficha técnica
Título: Empress Ki
Rede de TV: MBC
Ano de transmissão: 2013 / 2014
Gênero: épico / romance / melodrama
Capítulos: 51
Cast Principal:
Ha Ji Won como Ki Seung Nyang / Imperatriz Ki
Ji Chang Wook como Imperador HuiZhong / Ta Hwan
Joo Jin Mo como Wang Yoo / Rei de Goryeo

.

Sinopse

O drama mostra a trajetória de Ki, uma mulher de Goryeo, que se tornou Imperatriz de Yuan. E revela a relação conturbada entre o rei de Goryeo, seu primeiro amor, e o Imperador HuiZhong, com quem se casou.

VISÃO GERAL 

Empress Ki é enooooorme, tanto em episódios, quanto na quantidade de tramas, sendo assim, vou fazer um resuminho aqui sobre as qualidades e defeitos e depois vou me focar em analisar os personagens principais e o triângulo amoroso. Belê?

Senta que lá vem textão.

A produção é aquela que passa despercebida: tem figurinos lindíssimos, mas a fotografia e as cenas de guerra/luta são apenas ok, não tão ruins a ponto de incomodar, nem tão boas pra chamar a atenção. Como diria Glória Pires: médio, médio. A OST é muito boa, mas em alguns momentos achei desconexa com as cenas e situação. Era algo mais ou menos assim: o Rei lutando e uma música romântica tocando. Talvez tenha alguma explicação artísticas aí, mas eu não consegui encontrar.

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As 3 maravilhas de Empress Ki

1- Roteiro

Aaaaah… e que fantástico é o roteiro! SEMPRE há algo acontecendo! Ao mesmo tempo que há uma trama principal, há também diversas subtramas que se desenvolvem concomitantemente. E pra cada subtrama resolvida, surgem mais duas em seu lugar. Você simplesmente não consegue parar de assistir! Tem tretas, reviravoltas, vilão fazendo maldade, protagonista evoluindo, risadas maquiavélicas, vilão que não morre, mocinho que também não, veneno, briga pelo trono, luta de espadas… tudo que um bom sageuk pode nos apresentar!

Mas como nem tudo nesse mundo é perfeito, preciso dizer que os plots que envolviam Wang Yoo sozinho, longe do palácio e dos outros protagonistas, eram bem entediantes. Até consegui entender a importância da guerra com o Turcos e o plot das falsificações. Mas, gente! Precisava demorar e enrolar tanto??? Precisava? Cês juram que precisava? Eu acho que não. Sono, tédio e vontade de ver o Imperador eram os sentimentos que me dominavam em boa parte dessas cenas.

Outro plot que eu fiquei “não entendi muito bem direito” foi a história da maldição. Prometeu mortes, prometeu sangue, prometeu Ki enfrentando o cachorro e pouco aconteceu. A ideia inicial e as possibilidades eram boas, mas a resolução e as consequências foram meio pombo.

2- A atuação do Chang Wook

Esqueçam Healer e K2, o Mozão nasceu pra ser Imperador.

É indiscutível a sua entrega ao papel e o quanto ele parece se sentir à vontade como o Imperador de Yuan (Peha para os íntimos). À medida que o drama avança, o Imperador vai se tornando mais sombrio e nos mostrando outras facetas de sua personalidade. É riso, choro, grito, raiva, tristeza, decepção e desespero, tudo isso em um só personagem! E o Chang Wook consegue não só transmitir isso, como se desloca da comédia pro melodrama facilmente e incrivelmente bem.

3- O trio de protagonistas

Falemos agora da dupla do trio maravilhoso de personagens principais! A história do drama se confunde com a do trio principal, então falar deles é falar do próprio enredo.

Eles se aproximam, se afastam, se ajudam, se atrapalham, crescem, retroagem, lhe fazem chorar, sentir raiva, torcer e sofrer o drama inteiro. Não tem como não amar a relação entre esses três.

Tudo começa com o príncipe de Goryeo (Wang Yoo) procurando uns traficantes de sal. Aí ele acaba conhecendo o Chacal, que na verdade é a Ki e o líder do grupo dos contrabandistas. Conversa vai, conversa vem, cenas de luta, bebedeira, ficam amigos, blá blá blá. E pronto. Já viram o crush um do outro.

Daí começa a melhor parte. O Imperador (Peha, te amo) chega em Goryeo e o Rei e sua guarda precisam protegê-lo. É nesse momento que o triângulo amoroso vai ser formado e os alicerces da relação entre os três serão construídos.

PERSONAGENS

Chacal / Sungyang / Nyang / Lady Ki / Imperatriz Ki

Falar de Empress Ki é falar da vida, de choro, de traumas, de dores, de amores perdidos e da força de uma mulher que busca se sobrepor a isso tudo.

Ki é aquela personagem complexa, que às vezes você ama, às vezes odeia e que não lhe deixa ficar indiferente nunca. Como essa criatura me fez sofrer, gente! Me fez raiva e me fez querer que o Imperador a deixasse. Mas aí poucas cenas depois lá estava eu torcendo por ela e chorando suas dores. Se o meu amor e admiração foi todo direcionado pro Imperador, minha curiosidade e atenção estavam voltadas pras atitudes da Ki, pois eram elas que em geral conduziam a trama.

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Ki teve uma vida difícil! E isso a fez ser dura, independente e determinada. Foi obrigada a abandonar Goryeo e levada a força a Yuan para servir de tributo.

De criada do Palácio, à serva do Imperador, depois concubina e por fim Imperatriz, Ki se torna não apenas fria e obstinada, mas impiedosa e capaz de tudo para alcançar seus objetivos.

Durante sua trajetória, ela se pergunta inúmeras vezes sobre a quem é realmente leal: a Yuan ou Goryeo. Até que Ki percebe que pode ser as duas coisas, uma vez que ela própria já não é apenas uma mulher de Goreyo ou de Yuan, ela é a junção dos dois territórios. Ao mesmo tempo que ela quer ver Yuan próspera, quer proteger Goryeo e evitar que mais pessoas sejam escravizadas. Como disse Dokman: ela é uma pessoa sem pátria e por isso pode ser fiel apenas a si mesma.

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Não foram poucas as vezes em que questionei as atitudes de Ki e me decepcionei com elas. Em muitos momentos eu temia que ela fosse se tornar tão maquiavélica e tirana quanto El Temur ou que machucaria ainda mais o Imperador. Suas motivações eram sempre um enigma pra mim, pois iam mudando de acordo com a situação ou com seu crescimento pessoal. E acompanhar isso tudo foi como acompanhar o próprio drama: nem sempre prazeroso, visto que muitas vezes eu sofri e senti raiva dos acontecimentos, mas ainda assim maravilhoso e impressionante. Ki pode não ser a protagonista com as atitudes mais louváveis de todas, porém é inegável a sua força, importância e complexidade.

Imperador Hui Zhong (Peha) / Ta Hwan 

Aaaaaaaah! Como eu amei esse personagem! ❤

Ao mesmo tempo que Empress Ki traz a protagonista mais fodástica de todos os tempos, ele também nos presenteia com o Imperador mais fofo.

Na época, o Imperador era alguém escolhido por Deus para proteger o povo, seu poder era quase divino e por isso seus súditos lhe deviam devoção total. Então chega Ta Hwan e reverte toda essa relação. Ao invés de receber devoção, o Peha de Empress Ki se devota complemente a uma mulher, que não é grata o suficiente e o machuca infinitas vezes. Tem como não se apaixonar por ele? Não tem!

Inicialmente Ta Hwan definitivamente não é o que se imagina de um Imperador. Mimado, egoísta, fraco, medroso e inseguro, ele é uma criança no corpo de um adulto. E se em outros personagens eu facilmente acharia essas características irritantes, Ta Hwan era tão sensível, solitário, carente e vulnerável, que fui cativada de imediato.

Além disso, o que torna o personagem ainda melhor, é a sua evolução. Ao final do drama, Peha não lembra em nada o príncipe infantil do começo. E é isso que o faz ser tão fascinante. Ele não apareceu “pronto” pra gente, nós o vimos crescer e pudemos entender cada uma de suas atitudes.

É muito nenénzinho! *__*

Enquanto Ki progride em um emaranhado de idas e vindas, em que hora é movida pela vingança, ora pelo seu povo, novamente por vingança e depois pra proteger aqueles que ama. O Imperador está sempre crescendo com duas únicas motivações: ser um governante melhor e proteger e defender Nyang.

Ao longo da trama, Peha conquista sua posição de Imperador, não apenas por que é seu direito, mas por que adquire confiança e maturidade para participar e interferir nas questões políticas.

E, como o poder sempre cobra seu preço, ele além de mais forte, vira paranóico, vingativo e cheio de traumas. A cada dois passos que Peha dá em direção a sua autonomia, volta um em insegurança e desconfiança. Ainda assim, o Imperador chega ao episódio final como o personagem que teve a maior evolução e crescimento (e o que foi mais injustiçado, quero frisar u.u).

Agora… pra fazer vocês se apaixonarem pelo Imperador, montei uma listinha de algumas das fofuras dele. Aproveitem!

❤ Quando o Wang Yoo volta pro Palácio e a Ki pede ao Imperador para conversar sozinha com o Rei e o Peha, mesmo enciumado, permite.

❤ Quando ele ainda está fraco de veneno, mas vai ao salão principal se forçando a aparentar estar saudável para impedir que Ki seja acusada.

❤ Quando ele recebe mais uma carta de amor de Wang Yoo para Ki (foram 5 anos disso!) e após queimá-la apenas abraça Ki e pede que ela fique naquela posição por alguns minutos.

❤ Quando ele viu o tesouro de El Temur no baú de Ki e então disse a ela baixinho para esconder aquilo rapidamente e falou para as outras pessoas que não tinha nada no baú.

❤ Quando ele descobre o segredo da Ki e não a confronta ou a culpa, mas sim entende a dor que ela deve ter sentido e ajuda a escondê-lo.

❤ Todas as inúmeras vezes em que Ki o machucou e escondeu algo dele e ele magoado disse que seria a última vez que iria perdoa-la.

❤ TODO o episódio final.

 

Wang Yoo / Rei de Goryeo

Ele gosta da Ki, mas o destino afasta os dois, aí ele passa o drama com cara de quem tá chupando limão e ajudando-a escondido. Pronto. Cabô. Próximo tópico!

Enquanto o Imperador representa Yuan, Wang Yoo simboliza Goreyo. É o primeiro amor da protagonista e tem todas as características do governante e amante perfeito. Mas… assim como Goryeo não foi capaz de proteger Ki e ela precisou sair de lá, o Rei não conseguiu preservar Ki e o relacionamento dos dois.

Assim como os demais protagonistas, o Rei também vai se transformando ao longo do drama. Nos episódios iniciais, quando ainda está procurando pelos traficantes de sal, Wang Yoo é mais brincalhão, gosta de beber, de apreciar música, de festejar com seus homens e ainda não é alguém que inspira tanta liderança.

Com a resolução do problema dos traficantes, o Rei já fica mais maduro. Mas é com a chegada do Imperador e a responsabilidade de protegê-lo que ele abandona de vez seu lado brincalhão. E é com a ida para a fronteira que ele atinge o seu ápice de seriedade. A partir daquele momento, houve pouca transformação e, quando houve, foram sempre na mesma direção: tornar-se cada vez mais sisudo.

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Apesar de, se comparado ao Imperador, ele enquadrar-se melhor no estereótipo de mocinho: corajoso, honrado, leal ao seu povo, bom lutador e bom estrategista, pra mim, ele foi de longe o personagem mais entediante dos três. Em alguns momentos quando ele tinha seu plot independente dos demais protas, eu ficava quase dormindo.

É verdade que o próprio personagem não é tão profundo quanto o Imperador e a Ki. Esses dois estão em constante transformação, já o Rei parece que se modifica e depois estagna. Mas, acima de tudo, acho que o ator não conseguiu passar a mesma carga dramática dos outros dois. Enquanto Ha Ji Won interpretou uma Ki que demonstrava diversas emoções apenas com o olhar e Chang Wook deu vida a um Imperador incrivelmente carismático e charmoso, Joo Jin Mo congelou na cara de paisagem e criou o Rei mais sem graça de Yuan e Goryeo juntos.

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Sou muito expressivo, gente

Eu entendi que ele quis transmitir a falta de emoção do Rei depois de ser traído por Yuan, perder o trono e a amada. Mas… olha, mirou na profundidade emocional e acertou na escultura de pedra! Mesmo com um personagem frio, um ator precisa passar alguma emoção, nem que seja a própria frieza do personagem. O problema é que Joo Jin Mo achou que transmitir frieza e atuar sem mexer o rosto são a mesma coisa. Enquanto a Ki, em seus momentos impassíveis, transmitia essa insensibilidade por meio do olhar. Joo Jin Mo parecia mais que estava fazendo ventriloquismo, mexendo apenas o canto da boca e congelando todo o resto do rosto.

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El Temur

O grande vilão da trama! É o regente de Yuan e tem dinheiro, homens e apoio político, por isso usa o Imperador como fantoche pra governar. Ele me dava raiva, admiração, raiva de novo, medo, mais raiva e eu já disse raiva?

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Tanahsiri (Primeira esposa do Imperador)

Eu simplesmente AMEI odiar essa criatura. Tanahsiri é filha de El Temur e foi a primeira esposa do Imperador, com quem se casou para que o pai continuasse expandido o seu poder. Antes mesmo de chegar ao palácio sua fama de temperamental e geniosa já havia se espalhado. E assim Tanahsiri permaneceu até o final.

À medida que ia se envolvendo em tramas mais complicadas, pior ia ficando seu gênio e mais maldosa ela se tornava, mas ainda assim conseguiu me fazer rir e ter empatia pelo seu casamento triste e solitário, bem como me comoveu com o amor que ela sentia por Maha (seu filho), tentando desesperadamente salvá-lo.

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Bayan

É o comandante da guarda imperial de Yuan. É um guerreiro, sendo assim, parece estar sempre precisando de um soberano em quem possa se inspirar e seguir. E, por isso, a lealdade dele meio que muda um pouco assim demais.

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Nhoooooon! Tal Tal é sobrinho de Bayan. Inteligente, leal e racional, no começo do drama jamais me passou pela minha cabeça que eu iria gostar TANTO desse personagem e ele acabou se tornando um dos meus preferidos! Ele e o Imperador foram os únicos personagens que não me decepcionaram em momento nenhum e que me fizeram sempre ter por quem torcer. Amo! Amo! Amo!

TRIÂNGULO AMOROSO

Que triângulo amoroso difícil! Não por eu não saber qual o meu shipp (Team Imperador forever!) ou por me importar se o Rei ia levar um fora (bleeh), mas pela própria Ki não parecer saber de quem ela gostava ou, pior, não ter direito de escolha.

Como eu já disse, não consigo dissociar o paralelo de que Wang Yoo representa Goryeo e o Imperador, Yuan. E quanto mais Ki se aproxima de um, mais se distancia do outro. Ao se tornar concubina do Imperador, Ki estava fazendo sua escolha e infelizmente não era guiada por amor, mas por vingança.

Ao mesmo tempo que Ki é uma personagem maravilhosa por ser enigmática, foi difícil acompanhar suas motivações. E, por isso, foi difícil entender o que o Imperador significava pra ela. Ora ela dizia que queria o bem de Goryeo, ora dizia que faria de tudo por Yuan, parecia gostar do Imperador, mas era incapaz de respeitar as vontades dele. Em um certo momento, no plot do dinheiro, ela disse ao eunuco e à criada que estava apenas usando o Imperador para o bem de Goryeo. Episódios depois ela o protege da Imperatriz Dowager e de Bayan.

E era por conta dessa dualidade da personagem que, enquanto eu assistia o drama, eu tinha certeza de que ela não amava o Imperador verdadeiramente e que ele era apenas um meio para que ela conseguisse o que queria.

Pra mim o amor dela pelo Imperador parecia mais com um sentimento de cuidado cheio de afeto. Ela cuidava e se preocupava com ele, mas não o procurava para pedir conselhos, não confiava nele para contar seus problemas nem mesmo deixava de agir se sua ação fosse magoa-lo. Me dava a angústia ver quantas vezes mais ela iria manipula-lo para que pudesse alcançar seus objetivos. E isso me fez sentir uma raiva enorme dela em diversos momentos.

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Já o Rei foi seu primeiro amor, foi por quem ela prometeu que lutaria, é o homem forte, corajoso, inteligente e honrado por quem ela se apaixonou perdidamente. O Imperador foi aquele que a traiu, que não parecia ter nada a lhe oferecer, mas que com o tempo mostrou que podia fazê-la feliz e dar a ela um lugar para chamar de lar. Ela ficou tocada com a gentileza do imperador e com a vida que construiu com ele, mas esse afeto não foi e não seria capaz de fazê-la desistir dos seus objetivos.

E eu estava me apegando forte a essa minha certeza, até que em um certo momento, Tal Tal fala a seguinte frase: “Você jamais faria mal ao Imperador, Ki”. Essa certeza do Tal Tal, que jamais errava nada, e a cena final me fizeram refletir e mudar um pouco minha opinião.

É verdade que se nenhuma dessas tragédias tivessem acontecido Ki jamais teria ficado com o Imperador. Ela casaria com o rei e seria bem feliz com ele. Mas… a vida a transformou numa pessoa diferente e é essa pessoa diferente que vira concubina do Imperador. Lady Ki não era a Nyang do relacionamento com o Rei e por isso não podemos esperar que elas agiriam da mesma maneira. Lady Ki era amargurada demais pra conseguir se deixar levar apenas pelos seus sentimentos como Nyang faria.

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Como decifrar Ki nunca é fácil, não consigo comparar seus dois amores e dizer qual ela amou mais. Inicialmente me parece ter sido o Rei, mas…talvez pra evitar fazer o Imperador sofrer ainda mais, prefiro me apegar ao fato de que não posso equiparar os dois (não dá pra medir amor!), e lembrar que, pelo menos nos anos finais, a Ki pareceu se devotar ao Imperador e o fez feliz. Na dúvida, prefiro acreditar que os dois se amaram e ponto.

Se ela falou, tá falado u.u

ONDE ASSISTIR?

Empress Ki tá disponível legendado no Meteor Dramas (precisa de cadastro).


Gente, eu sou completamente louca e acabei escrevendo um livro. Desculpem! Mas é que Empress Ki já virou meu novo amor. E é sempre tão bom falar do que a gente gosta. ❤

Mas se você não tiver lido nada, vou resumir tudo rapidinho: Se você gosta de sageuk, precisa assistir Empress Ki. Não se assuste com o número de episódios. Só vai.

Beijinhos.

The Princess Weiyoung

Annyeonghaseyo!

Hoje trago pra vocês a resenha de um c-drama. Não costumo assistir a muitos c-dramas, pois os acho artificiais e por que mandarim ainda é muito estranho aos meus ouvidos. Mas dessa vez resolvi abrir uma exceção.

Tudo começou quando eu estava lá em um final de semana qualquer sofrendo de depressão pós WFKBJ (ainda não superei) e sem conseguir encontrar nenhum dorama pra maratonar. Todos que eu começava, só conseguia assistir um ou dois episódios seguidos e cansava. Então pesquisando no Dramas Lovers, achei essa resenha maravilhosa do Princess Weiyoung. E pensei: por que não? Se for chato eu paro nos primeiros episódios.

Eu não podia estar mais enganada!!! Eu simplesmente não conseguia parar de assistir. Como eu AMEI esse dorama, gente! Senti raiva, tristeza, surtei pelos personagens e fiquei ansiosa pra saber como a história ia se desenrolar. E lá pelo 20º episódio já estava cantando a música da opening como se tivesse escutado mandarim minha vida inteira.

OBS: Por um milagre, eu consegui fazer uma resenha sem spoilers (\o/), então podem ler à vontade.

🙂

Ficha Técnica

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Título: The Princess Weiyoung
Título original: 锦绣未央 (锦绣未央)
Rede de TV: Dragon TV
Ano de transmissão: 2016
Gênero: épico / romance / vingança
Capítulos: 54
Cast principal:
Tiffany Tang como Li Weiyoung / Feng Xin Er
Luo Jin como Tuoba Jun
Vanness Wu como Tuoba Yu
Mao Xiao Tong como Li Changru
Li Xin Ai como Li Changle

Sinopse:

Feng Xin Er é uma princesa da reino de Liang de Norte. Seu pai, Xin Er, é falsamente acusado de cometer traição contra a Dinastia Wei e ele e toda a sua família são assassinados pelo general Li Minfeng. Devido a ajuda de sua guarda-costas, Feng Xin Er consegue escapar com vida e fugir para o campo. Lá encontra Weiyoung, que salva sua vida e lhe dá abrigo e comida.

Weiyoung é filha do primeiro-ministro da dinastia Wei e meia-irmã de Li Minfeng, mas por ser considerada um mau agouro, foi obrigada pela família a viver no campo isolada. Um dia, Weiyoung é morta a mando de alguém da própria família. Com o intuito de salvar seu povo e vingar a morte de sua família e de sua nova amiga, Feng Xin decide assumir a identidade de Weiyoung e vai morar na casa da família que destruiu seu reino e seus familiares.

Personagens:

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Weiyoung

Como dito, a princesa Feng Xin Er assume a identidade de Weiyoung e vai morar na casa do Primeiro-Ministro em seu lugar.

Lá mora gente pra emprestrar e distribuir pra outras casas e outras famílias, se quiserem. São 11 pessoas, sem contar com Weiyoung e os criados. E no meio de tanta gente, Weiyoung vai fazer amigos, em quem poderá confiar, bem como inimigos, que farão de tudo, mas tuuuuudo mesmo, para se livrar dela.

Pra enfrentar todos esses problemas e ainda conseguir sua vingança, Weiyoung aprende que precisa resolver seus próprios problemas, sem esperar que apareça alguém para ajudá-la.

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Tuoba Jun

É neto do Imperador da Dinastia Wei e o príncipe herdeiro preferido para ocupar o trono. Por isso, seus tios, Tuoba Han e Truoba Yu, estão sempre tramando para derrubá-lo e tomar seu lugar de prestígio.

Tuoba Jun é o típico mocinho bonzinho: alegre, gentil, justo, leal e apaixonado. Ele vai fazer de tudo pra proteger Weiyoung e para conquistá-la.

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Tuoba Yu (Príncipe Nanán)

É filho de umas das concubinas do Imperador e por isso sempre se sentiu menosprezado. Ao contrário de Tuoba Jun, deseja assumir o trono e se tornar imperador para que finalmente possa ter o poder que sempre desejou.

Tuoba Yu é frio, calculista e inteligente. Ele vê em Weiyoung uma possível ajuda para conseguir alcançar seus objetivos e para isso tentará usá-la, mas… durante esse processo vai descobrir-se apaixonado por ela.

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Changle

Changle é meia-irmã de Weiyoung, filha de Chiyun Rou e do Primeiro Ministro. Se sente insegura com a chegada de Weiyoung à casa de seu pai e, por isso, a hostiliza.

Ela é arrogante, mimada, invejosa e cruel. Gosta de Tuoba Jun e vai fazer de tudo para se casar com ele e se tornar a futura imperatriz. Esse é mais um motivo para ver em Weiyoung uma inimiga e atormenta-la constantemente.

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Changru

Changru é prima de Weiyoung e também mora na casa do Primeiro Ministro.

É sempre oprimida por Changle, que possui uma posição de maior prestígio na família Li e por isso se sente desvalorizada. Com a chegada de Weiyoung, encontra nela uma amiga.

Ela gosta do Tuoba Yu desde que o encontrou pela primeira vez, quando eram crianças, e fará de tudo para se casar com ele.

POR QUE ASSISTIR?

1- A PROTA

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“Glamurosa!
Rainha do funk
Poderosa!
Olhar de diamante”

Se tem algo de que não posso deixar de falar em The Princess Weiyoung é da força da protagonista. Em alguns doramas, às vezes, as protas ficam apagadas e a gente só consegue olhar pros oppas. Mas aqui não! Weiyoung é dona absoluta da trama.

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Determinada, inteligente, eloquente, gentil, justa, bondosa, corajosa. Weiyoung é tudo isso e muito mais.

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“Não empurra”

Ela não leva desaforos pra casa, mas nem por isso cai no estereótipo de que pra ser forte é preciso ser fria ou invencível. Weiyoung também é amável, cuida e se preocupa com aqueles de quem gosta. Ela também possui fraquezas, o que faz com que a gente se identifique com a personagem e crie empatia por ela. Um exemplo disso é o conflito interno que ela sofre quando começa a perceber que está se apaixonando por Tuoba Jun. Ou ainda a dor e o desamparo que ela transmite quando perde uma pessoa que gosta muito.

Além disso, é ela quem realmente, e literalmente, faz a trama andar! Praticamente tudo acontece por causa de Weiyoung. Seja pelas consequências dos atos daqueles que tenta derrubá-la, seja pela solução que ela cria para os conflitos e seja, ainda, pelas suas atitudes em busca de vingança.

Repitam comigo: Weiyoung é rainha e o resto é nadinha!

2- O MOCINHO COMPREENSIVO

Se Weiyoung é rainha absoluta do dorama, Tuoba Jun é o rei que a ajuda e a apóia sempre.

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Como eu gostei desse mocinho, gente!!! Foi a combinação ideal pra uma protagonista como a Weiyoung. Ao lado dele, ela ficava mais leve, como se esquecesse os problemas em que vivia se metendo.

Logo de início, os dois se interessam um pelo outro, mas, como eu disse, a Weiyoung entra em um conflito interno quando descobre que ele é o neto do Imperador que dizimou seu reino. Então ela começa a rejeitá-lo. Mas vocês acham que ele desiste??? Essa criatura leva patadas e mais patadas e ainda assim, está sempre ali, sorrindo, paciente, tentando conquistá-la e sempre pronto pra ajuda-la.

Apesar de ser o preferido na sucessão ao trono, inicialmente, ele não quer se envolver em disputas políticas. É apenas quando começa a levar na cara ser afetado pela briga do trono que ele decide disputar o trono. E aí se torna menos ingênuo e mais calculista.

3- GIRL POWER

Se em Scarlet Heart Ryeo temos como foco a disputa entre os príncipes, em Princess Weiyoung o foco são as tretas causadas (e resolvidas) principalmente pelas mulheres. Pelo menos na primeira metade dos episódios, quase todas as tramas envolvem as filhas, sobrinhas e esposa do Primeiro Ministro e suas relações entre si.

Elas brigam, se ajudam, se desesperam, sentem inveja umas das outras e estão sempre tramando para conseguirem alcançar seus objetivos. E isso, meu povo, é maravilhoso!!! Um dorama em que o protagonismo é realmente feminino é algo que devemos sempre prestigiar.

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Vamos, miga. Vamos conquistar o mundo.

E dentre tantas tramas e tantas tretas que acontecem nesse grupo de mulheres, teremos aquelas personagens que vão sempre ajudar nossa prota, aquelas que estarão sempre atrapalhando e há ainda algumas que ora ajudam, ora atrapalham, de acordo com o que lhes for mais conveniente.

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Uma características das mulheres de Princess Weiyoung é a determinação delas em alcançar seus objetivos. Seja conquistar um amor, se tornar imperatriz ou vingar o assassinato de sua família, todas elas, mesmo com os inúmeros obstáculos que enfrentam, não desistem de tentar conseguir o que querem. Algumas delas, inclusive, não hesitam em passar por cima dos outros ou em machucar as pessoas que lhe são próximas.

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“- Tudo que você faz é chorar. O que tem de útil em chorar? – Eu… – Não importa o que você deseja, não importa os meios, não importa o preço. Você deve conseguir”

Sei que parece que estou defendendo personagens com atitudes não muito legais, mas não é isso!!! É que acho sempre bom fugir do clichê de mocinha frágil e sofrida, em que apenas a vilã persegue seus objetivos de maneira implacável. Tá mais do que na hora de protas e personagens secundárias fortes e determinadas.

Com uma penca de doramas em que as mulheres normalmente aguentam tudo de cabeça baixa, resignadas, esperando tudo dar certo, Princess Weiyoung mostra que elas podem sim virar pro mundo e dizer: peraí! Cansei de apanhar! Agora EU vou correr atrás dos meus sonhos. E… vrá! Foi.

4- PERSONAGENS

Em doramas com uma trama mais complexa e pesada, eu adoro personagens não tão lineares assim. Sabe aquele personagem meio cinza? Que não é de todo ruim, mas também não podemos dizer que é bom? Faz de tudo pra conseguir o que quer, mas também se sacrifica por amor? Então… Princess Weiyoung está recheado deles! A própria protagonista começa sua saga desejando se vingar das pessoas que causaram a morte de sua família.

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“Você realmente pensou que eu não iria revidar?”

Quase todos os personagens me fizeram sentir desde raiva e ódio até empatia e amor. Claro que alguns me fizerem sentir beeeeem mais raiva do que qualquer outro sentimento -.- Mas, no geral, mesmo os bonzinhos em algum momento tomaram atitudes não muito louváveis e os vilões, em algum momento, me fizeram simpatizar com a dor deles.

Além disso, os personagens de Weiyoung também são profundos. Eles não param de crescer e se desenvolver ao longo do trama. Se analisarmos suas atitudes nos episódios iniciais e compararmos com os episódios finais, vemos que eles mudaram demais. Suas motivações e meios para alcançá-las aprofundam-se juntamente com os conflitos. Dois exemplos bem marcantes disso são o Tuoba Jun e a Changru. A medida que vão sofrendo, vão se tornando cada vez mais decididos (ou desesperados) em atingirem seus objetivos, não importando o meio utilizado.

5- CASAIS, CASAIS E CASAIS

Nem só do casal principal vive o drama. Os casais secundários são tão complexos e tão cativantes quanto o principal. E, como vocês sabem, dorama histórico é sinônimo de sofrimento, então nenhum relacionamento amoroso vai ser feito apenas de flores e arco-íris. The Princess Weiyoung parece uma corrente de amor não correspondido.

Sintam só o drama!

Changle gosta do Tuoba Jun que gosta da Weiyoung que não quer gostar de ninguém, mas gosta do Tuoba Jun.

Changru gosta do Tuoba Yu que gosta Weiyoung.

E Tuoba Di gosta do Li Minde que gosta dela também, mas é burro pra perceber que gosta da Weiyoung.

Apenas pessoas felizes e realizadas no amor, né?

O bom desses triângulos amorosos, é que, assim como os personagens, todos tiveram seus momentos! Seja pra nos fazer sentir raiva, alegria ou pra chorarmos juntos!

Li Minde e Tuoba Di casal mais levinho e menos sofrido, mas nem por isso deixaram de enfrentar muitos problemas juntos. Shippei MUITO os dois e sorri nas cenas deles infinitas vezes. Tuoba Di foi a personagem que NUNCA me fez sentir nada além de amor. Nenhum atitude dela me fez reprová-la ou ficar com raiva.

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Claaaaro que o casal principal precisava sofrer pakas, né? E eles sofrem! Mas também constroem um amor bonito, forte e leal.

Eu não sei vocês, mas eu adoro esses romances em que os protas se gostam, mas há algo que os impede de ficarem juntos. Weiyoung não queria assumir seu sentimento por Tuoba Jun, mas ao mesmo tempo não conseguia deixar de pensar nele ou de ajudá-lo quando ele precisava. Já ele, mesmo sendo tratado com frieza, confiava e respeitava Weiyoung sempre. Era lindo ver como eles cuidavam um do outro e como acreditavam nesse amor.

E sabem o que é o melhor de tudo? O shipp fora das telas também é real: eles estão namorando, meu povo! É muito amor. ❤

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Tuoba Yu e Changru também tiveram suas cenas marcantes e sua própria história de sofrimento e amor. Em alguns momentos, consegui ser empática com a dor dela por esse amor não correspondido. Mas ainda assim torci pro Tuoba Yu se apaixonar pela Weiyoung. Hohohohohohoh

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E o que falar do amor doentio de Changle pelo Tuoba Jun? Óbvio que não shippei o casal em momento algum, mas achei toda a trajetória de perseguição e conquista amorosa da Changle muito condizente com a personagem.

6- ROTEIRO

Eu gosto é de tretaaaas!

E em Princess Weiyoung só o que temos é tretas. Direto. Sempre. O dorama se desenvolve da seguinte forma: treta envolvendo Weiyoung -> tensão -> resolução -> nova treta -> nova tensão -> nova resolução e assim sucessivamente.

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Me dá aqui esse dorama tranquilo e de boas.

E olha, apesar de em alguns momentos esse recurso de tornar repetitivo, a trama não é NADA cansativa e o ritmo não diminui em momento NENHUM. Tudo está sempre caminhando, os personagens vão se aprofundando, os conflitos também, outros personagens vão se desenvolvendo e sempre há algum problema a ser resolvido! Isso faz com que você SEMPRE queira saber o que vai acontecer.

Sabe aquela história de: “eu sei que ela vai se salvar por que o dorama não vai terminar agora, mas, AIMEUDEUS, comoooo? Preciso saber!” E lá se vão 5 ou 6 episódios seguidos sem nem notar. Se vocês me disserem que o dorama tem 54 episódios, eu digo que é mentira! Não tem como eu ter assistido isso tudo de episódio em tão pouco tempo sem ficar entediada em momento nenhum. Ele só tem 20. Sério.

POR QUE ASSISTIR, APESAR DESSES PROBLEMAS (NÃO EXISTE OUTRA OPÇÃO ALÉM DESSA, TÁ)?

1- MAQUIAGEM E EFEITOS ESPECIAIS RUINS

Uma das minhas implicâncias com os c-dramas é que normalmente acho a maquiagem e cenários muito irreais. Aquela coisa bem Malhação, sabe? Em que todo mundo tá sempre muito arrumadinho, tudo bonitinho demais pra parecer com a vida real. E em Princess Weiyoung não foi diferente. Enquanto os figurinos foram belíssimos e as cenas no palácio mostravam toda a opulência da realeza, as maquiagens artificiais e os efeitos especiais mal-feitos me incomodaram bastante. Com o tempo você vai se acostumando, mas, olha, nas primeiras cenas tive um pouco de vergonha alheia, assumo.

Essa é cara dos mocinhos depois de escaparem de um incêndio.

2- TRAMA REPETITIVA

Como eu disse, a fórmula utilizada pra criar conflitos normalmente era a Weiyoung ser culpada por algo e então ser presa ou condenada a morte. Daí ela precisava provar que era inocente e se livrar das acusações.

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Não sei dizer quantas vezes vimos a Weiyoung com essa roupinha de prisioneira.

Depois de 54 episódios, em que esse recurso foi usado muitas e muitas vezes, claro que ficou repetitivo. Mas isso não significa que o enredo ficou entediante ou que quebrou o seu ritmo. Apesar disso, a trama se manteve empolgante e envolvente até o final.

ONDE ASSISTIR?

The Princess Weiyoung está disponível legendado no Drama Fever e no Dramas Lovers.


Resumindo: eu AMEI The Princess Weiyoung e acho que é um c-drama que vale muito à pena assistir!!

E já tenho um desejo pra esse ano: que a Coréia faça sua versão do dorama. Tenho certeza que eu me acabaria em infinitas lágrimas, mesmo já sabendo a história.

Ô, Coréia, já falei no twitter: já montei até o cast pra te ajudar. Por favorzinho! Nunca te pedi.

Mas… enquanto nenhuma produtora me escuta, assistam o c-drama que já tá maravilhoso do jeito que tá!

Goblin: The Lonely and Great God

“Não vou dizer que foi ruim
Também não foi tão bom assim
Não imagine que te quero mal
Apenas não te quero mais
Não te quero mais
Não mais!”

Annyeonghaseyo!

Goblin mal terminou e já virou o dorama preferido de muita gente. Pra mim ele foi muito bom em alguns aspectos, principalmente nos técnicos, e bem ruim em outros. Nem de longe entrou pra minha lista de preferidos! E devo admitir que muitas vezes pensei em droppa-lo, mas insisti por causa do Reaper e da Sunny (um beijo, seus lindos <3).

O drama é de autoria de Kim Eun Sook, mesma roteirista de Secret GardenThe Heirs e Descendants oh the Sun. Parece que tudo que essa mulher faz vira sucesso imediatamente! Ainda assim, eu e ela não temos uma boa relação não, DOTS eu droppei e The Heirs só terminei por inércia mesmo. Mas é aquele ditado, né? Gosto é igual a problemas, cada um tem os seus.

Vou tentar explicar aqui por que não achei o drama essa maravilha toda, mas também pretendo mostrar os seus pontos positivos. E pra facilitar minha vida a leitura, eu dividi a resenha em três partes: 1) sinopse e personagens, 2) o que gostei no drama e 3) o que não gostei.

Agora vamos à resenha!

OBS: O texto contém alguns spoilers, mas estão sinalizados.

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Título: Goblin: The Lonely and Great God
Título original:쓸쓸하고 찬란하神-도깨비
Rede de TV: tvN
Gênero: romance / fantasia / melodrama
Capítulos: 16
Cast principal:
Gong Yoo como Kim Shin (Goblin)
Kim Go Eun como Ji Eun Tak
Lee Dong Wook como Anjo da Morte (Grim Reaper)
Yoo In Na como Kim Sun (Sunny)
Yook Sungjae como Yoo Duk Hwa

Sinopse

Durante a era Goryeo, Kim Shin foi um general invencível, que ganhou todas as batalhas que participou. Diante disso, o Rei, envenenado por seu conselheiro, fica com medo de que alguém possa ser mais admirado pelo povo que si próprio e então decide matá-lo. O que ele não esperava é que Kim Shin retornaria dos mortos, agora como um Goblin, um ser imortal e com poderes mágicos.

Entretanto, o que parece ser uma benção, acaba se mostrando uma maldição. O Goblin deverá vagar pela Terra com uma espada cravada no peito até que encontre sua noiva, a única pessoa capaz de retirar a espada e devolver-lhe finalmente a mortalidade.

900 anos se passam e chegamos aos tempos atuais. Ji Eun Tak é uma estudante que o Goblin salvou quando ela ainda estava na barriga de sua mãe. Devido a isso, ela é capaz de conversar com fantasmas, que lhe dizem que ela está destinada a ser a noiva do Goblin.

Além disso, por obra do acaso (será?), o Goblin passa a morar na mesma casa que o Anjo da Morte. Nessa convivência, os dois acabam se aproximando de duas humanas: Ji Eun Tak e sua chefe, Kim Sun (Sunny).

Personagens

Kim Shin

Interpretado por Gong Yoo, Kim Shin é um Goblin com um estilo de tiozão-sexy. Ele se culpa e se martiriza pelos pecados que cometeu em sua vida mortal e parece extremamente entediado diante da vida e do mundo (imagine viver 939 anos e ver todos que gosta você morrerem?), por isso está determinado a encontrar sua noiva e morrer.

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Mas nosso Goblin não apenas um ser angustiado não! Ele também é bondoso e costuma fazer pequenos favores aos humanos, sendo chamado algumas vezes de “um Deus de coração mole”. Ao conviver com o Anjo da Morte e a Eun Tak ficamos conhecendo ainda o seu lado brincalhão e divertido.

Eun Tak

É uma estudante de Ensino Médio e noiva do Goblin. Eun Tak estava destinada a morrer, pois sua mãe sofreu um acidente quando ainda estava grávida dela. Entretanto, o Goblin salva as duas antes que o Anjo da Morte apareça e, por isso, Eun Tak é capaz de falar com fantasmas. Anos depois, sua mãe morre e ela vai morar com a tia, a qual não lhe trata nada bem. Apesar da vida difícil, Eun Tak continua sempre otimistaanimada.

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Talvez essa seja a personagem que eu menos gostei e que achei a mais (pasmem!) aleatória na trama. Apesar de destinada a ter importância (noiva, responsável por tirar a espada,  acabar com a imortalidade, blá blá blá, sascoisas), pra mim, ela acabou se tornando apenas o interesse amoroso do Goblin.

Além disso, apesar de ser uma estudante de 19 anos, seu jeito de falar e de agir me lembravam mais uma criança do que uma jovem. Não estou aqui culpando a atriz, que por sinal acho que trabalha muito bem, mas sim a própria direção/roteiro que na tentativa, talvez, de reforçar a diferença de idade entre o Goblin e sua noiva, transformou uma jovem de 19 anos em uma criança.

Anjo da Morte

Lee Dong Wook interpreta o Anjo Lindo da Morte. Assim como o Goblin, nosso Reaper é um ser imortal e é o responsável por encaminhar as almas deste mundo para o outro. Mas ao contrário do Goblin, ele não tem memória nenhuma da sua vida humana e isso o atormenta constantemente.

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A medida que ele vai se envolvendo com os humanos, principalmente com a Sunny e a Eun Tak, vai descobrindo novos sentimentos e se preocupando ainda mais com seu passado, pois acredita que deve ter cometido um grande pecado para ter se tornado um anjo da morte.

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Eu ADOREI ver o Anjo da Morte descobrindo o mundo e as emoções humanas. Tudo vai sendo feito gradualmente, primeiro ele se desespera por não ter um nome e um cartão de apresentação, depois aprende a mexer no celular, então descobre o que é se apaixonar, sentir ciúmes, raiva, etc.

Sunny

Sunny é a dona do restaurante em que Eun Tak trabalha. Ela é direta, estilosa, confiante e não tem medo ou vergonha de assumir o que quer e sente. Assim que conhece o Anjo do Morte, se interessa logo por ele (quem nunca?) e a partir daí a história dos dois se conecta e vai se desenvolvendo juntas.

Duk Hwa

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É sobrinho de criação do Goblin e um chaebol de 3a geração. Inicialmente Duk Hwa parece ser apenas um coadjuvante na história do quarteto principal. Mas a verdade é que ele vai auxiliar os demais personagens, dando conselhos e informações, e influenciando ativamente no andamento da trama.

Mulher de vermelho

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Assim como o Duk Hwa, a Mulher de Vermelho é um personagem que vai contribuir para o andamento da trama do quarteto principal, principalmente a da Eun Tak.

Eu gostaria que os dois tivessem tido um destaque maior e tivessem sido melhor desenvolvidos e apresentados. Mas… ainda assim foi ótimo vê-los, mesmo que poucas vezes.

SIM! SIM! SIM!

1- Fotografia

Nossa! A fotografia de Goblin é um personagem a mais no drama. Ela cria um clima de melancolia e poesia, dando a impressão de que, apesar de parecido com a nossa realidade, aquele é um mundo mágico no qual a fantasia existe mesmo.

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Nada ali é por acaso!!!!

Um exemplo disso é o foco dado a cor vermelha. Em diversas cenas, o vermelho está lá chamando a atenção, quase gritando pra gente reparar nele, desde o sangue manchando a neve quando a mãe da Eun Tak se acidenta, ao cachecol vermelho que ela usava constantemente, à folha de bordo que ela guardava, aos objetos que ficavam no hotel que morou por pouco tempo e à mulher de vermelho.

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Acredito que podemos encontrar dois simbolismos para o vermelho. Primeiro ele pode representar o amor e o sangue, ou seja, a morte, os dois sentimentos centrais da trama. Segundo, ele pode ser associado ao poema que o Goblin lê quando está passeando com Eun Tak e que está transcrito abaixo.

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질량의 크기는 부피와 비례하지 않는다
Mass is not proportional to volume
제비꽃같이 조그마한 그 계집애가
A girl as small as a violet
꽃잎같이 하늘거리는 그 계집애가
A girl who moves like a flower petal
지구보다 더 큰 질량으로 나를 끌어당긴다.
is pulling me towards her with more force than her mass.
순간, 나는
Just then, I am
뉴턴의 사과처럼
like Newton’s apple
사정없이 그녀에게로 굴러 떨어졌다
I rolled towards her without stopping until I fell on her
쿵 소리를 내며, 쿵쿵 소리를 내며
with a thump, with a thump thump
심장이
My heart
하늘에서 땅까지 아찔한 진자운동을 계속하였다
keeps bouncing between the the sky and the ground
첫사랑이었다.
It was my first love.

(Kim In Yook·Poet, 1963)

Notem que o poema fala da teoria gravitacional de Newton (aquela que ele descobriu quando uma maça caiu de uma árvore em cima da cabeça dele, lembram?) e compara a maçã (vermelha), puxada pela gravidade, ao amor do eu-lírico, que é levado em direção a sua amada.

OBS: Traduzir poesia é sempre um trabalho complicado, pois além do significado, um poema tem importância estética. Por isso, não me atrevi em traduzi-lo e deixei do jeito que encontrei na net, tá?

2- OST

Assim como a fotografia, a OST de Goblin ajuda a construir o clima do drama. Nada de musicas animadas e agitadas!!! As músicas parecem mais lamentos tristes ou declarações bem emocionadas.

A música de abertura já lhe prepara pra toda a carga dramática que o drama possui. É como se ela anunciasse que não vamos ser apresentados a uma trama alegre e leve, mas a um episódio com um cheio de melancolia.

Escutem!! Escutem!! Escutem!!

É realmente maravilhosa!

3- Reaper e Sunny

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Foi graças a esses dois que eu consegui terminar o drama. Sem eles, muito provavelmente eu teria dropado. Foi exatamente quando a história deles começou a se desenvolver melhor, que eu fiquei mais atenta a tudo e ansiosa pra saber o que aconteceria em seguida.

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Na minha opinião, a história de Reaper e Sunny superou e muito a do casal principal, inclusive, nem sei se podemos chamá-los de casal secundário, tamanha é a importância que eles ganham ao longo da trama.

O romance deles teve suspense, cenas fofinhas, cômicas e dramáticas. E tudo foi se desenvolvendo de maneira lenta e gradual, o que fez com que fôssemos sendo sugados cada vez mais pela história dos dois.

Alerta de spoiler (bem leve): a medida que a vida passada deles vai sendo mostrada, eu ficava querendo saber cada vez mais o que tinha acontecido em Goryeo e como o amor deles tinha começado e terminado. Além disso, todo esse amor-que-ultrapassa-a-morte só me fez torcer mais ainda pra que eles tivessem finalmente seu momento de felicidade.

4- O vínculo entre o quarteto principal

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O quarteto principal tem suas histórias entrelaçadas, fazendo com quem o desenrolar de cada uma delas reflita nas outras. Sunny, Goblin e Reaper estão totalmente conectados por laços maiores do que os da amizade.

Alerta de Spoiler (médio/grande): a vida passada dos três foram ligadas por relações de amor, amizade e ódio. E agora, no presente, encontraram-se novamente por acaso (será?) e tiveram de novo suas histórias interligadas e, de novo, imersas em um relacionamento de amor, amizade e ódio.

NÃO. POR FAVOR,  NÃO!

1- O casal principal

Uma das minhas maiores reclamações do drama! Não consegui torcer ou nem ao menos me importar com esse casal.

Primeiro me incomodou demais esse amor predestinado! Não houve explicações ou construção lenta desse relacionamento amoroso. Não consegui notar em que momento o sentimento dos dois mudou. Me pareceu que Eun Tak era simplesmente a noiva do Goblin. E, como noivos, deveriam estar apaixonados. Ponto final.

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Um diálogo que acho que representa bem essa relação de “amor obrigatório” é o seguinte:

“Eun Tak: Temos uma relação bem diferente, além de morarmos juntos ou sermos um casal. Afinal, me chamam de noiva do Goblin. Então achei que deveria ao menos saber o nome do meu marido. [Pausa] Nós dois… nem podemos ser considerados um casal.

Kim Shin: Não. Éramos um par antes mesmo de você nascer. Nós dois.”

Então tá, né. Se o roteiro diz.

Além disso, como eu já disse anteriormente, Eun Tak é uma menina de 19 anos, mas age como se tivesse 10. E o mais estranho de tudo é que quando ela interagia com outras pessoas (sua tia, colegas de classe, Sunny) ela parecia agir de maneira mais madura e adulta. Mas ao lado do Goblin, talvez na tentativa do roteiro de frisar a diferença entre os dois, ela parecia mais uma criança do que uma jovem quase adulta.

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Com isso, no início, eu só consegui ver uma relação de tio e sobrinha, em que Eun Tak por não ter uma família que lhe protegesse e amparasse, viu no Goblin essa figura paternal de cuidado (sempre q ela via o Goblin, ela só pedia dinheiro, gente!!) E depois, quando eles já eram um casal de verdade, eu não me importava mais. O casal dito secundário já havia roubado a cena.

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E, por último, achei tão forçada a imaturidade emocional dos dois! O Goblin, uma criatura mágica de 939, fica feliz e ao mesmo tempo nervoso por entrar numa cabine de fotos com sua namorada. Enquanto isso, a Eun Tak, com seus 19 anos, não conseguiu notar a fala e semblante emocionados do Goblin na primeira vez que vai tentar tirar a espada e ficou tagarelando alegremente como se estivesse em um passeio no shopping. Pra mim, isso tirou toda a emoção da cena!!!

2- A trama

Dois seres imortais vivendo juntos e que terminam se envolvendo com os seres humanos. WOOOOW! Gente, olha que plot maravilhoso! Quanta história boa não dá pra sair daqui? Tem sobrenatural, drama, romance, a relação entre vida e morte (Supernatural feelings), flashbacks da época de Goryeo… tudo isso era mais que suficiente pra gerar infinitas tramas maravilhosas, mas… não foi bem isso que aconteceu.

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Ao invés de abordar o mundo sobrenatural ou os vários desdobramentos e as impossibilidades e dificuldades do relacionamento entre imortais e seres humanos, o drama preferiu focar no relacionamento adolescente de Eun Tak e Kim Shin.

Claro que houve cenas e episódios que focaram nisso! Mas, no geral, a história mostra apenas o dia-a-dia do Goblin de sua noiva como um relacionamento mais que normal. Existe um pequeno drama em torno da espada (tira, não tira, tira, não tira), mas depois que eles tomam uma decisão o namoro transcorre normalmente e a espada e o fato do Goblin ser imortal são esquecidos. Eles passeiam pela rua, comem juntos, vão pra graduação no colégio, etc.

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Eu queria mais!!! Eu queria choro todo episódio. Queria um foco maior no mundo sobrenatural. Queria saber da mulher de vermelho. Da borboleta. Queria cenas macabras. Queria que mostrassem um amor que parecesse realmente impossível ou o sofrimento e problemas de uma humana se envolver com imortais e vice-versa.

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OBS: Pra não dizerem que estou implicando, Vampire Diaries está aí pra mostrar como se faz (tá certo que já devia ter acabado há uns 4 anos, mas isso não vem ao caso). Pelo menos durante as três primeiras temporadas a série conseguiu mostrar muito bem os perigos e problemas de um relacionamento entre um imortal e uma humana (também estudante, olha só!), bem como aprofundar sua mitologia.

3- O ritmo

Tudo em Goblin em arrastado. Não há diálogos rápidos ou cenas cheias de ação e agilidade. Não que isso por si só seja um defeito! É uma característica que visa reforçar o tom poético e melancólico da narrativa, mas pra mim, só deixou tudo entediante e chato. Um episódio parecia ter duração de três, mas continha fatos que poderiam ser contados em 20 minutos.

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Além do próprio ritmo, o roteiro pareceu se aproveitar disso e se estendeu demais, ignorando alguns assuntos importantes por um tempo, ao invés de ir aprofundando-os na trama, e retomando-os quando se tornou satisfatório. O famoso enchimento de linguiça, sabe? Então um drama que já tem um ritmo lento, com essa enrolação, acabou se tonando maçante em alguns episódios.

Alerta de spoiler: Um exemplo disso, é a história da espada (sim. De novo ela). A trama era simples: Goblin tem uma espada no peito, precisa achar a noiva pra tirar e então morrer, cabô. Mas tudo em Goblin demora pra acontecer. Primeiro a Eun Tak não disse que via a espada (Quero frisar que não engoli a explicação dela pra isso. Pra mim, foi só desculpa do roteiro mesmo). Depois quando ela diz, o Goblin passa um tempo pra pedir pra ela tirar. Quando pede, ela não consegue. Quando consegue, não quer. Aí a espada é esquecida por episódios e só vai ser colocada de volta na trama lá pro episódio 13 ou algo do tipo. A impressão que dá é que de novo o roteiro inventou uma desculpa (contar tudo lentamente) para que uma trama simples durasse pouco mais de 10 episódios.

ONDE ASSISTIR?

Goblin está disponível legendado no Drama Fever (apenas contas premiuns) e no Kingdom Fansub.


Enfim… como viram, não gostei muito do drama, apesar do sucesso estrondoso no mundo dorameiro e de reconhecer que ele tem seus pontos positivos. Como já disse, gosto é gosto, né?

Se tiverem curiosidade e quiserem se deliciar com uma fotografia belíssima, assistam! Deem uma chance e tirem suas próprias conclusões.

Por que você precisa assistir Weightlifting Fairy Kim Bok Joo

Annyeonghaseyo!

Weightlifting Fairy Kim Bok Joo acabou e olha como nóis tá:

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O post de hoje é rapidinho. Nada de textão. Já falei demais sobre esse drama no TOP5 de 2016, já me desmanchei em elogios pela nossa querida Kim Bok Joo e já expliquei que não existe casal mais fofo que esse em toda a história doramática (Kang Ji Sun e Bok Shil, vocês são uma lindeza só, mas ainda assim ficam em segundo lugar).

Hoje vou dar 10 motivos e mostrar 10 GIFS muitos GIFS e imagens pra explicar por que você deve começar a assistir já o dorama que entrou no meu coração e não sai nunca mais!

Motivo 1: A descoberta do primeiro amor

Kim Bok Joo descobre o que é o primeiro amor e, como todos nós, sofre por isso

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“O garoto que eu gosto não gosta de mim.”
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“O garoto que eu não gosto também não gosta de mim.”

E, ainda como todos nós, tenta se convencer de não está sofrendo.

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“Pare com isso. Pare de chorar, Bok Joo. Isso não é algo para chorar.”

Motivo 2: A lição ensinada

Weightlifting Fairy Kim Bok Joo não cai no clichê de transformação estética da prota como muitos outros dramas fazem.

A mudança pela qual Kim Bok Joo passa é interna. Ela aprende a se aceitar do jeito que ela é e percebe que ser você mesmo é ótimo.

“Você é bonito e popular, mas isso não é tudo. Você precisa ser um ser humano decente primeiro”.

“Trabalhe a sua beleza interior”.

“Você precisa conhecer um homem que lhe ame do jeito que você é”.

Motivo 3: Kim Bok Joo

A maior personagem que você respeita!

Dentre os vários doramas que já assisti, poucas são as protas que se destacam tanto ou mais que os mocinhos, Kim Bok Joo com certeza é uma delas.

Profunda:

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“Ao invés de elegante música clássica, eu gosto muito mais das músicas do Big Bang. Eu amo salsichas.”

Fofa:

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Dorameira:

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“Eu me apaixono por Song Joong Ki hoje e no dia seguinte por Kim Soo Hyun.”

Sábia:

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“- Bok Joo, se Song Joon Ki e Kim Soo Hyun pedissem pra sair com você, quem você escolheria? – Eu posso sair com os dois?”

Feminista:

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“Mulheres podem levar homens pra casa também.”

Determinada:

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“Você pode fazer isso. Isso vai se tornar verdade. Vamos fazer.”

Boa filha:

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“Pai, me desculpa.”

Corajosa:

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“Para a sua informação, eu bato em homens também.”

Divertida:

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Preocupada com a saúde:

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“E se eu morrer de hemorragia enquanto espremo essa espinha?”

Paciente:

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“Me siga enquanto estou sendo legal.”

Agradecida:

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“Obrigada. Muito obrigada.”

E muuuuuuito, muuuuuuuito f*da!

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“Bok Joo, você é fantástica.”

Todos nós concordamos, Jung Joo Hyun.

Motivo 4: Esse oppa

O

L

H

E

M

.

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Motivo 5: As três mosqueteiras

Elas comem juntas, bebem juntas, se divertem no karaokê, discutem com o grupo de ginástica rítmica juntas e ainda tem uma gíria de grupo.

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Motivo 6: A OST

Pra vocês terem idéia do amor, essa foi a primeira OST que baixei na vida!

E ela é tão fofa e tão boa quanto o drama.

Motivo 7: Esse casal

Olha, se os doramas coreanos criaram um casal mais fofo que esse, eu desconheço, viu?

E quando junta com essa direção de arte:

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… é pra matar qualquer um de fofura!

OBS: Lee Sung Kyung e Nam Joo Hyuk, ainda shippo forte ❤

Motivo 8: Essa cena

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Motivo 9: Kim Bok Joo e comida

Kim Bok Joo é tão gente como a gente, que não pode ver um prato de comida, que já começa a salivar.

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“- Eu vou lhe comprar dumplings também. – Ela é amiga de qualquer um que lhe compra comida.”

Motivo 10: Esse diálogo

Que atire a primeira pedra quem nunca tentou dar uma indireta e levou um fora em seguida.

— Eu vou tocar a Marcha Nucpcial no seu casamento.

— Não, obrigado. Você vai apenas arruinar meu casamento. Ao invés disso, por que você não fica parada do meu lado?

— Como eu poderia ficar parada ao seu lado ao invés da sua esposa?


Depois de todos esses motivos, tenho certeza que agora WFKBJ está, pelo menos, entre os três primeiros lugares da sua lista de doramas pra assistir.

Espero que tenham gostado do post. E que todos assistam esse drama maravilhoso.

Beijinhos!

E até o próximo post.

K-dramas de 2016 que são bons, mas…

Annyeonghaseyo!

Depois do post TOP 5 k-dramas de 2016, eu quis falar sobre três doramas que tinham tudo pra estarem entre os melhores do ano, mas… por algum motivo eu acabei cansando de assistir e só consegui terminar com muita força de vontade.

Lembrando que é tudo baseado nas minhas preferências, então isso não quer dizer que os doramas são ruins ou mal feitos. Apenas que não me cativaram o suficiente e aqui estou eu tentando explicar o porquê.

Vamos lá!

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Cheese in the trap

Esse foi a maior decepção doramática do ano pra mim. Não que ele seja um drama tão ruim assim, mas é que ele começou TÃO BOM! A história, o clima universitário, o elenco, a prota enfrentando o mocinho e fugindo dele (“- Seoul, você quer almoçar comigo? – Eu não almoço!” hahahaha), ele com um ar meio psicopata stalkeando ela, tudo tão perfeito pra ser o drama do ano! Mas… não sei bem o que aconteceu da metade pro final que quase não consigo nem terminar.

O roteiro praticamente esqueceu o Yoo Jung na segunda metade dos episódios e então a interação entre o casal principal se tornou bem pouca. Além disso, a Hong Seoul, que começou como uma prota tão legal, tão cheia de personalidade, foi se tornando chatinha e dependente do namorado ao longo da história. Desculpava tudo que ele fazia sem nem ao menos confronta-lo ou dizer como se sentia. Yoo Jung, por sua vez, não amadureceu praticamente nada ao longo da trama. Claro que sabíamos que ele tinha um lado sombrio e, sim, isso dava um charme ao personagem, mas gostaria de vê-lo se questionando sobre suas atitudes e analisando as consequência delas, algo que só foi feito no último episódio (e de forma bem apressada, por sinal). Por isso, pra mim, Baek In Ho, foi o melhor personagem do drama e foi o que me fez conseguir terminar de assistir. Ele foi o que mais cresceu e amadureceu ao longo da história, se olharmos pro seu personagem inicial, orgulhoso, egoísta, sem querer se apegar a nada ou a ninguém, veremos o quanto ao final do drama ele se tornou uma pessoa bem diferente.

Ainda assim, indico Cheese in the Trap pra todo mundo, pois traz uma história diferente,  com clima universitário (quem aí não adora saber mais sobre as faculdades coreanas?) e com personagens que fogem um pouco dos clichês de sempre.

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Cinderella and Fours Knights

Mais um drama da tvN que quase entrou pro meu ranking dos melhores do ano. Só não entrou por motivos de: shipp errado. Sei que parece um motivo bem inútil pra deixar de gostar de um drama, mas é que, nesse caso, eu realmente odiei o male lead e aí ficar assistindo as cenas romantiquinhas dele com a prota foi se tornando um suplício e me dando vontade de pular tudo.

Fora isso, o drama é bem gostosinho, com uma pegada leve e despretenciosa, de quem não se leva muito a sério, o que faz com que  a gente facilmente engula o plot principal da história: uma mocinha batalhadora e pobre, que vai morar numa casa com quatro “príncipes”. Por sinal, palmas pra Park So Dam, que fez uma prota muito engraçadinha e fofa. Gostei demais!

OBS: tvN, por favor, para de me fazer shippar errado, vá lá! Até em K2 eu sofri com isso.

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W: Two Worlds

Sei que W é o queridinho de todos, mas nem o lindo do Lee Jong Suk foi capaz de me fazer gostar desse drama.

A história é bem criativa, o elenco é bom e gostei da química do casal principal, mas… algumas coisas me fizeram cansar.

Demorei demais pra começar a gostar do Kang Chul. Inicialmente não me importei muito com a história de vida dele por que sabia que era um webtoon. Depois fiquei achando-o frio demais, meio robotizado. Talvez se fosse outro ator… É que pra mim Lee Jong Suk tem sempre a imagem de “bom moço”e, talvez por isso, não tenha se encaixado tão bem no papel do riquinho insensível. Em contrapartida, a Han Hyo Soo estava ótima no papel da Oh Yeon Joo! Ela conseguiu transmitir a imagem de mocinha atrapalhada, mas ao mesmo tempo determinada.

Fora isso, era tanto entra e sai do webtoon, que eu já estava torcendo pra que alguém trancasse essa passagem aí entre os dois mundos, o casal decidisse logo onde queria ficar e pronto! Sem falar que em alguns episódios teve tanta explicação sobre como funcionava o mundo do webtoon ou por que Kang Chul não queria  morrer ou por que isso, por que aquilo, que quebrou o ritmo da trama e a deixou cansativa.


Então é isso, gente!!!

Deixem seus comentários, seja concordando, discordando ou acrescentando outros doramas que são queridinhos de todos, mas que por algum motivo você não gostaram.

Beijinhos.

Top 5 k-dramas de 2016

Annyeonghaseyo!

Esse é o primeiro post no blog e, como tal, achei que seria legal fazer um TOP 5 dos melhores k-dramas do ano.

2016 foi um ano com tanto drama bom, que foi muito difícil selecionar apenas 5 preferidos. Então escolhi os que mais gostei, que me fizeram surtar, chorar, rir, ir atrás de notícias sobre o elenco e rever cenas no youtube.

OBS: Tentei não colocar nenhum spoiler, mas talvez tenha alguns bem leves, nada que, na minha opinião, atrapalhe o andamento ou o acabe com o suspense da história.

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5 – Moonlight Drawn by Clouds

Foi o primeiro sageuk que assisti e talvez por isso tenha me marcado tanto.

Moonlight Drawn by Clouds é um drama muuuito fofinho e romântico. Acho que é uma ótima escolha pra quem quer ver drama histórico sem precisar derramar litros de lágrimas. Ele tem uma trama política sim, que fica mais complexa e intensa nos episódios finais (os melhores, por sinal), além de suspense, ação e comédia, mas o foco é mesmo o romance.

Park Bo Gum tá lindo como o príncipe Lee Yeong e teve uma ótima química  tanto com Kim Yoo Jung, que interpreta uma menina disfarçada de eunuco, quanto com os dois personagens secundários. E que eunuco mais divertido e criador de confusão! Hong Ra On conseguiu me emocionar e me fazer rir. Gostei demais da personagem, que sempre tentava resolver seus problemas sozinha, sem ficar apenas esperando por alguém.

Falando em personagens secundários, fiquei completamente apaixonada pelo guarda-costas do príncipe, o Byung Yeong. Ele tinha um ar todo misterioso e, apesar de não parecer, era super gentil. Por favor, Kwak Dong Yeon, só faça sageuks a partir de agora e sempre com aquele cabelo, aquela roupa e aquela espada. Eu torcia pra que ele aparecesse em toda cena! Um beijo do casal principal e ele PÁ! Ali do lado, parado, sendo lindo. Uma reunião do príncipe com os ministros e ele lá de novo, só segurando a espada. A prota chorando e ele ao fundo, fazendo nada. Fica aí a sugestão pros próximos dramas dele.

O outro secundário, é o Kim Yoo Sung, neto do primeiro ministro, amigo de infância do príncipe e forever alone do drama. E que forever alone maravilhoso! Confiante, gentil, presente, mas sem forçar a barra… Se ele tivesse tido mais tempo em cena (e se o príncipe não fosse o Park Bo Gum, néan?), eu provavelmente teria shippado a prota com ele. Se tenho uma reclamação sobre o drama, é exatamente o bromance do Kim Yoo Sung com o príncipe Lee Yeong. Acho que deveria ter sido melhor desenvolvido, com uma despedida bonitinha ou uma DR mais profunda sobre a relação dos dois, sei lá.

Além dos personagens, Moonlight Drawn by Clouds me prendeu por causa dos ganchos no final de cada episódio. Ele me deixou muito ansiosa pra assistir o próximo. Eu ficava sempre querendo saber o que ia acontecer na cena seguinte e isso me fez perder algumas madrugadas com pensamentos do tipo: “Só mais um”, “Agora é sério, o último”, e lá se iam 4 ou 5 episódios seguidos.

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4 – Lucky romance

O motivo de eu ter adorado esse drama tem nome: Je Soo Ho, personagem interpretado por Ryu Jun Yeol. Ele é o típico CEO frio e antissocial dos dramas, mas com uma característica que o torna incrivelmente fofo: ele é muito tímido e nerd. Aqui a gente não tem o mocinho charmoso e cheio de mulheres aos seus pés, mas sim um protagonista que não sabe nem quais emoticons mandar pra namorada. Pra vocês terem ideia da nerdice dele, quando ele tá nervoso, ele recita a tabuada do 19!!!! :O

Nas palavras do próprio personagem, o drama:

“(…) é uma jornada seguindo um garoto e a sua fuga da caverna, na qual ele se escondia. Dentro da caverna é escuro e solitário. Mas o mundo exterior é estranho e perigoso, então ele não aguentava dar um passo em direção a isso.”

E que maravilhoso foi acompanhar essa jornada! Toda a sua racionalidade se perde quando ele se apaixona por uma mulher NADA RACIONAL e começa a fazer aquelas loucuras que só quem está apaixonado faz: sentir ciúmes, se preocupar com a amada, querer protegê-la, pensar nela a todo instante, inventar desculpas para vê-la (quem nunca?), etc.

A mocinha é interpretada por Hwang Jun Eum. Eu realmente não gosto da atriz, a acho exagerada e com uma voz muito enjoenta. Nesse drama, não cheguei a odiar a personagem, como em She Was Pretty. Torci muito por ela, até, mas foram tantas as vezes que ela me deu raiva, que, se não fosse o Je Soo Ho, talvez eu tivesse desistido do drama.

E, como não podia deixar de ser, temos o nosso second lead: Gary Choi, personagem do Lee Soo Hyuk. Um personagem mais leve e menos sério se comparado aos seus outros papéis em High School King of Savvy e The man living in our house. Antes de falar dele, tenho uma reclamação: até quando Lee Soo Hyuk vai ser delegado apenas a papéis secundários? Só esse ano foram dois dramas como forever alone. Acho que já passou da hora dele ganhar um papel como protagonista (anotou, Coréia?). Prosseguindo. Gary Choi é amigo de infância de Shim Bo Nui e é mais novo que ela. Talvez por isso em alguns momentos ele seja um pouco infantil, mas ainda assim está sempre ao seu lado, apoiando-a e aceitando suas loucuras.

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3 – One More Happy Ending

O que falar desse drama que mal havia começado e já considerava pacas? Me apaixonei logo no primeiro episódio! Pra explicar o porquê de eu ter gostado tanto dele, resolvi fazer uma listinha com 5 motivos.

1) Jang Na-Ra em seu melhor papel. Eu sei que sou um pouco suspeita pra falar, pois sou muito fã da atriz. Mas nesse drama ela está melhor do que nunca. Han Mi-Mo é uma personagem romântica, independente, engraçada, gentil, apaixonada e muito muuuito adorável! Jang Na-Ra teve uma química incrível com todos do elenco: male lead, second lead, amigas, criança e cachorro (beijos, Bbo Bbo).

2) Jung Kyung Ho não tão perfeito quanto em Falling for Innocence, mas ainda sim maravilindo. Não estou dizendo que não gostei da sua atuação nesse drama, apenas que em Falling for Innocence ele me surpreendeu mais (talvez por ter sido meu primeiro drama com ele, não sei). Diferente do playboy do drama anterior, nesse Jung Kyung Ho interpreta um personagem mais sério e calmo: um pai solteiro que não está muito aberto a relacionamentos amorosos, que não se veste tão bem nem é tão sedutor quanto seu amigo divorciado, mas ainda assim cativante e com um charme próprio, de quem cuida e se preocupa com aqueles que ama.

3) O quarteto feminino. Que maravilha um drama pautado em histórias e dilemas femininos!! E mais ainda: que mostra uma amizade verdadeira entre as personagens! Em One More Happy Ending, as quatro amigas se divertem juntas, se apoiam, dão carão quando necessário e até ignoram umas as outras quando estão chateadas com os próprios problemas (adorei a cena em que elas vão almoçar juntas e ninguém quer conversar por que cada uma está perdida em seus pensamentos). Além disso, o drama mostra mulheres com relacionamentos de todos os tipos: divorciada, que quer casar; solteira, que quer namorar; casada, enfrentando um divórcio, e recém-casada, que quer continuar solteira. Sem falar nos demais conflitos que elas enfrentam: pressão social por causa da idade, os haters da época em que eram idols, medo da solidão e outros que não vou falar pra não dar spoiler.

4) Min Woo, o filho do Song Soo Hyuk, personagem do Jung Kyung Ho. Gostei muito da interação dele com os demais personagens. Era muito bonitinho quando ele agia de maneira mais madura que seu pai e Han Mi-Mo. Entretanto, queria que o drama tivesse abordado mais a vida de um pai (ou mãe) solteiro. Me deu a impressão de que decidiram colocar Song Soo Hyuk como pai solteiro apenas para explicar por que o personagem não tinha relacionamentos amorosos há tanto tempo e por que ele era tão desleixado com sua aparência. Às vezes passavam uns dois episódios sem mostrar o garoto!

5) Os sonhos e a imaginação da Han Mi-mo. Quase todo episódio mostrava pequenas cenas imaginárias representando o dilema atual da vida de Han Mi-Mo, seja o triângulo amoroso em que estava envolvida ou as dificuldades de sua vida sozinha. Eu ria muito dessas cenas e achei uma maneira bem legal de apresentar os sentimentos da personagem sem ter que fazer uso apenas de narrações.

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2 – Weightlifting Fairy Kim Bok Joo

Esse drama não terminou em 2016, mas a maioria dos episódios foram em 2016, além disso eu PRECISAVA indicar esse dorama pra vocês por que ele possui o casal mais amorzinho que já vi na vida!

Se você procura um drama com tramas mirabolantes, cheio de plot twists e reviravoltas, esse dorama não é pra você. Weightlifting Fairy Kim Bok Joo conquista pela simplicidade e fofura!

Quando comecei a assistir, torci o nariz pra atriz que interpreta a Kim Bok Joo (Lee Sung Kyung). Eu ainda estava com raiva da sua personagem de Cheese in the Trap (Baek In Ha, ainda não te perdoei!), além disso imaginei que ela faria uma Kim Bok Joo igualmente exagerada, gasguita e cheia de caras e bocas. Ao assistir os primeiros episódios, ainda não havia conseguido desligar essa imagem da Baek In Ha da atriz e pra completar achei o mocinho tão implicante e sem noção, que eu tinha vontade de entrar na tela só pra dar uns gritos nele.

Ainda bem que não desisti logo no comecinho! Pois acho que foi lá pelo quarto episódio que fui completamente fisgada e então me vi emocionada ou sorrindo de orelha a orelha com cenas e situações super simples, como um primeiro encontro ou a compra de um lacinho pro cabelo.

Kim Bok Joo é uma prota fantástica! Ela se diverte com as amigas, se preocupa com o pai, é leal, determinada, forte, divertida, comete erros e se desculpa por eles, come DEMAIS, não anda arrumada ou na moda, nem segue o estilo magrinha e pequena da maioria das mocinhas de dramas. Weightlifting Fairy Kim Bok Joo nos mostra que é ótimo ser do jeito que você é! Jung Jon Hyun não tenta mudar a namorada ou lhe dar um banho de lojas, ele a ama exatamente pelo seu singular e único.

E que casal mais lindo e doce, meu povo!!! Kim Bok Joo e Jung Jon Hyun transbordam fofura!!!! Eles se gostam, se ajudam, se divertem e nos presenteiam com cenas de dar diabetes em qualquer pessoa. É uma mistura de conto de fadas com realidade, sabe? A fotografia e as cores parecem que saíram de um desenho animado da Disney, mas os conflitos dos personagens são todos bem realistas. Eu terminava todos os episódios com um sorriso bobo no rosto. Por isso não interessa se ele já terminou ou não, esse drama PRECISAVA estar no meu TOP 5 de 2016! Assistam! Assistam! Assistam!

São tantas cenas de vomitar arco íris, que eu não sabia nem qual gif escolher pra colocar aqui *____*

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1- Scarlet Heart: Ryeo

E como não poderia deixar de ser, o primeiro lugar vai pro drama que me fez surtar feito louca, maratonar madrugadas seguidas, chorar, rir, chorar de novo, shippar muito e sofrer (desesperadamente) pelo meu shipp.

Scarlet Heart foi um tiro no meu coração. Por mais que eu tivesse lido resenhas antes e soubesse que seria um drama sofrido, não pensei que fosse tanto. Wang So se tornou meu personagem preferido de todos os tempos e de quebra ainda virei fangirl do Lee Joon Gi! Rejeitado pela família, cheio de traumas de infância, incompreendido, impulsivo, leal, sexy  e ansioso por qualquer afeto ou carinho. Tudo o que esse homem sofria, eu sofria junto, sentia junto, sorria junto e chorava junto.

Scarlet tem tudo: drama, ação, comédia e um romance muuuito, mas muuuito doloroso. Sem falar no elenco maravilhoso e na produção belíssima. Sério! Figurino, OST, fotografia e cenários são um show a parte. O roteiro é um pouco irregular, lento na primeira metade e mais apressado no final, além disso, foca demais no romance da mocinha com o 8º príncipe e esquece um pouco de desenvolver a relação dos protagonista. Mas nada disso é suficiente pra apagar o brilho do drama. Com certeza Scarlet ficará sempre marcado na minha história doramática.

SoSoo couple ❤


Então é isso, gente!

O post ficou enorme, mas espero que tenham gostado.

E quais os preferidos do ano de vocês? Nos deixem um comentário.

Beijos e até o próximo post.